Política

Conferência Estadual das Cidades vai ser convocada pelo Governo do Estado

Publicados

em

Imagem

A 6ª Conferência Estadual das Cidades vai ser convocada pelo Governo do Estado. O anúncio foi feito, nesta segunda-feira (8/4/24), pelo subsecretário de Política de Habitação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Henrique Oliveira Carvalho, em audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Botão

Segundo o subsecretário, a conferência será um espaço democrático para discutir as políticas voltadas ao desenvolvimento de cidades.

Citação

Segundo relatos na reunião, como até o momento não havia notícias sobre a realização da conferência estadual em Minas, deputados e integrantes de movimentos sociais se articularam para cobrar do governo estadual a iniciativa.

A conferência estadual é a etapa anterior à nacional, e os estados precisam fazer as convocações até o dia 15 de abril. Já os encontros devem ocorrer entre 1º de julho e 15 de setembro.

A etapa nacional vai ser realizada em novembro, em Brasília. O tema em discussão é “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: Caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social”. Há dez anos não ocorria esse processo.

Representantes de entidades comemoram realização de conferência

O conselheiro Nacional das Cidades e presidente da Instituição Agevale Brasil, Edinon Jesus da Silva, comemorou os anúncios. Ele afirmou que é um passo importante o Estado se comprometer com a realização da conferência estadual.

“Minas atualmente só tem dois representantes em âmbito nacional. Com a realização da conferência, 149 integrantes vão poder representar o Estado na conferência nacional. E essa participação fortalece as políticas públicas, pois os problemas são sentidos nos bairros, vilas e favelas das cidades”, falou.

Leia Também:  Repasse direto de emendas às Santas Casas avança na ALMG

Concordou com ele a coordenadora da União Estadual por Moradia Popular (Uemp), Maria das Graças Ferreira, para quem é preciso fortalecer as políticas de moradia para a população.

O coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Fernando Soares, defendeu a importância da participação popular na conferência para que direitos sejam assegurados.

Em sua opinião, é preciso discutir o racismo ambiental existente no País. “A maioria do povo brasileiro não tem o mínimo, que é a segurança da sua casa”, disse.

Áudio

Presidente da Central Única dos Trabalhadores, Jairo Nogueira falou sobre o temor de que a conferência não ocorresse e, agora, há a preocupação de que ela não traga melhorias. Em sua opinião, políticas públicas referentes a várias áreas ficaram prejudicadas, como as da mobilidade. Segundo ele, o metrô, depois de privatizado, ficou pior, com menos trabalhadores e tarifa mais cara.

Jornalista e ativista da causa das pessoas com deficiência da Câmara Municipal de Ouro Preto (Região Central), Cíntia Rita Soares de Freitas, que nasceu com paralisia cerebral, defendeu mais acessibilidade nas cidades, para contemplar a todos. Ela exemplificou que, em Ouro Preto, são buscadas medidas para conciliar a preservação do patrimônio com a melhoria da acessibilidade.

Instrumento democrático

Para a integrante do Observatório Metropolitano da Rede ODS Brasil, Cláudia Pires, se o Estado não convocar a conferência, a população deve fazê-lo. Segundo ela, no governo Bolsonaro, houve uma interrupção danosa do processo de controle social, com a revogação de vários conselhos participativos, inclusive, o referente às cidades.

O presidente do Departamento de Minas Gerais do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/MG), Silvio Romero, enfatizou a importância de fortalecer os instrumentos democráticos sobre a construção das cidades.

Citação

Parlamentares defendem realização de conferência

O deputado Leleco Pimentel (PT), que solicitou a reunião, e a deputada Bella Gonçalves (Psol) salientaram a importância de se retomar o processo participativo em relação ao rumo das cidades.

Citação

Já a deputada Bella Gonçalves (Psol) enfatizou que o acesso à moradia, transporte, saneamento e lazer, entre outros, compõem o direito à cidade.

Leia Também:  Audiência debaterá impactos da Stock Car na rotina da UFMG

“Mas esse direito só se efetiva, num contexto capitalista e de especulação imobiliária, se há participação popular para a escolha das prioridades e destinação de orçamento”, afirmou.

Como destacou, a não realização da conferência pelo Estado impacta também no recebimento de recursos federais para áreas como moradia. “Seria um equívoco não realizá-la sob pena de não recebermos recursos”, falou.

O deputado federal Padre João (PT-MG) enfatizou que o governo Lula retomou as conferências como uma forma de se ampliar a participação social.

Já o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) citou a Lei Federal 14.620, de 2023, do Minha Casa Minha Vida, que garante a realização das conferências estaduais.

Por cidades mais inclusivas

O promotor de Justiça e coordenador estadual das Promotorias de Justiça de Habitação e Urbanismo no Ministério Público, Leonardo Castro Maia, salientou a importância da mobilização para a realização da conferência, sobretudo, tendo em vista que Minas Gerais é o Estado com maior número de municípios da federação.

“É preciso que as cidades sejam mais inclusivas, acessíveis, democráticas, sustentáveis e seguras. Vemos que elas estão muito suscetíveis às mudanças climáticas. Então, é preciso preparo para enfrentar esse contexto”, falou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Publicados

em

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

Leia Também:  Pronto para o Plenário projeto sobre reajuste para servidores da educação

Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA