Política
Deputados e ativistas condenam possibilidade de descriminalização do aborto

A possibilidade de legalização do aborto foi condenada por deputados e ativistas que participaram de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta segunda-feira (4/9/23).
A pedido da deputada Chiara Biondini (PP), a comissão debateu a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Ajuizada pelo Psol em 2017, essa ADPF tem o objetivo de descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação.
Os deputados e militantes foram unânimes na defesa de que a vida humana começa na concepção e, por isso, o aborto seria o equivalente a um assassinato. Para a deputada Chiara Biondini, a ADPF 442 é inadmissível. “O bebê não tem como se defender. Não podemos escolher quem deve nascer e quem deve morrer”, argumentou a parlamentar.
Para o deputado Caporezzo (PL), o aborto é um homicídio. “Por que tantas pessoas se levantam para defender os ovos das tartarugas e se recusam a defender a vida humana no ventre da mãe?”, questionou. Ele se colocou contrário ao aborto inclusive em casos de estupro. “Se alguém tem que morrer, que seja o estuprador, e não o bebê”, defendeu.
O deputado Coronel Sandro (PL) manifestou opinião semelhante. Ele defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 1.183/19, de sua autoria, que propõe que os procedimentos de aborto sejam realizados mediante alvará expedido por autoridade judiciária. Antes da realização desse procedimento, a mulher seria submetida a atendimento psicológico com vistas a dissuadi-la de sua decisão.
Em sua análise sobre a ADPF 442, o deputado Eduardo Azevedo (PSC) considerou-a uma “manobra completamente antidemocrática”. Segundo ele, o aborto não foi autorizado pela Constituição Federal porque a Assembleia Nacional Constituinte entendeu que a matéria deveria ser objeto de legislação infraconstitucional. O parlamentar lembrou que o aborto é crime tipificado pelo Código Penal.
O deputado Bruno Engler (PL) também frisou que considera o aborto um assassinato. “Estamos em uma guerra espiritual. É uma luta do bem contra o mal, uma luta da morte contra a vida”, afirmou. O deputado Zé Laviola (Novo) também se colocou contrário ao aborto.
Para o deputado federal Eros Biondini (PL-MG), a ADPF 442 não deveria ter sido acolhida pelo STF, uma vez que, na sua opinião, o Poder Legislativo não se omitiu na discussão sobre o aborto. “É um dos assuntos mais debatidos no Congresso Nacional. É ilegítima a atuação do STF em uma matéria que está sendo discutida no Parlamento”, afirmou.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também criticou duramente a ADPF 442. “São vidas de pessoas inocentes que estão nas mãos de uma canetada do STF”, disse. A deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) argumentou que a população brasileira é contra a interrupção da gravidez e também criticou a ADPF 442. “O STF se colocou no lugar do Parlamento, que jamais foi a favor do aborto”, afirmou.
Médica diz que não existe aborto seguro
A interrupção da gestação pode deixar sequelas irreparáveis nas mulheres, segundo a médica Talitha de Mello Rabello, que é ginecologista e obstetra. “Toda mulher que vivenciou um aborto sabe que ela continua sendo mãe de um filho morto”, afirmou.
Segundo a médica, todo procedimento abortivo pode ter intercorrências, como perfuração uterina e infecções. “No papel tudo é válido. Mas, na prática, não existe aborto seguro”, disse. Ela ainda criticou o argumento da gestação indesejada como justificativa para o aborto. “A gravidez não é indesejada quando a mulher consentiu em ter uma relação sexual, mesmo usando anticoncepcional”, argumentou.
Julgamento está parado no STF
O julgamento da ADPF 442 está parado no STF, mas pode ser retomado a qualquer momento, caso a presidente do Supremo e relatora da ação, ministra Rosa Weber, decida incluir o tema do aborto em pauta, antes de deixar a corte no dia 2 de outubro.
O objetivo da ADPF é que o STF exclua da incidência dos artigos 124 e 126 do Código Penal a interrupção da gestação induzida e voluntária nas primeiras 12 semanas, “de modo a garantir às mulheres o direito constitucional de interromper a gestação, de acordo com a autonomia delas, sem necessidade de qualquer forma de permissão específica do Estado, bem como garantir aos profissionais de saúde o direito de realizar o procedimento”.
A ação argumenta que a proibição da prática do aborto viola preceitos da dignidade da pessoa humana, da cidadania, da não discriminação, da inviolabilidade da vida, da liberdade, da igualdade, da proibição de tortura ou tratamento desumano ou degradante, da saúde, do direito ao planejamento familiar e dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Atualmente o aborto é permitido no Brasil em três casos:
- quando a gestação representa risco de vida para a gestante;
- quando a gravidez é resultado de um estupro;
- em casos de anencefalia fetal.
Os procedimentos podem ser realizados em fetos com até 20 ou 22 semanas, com peso previsto de até 500 gramas. A realização do aborto legal não depende de decisão judicial e não é condicionada à apresentação de boletim de ocorrência policial.
Na América Latina, apenas seis países permitem a interrupção da gravidez sem restrições: Argentina, Colômbia, Cuba, Guiana, México e Uruguai. O último país a descriminalizar o aborto foi a Colômbia. Em fevereiro de 2022, a Corte Constitucional colombiana permitiu a realização do procedimento com até 24 semanas de gestação.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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