Política
Corrida de Stock Car vai comprometer funcionamento de Hospital Veterinário da UFMG

O funcionamento do Hospital Veterinário (HV) da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o maior entre os que existem nas instituições federais do País, vai ficar comprometido durante a realização da corrida de Stock Car na Capital mineira.
É o que afirmaram diretores e professores da Escola de Veterinária, nesta sexta-feira (24/5/24), durante visita da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ao local.
Para o diretor da Escola de Veterinária, Afonso de Liguori, como a pista fica a cerca de 50 metros do HV e o acesso ao hospital vai ficar fechado no decorrer da iniciativa, não resta outra alternativa a não ser fechá-lo durante os 19 dias que envolvem o evento, em agosto.
A vice-diretora da escola, Eliane Gonçalves de Melo, prevê que, nesse período, deixem de ser atendidos 3 mil cães e gatos e cerca de 20 equinos. Além disso, ela disse que os animais residentes no local, entre eles, cães, bois, cavalos e cabras precisarão ser deslocados para outro espaço.
O Hospital Veterinário é composto pelos setores de clínica médica nas diversas especialidades, clínica cirúrgica, patologia, reprodução e divisão de enfermagem. O estabelecimento realiza 35 mil atendimentos por ano e os procedimentos abrangem consultas, cirurgias, exames de imagem e laboratoriais. Todas as espécies de animais domésticos são atendidas e também algumas espécies de animais silvestres.
Impactos já são sentidos
As obras para o evento começaram em março e a comunidade acadêmica já tem sentido os impactos na rotina como poeira e barulho excessivo. Com as intervenções, eles relataram que o acesso à unidade já tem sido modificado.
A expectativa dos diretores é que o barulho se intensifique nos dias de treinos e nos da corrida propriamente dita, com a velocidade dos carros. E esse barulho excessivo pode gerar estresse nos animais.
Além disso, a interrupção do acesso ao HV e mudanças no trânsito na região vão dificultar que pessoas levem seus animais até o local, bem como tornar mais complicada a continuidade no tratamento.
“Não tem como a gente atender de forma segura durante esse tempo”, disse Afonso de Liguori, lamentando pela desassistência que vai ser gerada aos animais.
A professora da área de equinos da Escola de Veterinária, Renata Maranhão, enfatizou que não há precedentes para saber os efeitos reais nos animais. Mas acredita que o som alto vai prejudicá-los, sobretudo os de grande porte, que ficam em espaços abertos.
Equipamentos sensíveis a trepidação
O diretor e a vice-diretora da Escola de Veterinária falaram ainda que a trepidação gerada pelas obras e a que ainda será gerada pela corrida também colocam em risco os equipamentos da Escola de Veterinária.
O custo estimado desses aparelhos é de R$ 40 milhões. Eles são bastante sensíveis e precisam estar calibrados corretamente para desempenhar bem sua função.
Um deles fica no Laboratório de Análise da Qualidade do Leite, que integra a estrutura da escola e que também foi visitado nesta sexta (24), e tem o valor de R$ 9 milhões.
Ela ainda contou que o laboratório é credenciado pelo Ministério da Agricultura para fazer a análise do leite do Sudeste e Nordeste do Brasil. Ele é o único que faz isso em Minas Gerais.
Outro ponto visitado pela comissão foi o Laboratório de Aquacultura, que conta com 27 mil peixes. Nesse caso, os professores também se preocupam com o barulho, em como a água pode potencializar o som.
A coordenadora do curso de Aquacultura da Escola de Veterinária, Cintia Nakayama, explicou que entre os peixes há o tambaqui, nativo da região amazônica, o qual é objeto de uma linha de pesquisa. Como contou, sua manutenção tem custo elevado.
“Não sabemos, por exemplo, se o barulho pode impactar e gerar estresse, comprometendo a reprodução do animal, que ocorre num período muito curto. Se isso ocorrer, compromete toda a pesquisa, que não vai ter o desempenho esperado. Então, o aluno de mestrado ou doutorado não consegue publicar seu estudo, por exemplo”, disse.
Falta de diálogo
O diretor e a vice-diretora da escola relataram falta de diálogo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em relação à corrida de Stock Car. De acordo com eles, em momento algum houve explicação sobre o que ocorreria e análise dos possíveis impactos.
Eles também se preocupam com a possibilidade de o local ser palco de outros eventos além da corrida, cujo contrato é de cinco anos, o que permite outras edições.
A deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da comissão e que solicitou a visita em conjunto com a deputada Bella Gonçalves (Psol), disse que vai remeter o relatório da visita desta sexta (24) à PBH e aos organizadores e patrocinadores da corrida de Stock Car.
De acordo com ela, novamente haverá a recomendação de mudança de local para a realização do evento.
A parlamentar disse que ficou impressionada com a proximidade entre o local onde será a pista e o Hospital Veterinário.
A visita integra uma série de ações da comissão para avaliar os impactos da corrida na UFMG. Já foram realizadas uma audiência sobre o assunto e uma visita ao Biotério Central da universidade.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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