Política
Deputados questionam falta de efetivo, sobrecarga e adoecimento na segurança pública

A falta de efetivo na segurança pública, a sobrecarga de trabalho e o adoecimento mental de servidores da área pautaram grande parte dos questionamentos de deputados ao secretário de Estado da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rogério Greco, nesta terça-feira (20/6/23).
Ele foi recebido pelas Comissões de Segurança Pública e de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e prestou informações sobre sua gestão relativa ao período de 1º de janeiro a 31 de maio deste ano.
A atividade faz parte do 1º ciclo de reuniões de Prestação de Contas do Governo estadual ao Legislativo mineiro em 2023, iniciativa que integra o Assembleia Fiscaliza. O objetivo da ALMG com a ação é fiscalizar a gestão do Estado em suas diversas áreas, uma das funções constitucionais do Parlamento. Esta edição se estende até o próximo dia 29.
O deputado Sargento Rodrigues (PL), que preside a Comissão de Segurança Pública, perguntou sobre a falta de efetivo no sistema prisional e socioeducativo e contou que a questão do efetivo tem sido a tônica de todas as reuniões que integram o Assembleia Fiscaliza.
Ele explicou que há falta de efetivo, sobrecarga de trabalho e assédio por parte de chefias, o que pode ter culminado em dois suicídios recentes na Polícia Civil, por exemplo.
O parlamentar relatou ainda que tem recebido denúncias de número insuficiente de policiais em escoltas para banho de sol ou para levar detentos a hospitais, o que compromete a segurança dos servidores.
Rogério Greco reconheceu o problema da falta de efetivo. “Por isso, temos intenção de chamar excedentes do concurso para policiais penais, o que será realizado ainda neste ano”, disse. Ele acrescentou que já há duas turmas em andamento e mais uma deve ser chamada.
Prevenção do adoecimento mental
O deputado Cristiano Silveira (PT) também demonstrou preocupação com a segurança e a saúde mental de servidores da área. Ele questionou sobre as medidas adotadas para prevenir o adoecimento da categoria. “Temos que pensar qual programa estamos instituindo e se ele está sendo efetivo para fazer frente a isso”, defendeu.
Respondendo à questão, o secretário de Estado reconheceu que os servidores da área estão adoecidos e disse que o atendimento psicossocial será implantado nas 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) do Estado.
Por outro lado, ele criticou o absenteísmo na área. “No ano passado, foram 12 mil atestados apresentados. A gente respeita o servidor que precisa de um atendimento especial. Mas usar atestado como forma de protesto é criminoso, pois gera absenteísmo grande e o servidor que realmente trabalha sofre”, disse.
Casos de assédio
A deputada Bella Gonçalves (Psol) perguntou sobre as medidas de prevenção a casos de assédio moral e sexual na segurança pública, bem como as denúncias de maus tratos e torturas em unidades prisionais e socioeducativas.
Rogério Greco informou que, quando a pasta recebe um relato de assédio, é rapidamente instaurado um procedimento administrativo disciplinar.
“Não se pretende que aconteça tortura por aqui. E, se acontecer, vai receber a devida resposta”, acrescentou, respondendo à segunda pergunta.
Os deputados Coronel Sandro e Caporezzo, ambos do PL, perguntaram sobre a recomposição salarial para servidores da segurança pública. Coronel Sandro cobrou que haja algo de concreto nesse sentido para os servidores.
O secretário de Estado falou que não compete à Sejusp a discussão sobre esse aumento, embora ele defenda e valorize a questão.
Delegacia de plantão
O deputado Delegado Christiano Xavier (PSD) relatou problema enfrentado pela Polícia Civil e que repercute em todo o sistema de segurança. Ele exemplificou com o caso da delegacia de plantão em Ibirité (RMBH), onde atuam dois policiais civis no plantão.
Conforme contou, quando é preciso levar um detento a outro local, a delegacia fica fechada. Se a Polícia Militar chega com novos casos, ela precisa aguardar. Ele perguntou ao secretário de Estado se há alguma medida da Sejusp para fazer frente a isso.
Rogério Greco falou que a intenção da Sejusp é assumir essa responsabilidade.
Alimentação em unidades prisionais
A deputada Andréia de Jesus (PT), que preside a Comissão de Direitos Humanos, perguntou sobre denúncias referentes à má qualidade da comida das pessoas em privação de liberdade e de policiais penais.
O secretário de Estado também respondeu que a alimentação dos detentos é um problema que a secretaria vem enfrentando.
“Teve um caso de uma empresa que participava de licitação, ganhava e, três meses depois, abandonava o contrato, gerando muito transtorno. Ela fez isso três vezes seguidas. Houve um inquérito policial e o empresário foi preso por fraude”, exemplificou.
Ele contou que, além desses questões, a comida, pelo fato de ser transportada, também pode fica comprometida, embora haja avaliação feita por nutricionistas. “O nosso sonho é trazer de volta a cozinha administrada nas unidades. Já temos um projeto-piloto nesse sentido”, defendeu.
Atividades laborativas
O deputado Eduardo Azevedo (PSC) perguntou sobre iniciativas da Sejusp no sentido de desenvolver atividades laborativas para os detentos.
O secretário de Estado enfatizou que Minas tem cerca de 16.500 reclusos trabalhando, o que corresponde a 27% do sistema.
Ele disse que o objetivo, até o fim do mandato, é chegar a 40% dos detentos. “Isso é importantíssimo. Não dá pra ele ficar ocioso”, disse.
O deputado Antonio Carlos Arantes (PL) reforçou a importância desse tipo de iniciativa para a ressocialização dos detentos.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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