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Comunidades de Brumadinho culpam fábrica da Coca-Cola por falta d’água

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Para verificar as condições de abastecimento de água das comunidades de Suzano e Campinho, na Serra da Moeda, a deputada Beatriz Cerqueira (PT), representando a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi a Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte) nesta segunda-feira (8/4/24).

Os moradores, que atualmente dependem de caminhões-pipa, alegam que a exploração de nascentes da região pela fábrica da Coca-Cola, em Itabirito, causou o rebaixamento do lençol freático, afetando a vazão de água nos últimos oito anos. A empresa, por sua vez, culpa a falta de chuvas pela situação.

De acordo com Cleverson Vidigal, da ONG Abrace a Serra da Moeda, os estudos ambientais que embasaram a criação do distrito industrial de Itabirito não previam a construção da planta da Coca-Cola ali e sua grande demanda por água.

Assim, apenas dois meses após o início do bombeamento de água para a fábrica, em agosto de 2015, já foram sentidos impactos nas nascentes, segundo o ambientalista. Em um primeiro momento, a multinacional teria assumido a responsabilidade por abastecimentos pontuais, mas, depois de instalado inquérito civil pelo Ministério Público, contratou estudos que concluíram pela sua isenção de responsabilidade, ainda de acordo com Vidigal.

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Outro estudo hidrogeológico, contratado pelo MP, teria atestado a interferência da fábrica no lençol freático, conforme informou. Atualmente, a Coca-Cola e o Ministério Público estão em tratativas para a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas ninguém conhece o teor do acordo, outra reclamação dos moradores apresentada durante a visita.

Falta d’água mudou o cotidiano das comunidades

Frequentador de Campinho há décadas, Gilmar Reis lembrou da abundância de água na região, com bicas dentro das casas. Assim como outros convidados, ele argumentou que o uso de poços artesianos, uma medida paliativa, não é solução para o desabastecimento. Isso seria revertido apenas com a preservação das nascentes, segundo Gilmar.

Cláudio Bragança, presidente da Associação dos Moradores do Campinho, indignado com a situação que se arrasta desde 2015, citou a depreciação dos imóveis e a queda do turismo causados pela falta d’água. Muitas famílias estariam sem condições de manter uma simples horta, lamentou.

Prefeitura cobra a Copasa

O secretário municipal de Meio Ambiente de Brumadinho, Wagner Donato, lembrou que o abastecimento de água e o saneamento básico na cidade são de responsabilidade da Copasa. A Prefeitura estuda a viabilidade de rompimento do contrato, já que só parte do município conta com o serviço.

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Segundo ele, a secretaria está em contato permanente com as comunidades e o município só irá aceitar proposta apresentada pela Coca-Cola de levar água de um poço a ser perfurado até as caixas d’água que abastecem Suzano e Campinho se laudos atestarem a viabilidade do abastecimento por 30 anos.

Essas caixas d’água, com capacidade de armazenamento de 40 mil litros, hoje são abastecidas por caminhões-pipa disponibiliziados pela Coca-Cola.

Comissão realizará novas visitas

Para a deputada Beatriz Cerqueira, é uma situação escandalosa a falta de estudos ambientais para a instalação de uma fábrica do porte desta da Coca-Cola na região. Ela entende que compensações assumidas após a exploração de territórios nunca serão capazes de reparar todos os danos causados.

A deputada informou o agendamento de visitas ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e à Coca-Cola para tratar do assunto, assim como uma audiência pública na Assembleia, com a participação do Ministério Público, que poderá prestar informações sobre o inquérito civil em curso.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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