Política
Entidades defendem projeto obrigando fisioterapeutas em UTIS nas 24 horas do dia

Garantir a presença de fisioterapeutas por 24 horas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) não é questão de reserva de mercado para a profissão, mas um tema de relevância social pelos benefícios trazidos para os pacientes. Foi o que defenderam as entidades representativas da classe nesta terça-feira (28/5/24), em audiêcia pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O assunto foi discutido na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social, tendo em vista o Projeto de Lei (PL) 2.078/24. De autoria do deputado Betão (PT), que preside a comissão e pediu a reunião, o projeto altera a Lei 23.789, de 2021.
O objetivo da mudança é obrigar as UTIs adulto, neonatal e pediátrica, de hospitais, clínicas públicas, privadas ou filantrópicas, a manterem em seus quadros, no mínimo, um fisioterapeuta para cada dez leitos, nos turnos matutino, vespertino e noturno, num total de 24 horas. Hoje a lei tem caráter de recomendação.
Portaria do Ministério da Saúde estabeleceu em 2012 a exigência de um fisioterapeuta, por tempo integral (24h), nas UTIs neonatais, o que para o deputado e entidades evidencia a importância desses profissionais de forma ininterrupta no atendimento intensivo.
Já para as demais UTIs, norma do Ministério da Saúde/Anvisa obriga a presença de fisioterapeuta por no mínimo 18 horas por dia, o que não é suficiente na visão dos convidados.
Segundo eles, a pandemia de Covid-19 deixou evidente a importância do atendimento ininterrupto prestado por esses profissionais, que nas UTIs são os responsáveis, por exemplo, pelo monitoramento respiratório dos pacientes.
Hugo Pereira Goretti, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (Crefito-4MG), ressaltou que comprovadamente a atuação dos fisioterapeutas intensivitas reduz o tempo de procedimentos como oxigenoterapia e situações de ansiedade e depressão, melhorando também o prognóstico pós-alta.
Eduardo Paolinelli, membro da Comissão de Assuntos Parlamentares do Crefito, observou que o Ministério da Saúde até recomenda a presença do fisioterapeuta 24 horas em UTIs, mas que isso não é suficiente para garantir essa presença, principalmente na rede pública, e que por isso deve haver uma lei como a que se espera ter em Minas.
“Estudos mostram, e não tem dúvida alguma que a manutenção do fisioterapeuta 24 horas nas UTIs não é gasto, é investimento na saúde. Tanto que hospitais privados têm fins lucrativos e conseguem ver que manter o fisioterapeuta durante as 24 horas gera um menor custo para a manutenção do paciente”, frisou Eduardo Paolinelli.
Benefícios são apontados
Presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir), Daniel da Cunha Ribeiro citou a Constituição Federal de 1988 e a legislação desde então para defender que o direito à saúde é de todos.
Ele enumerou a atuação dos fisioterapeutas intensivistas, como no suporte intensivo, no monitoramento e na avaliação da mecânica respiratória, destacando que ela é sempre pautada na funcionalidade do paciente.
Nesse sentido, atua com o paciente para o fortalecimento da musculatura e equilíbrio na marcha, avaliando caso a caso individualmente, desde a admissão, junto com a equipe multidisciplinar. Atua ainda em protocolos para evitar complicações como lesões, deformidades articulares e intercorrências como paradas cardiorrespiratórias.
Flávia Baggio Nerbas, do Departamento de Fisioterapia Respiratória nos Distúrbios do Sono, também da Assobrafir, acrescentou que os fisioterapeutas contribuem para prevenir a ocorrência da síndrome pós-hospitalização, que pode acometer aqueles que vivem internações prolongadas e que por vulnerabilidades ou intercorrências acabam reinternando.
O coordenador geral da Associação Mineira de Fisioterapia, Maxwell de Morais Silva, também abordou a síndrome pós-terapia intensiva, alertando que ela pode durar até cinco anos após uma internação em ambiente intensivo.
Ele ainda advertiu que a presença do fisioterapeuta nas UTIs por 18 horas não se mostra suficiente, o que segundo Maxwell Silva foi evidenciado na pandemia de Covid-19, quando disse que a busca por fisioterapeutas intensivistas cresceu 900%.
Equidade
Presidente da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti), Leandro Braz de Carvalho também defendeu o projeto de lei pontuando a necessidade de que haja equidade para o paciente, seja ele da rede pública ou da rede privada.
Flávia Cipriani Coelho, vice-presidente do Crefito, também lembrou que pandemia trouxe luz à potência desse profissional e frisou que Minas foi pioneira em formatar um projeto de lei que não avançou, nos termos do projeto atual em debate, e manifestou expectativa de que agora a proposta possa ser aprovada na ALMG.
Deputado defende mobilização
O deputado Betão frisou que em estados como Rio de Janeiro e no Distrito Federal já seria obrigatória por lei a presença do fisioerapeuta 24 por dia nas UTIs.
“Vimos a importância desses profissionais na época da pandemia”, exemplificou ele, para quem é necessária uma mobilização da classe e da sociedade para que o projeto tramite nas comissões da ALMG e seja aprovado pelo Plenário.
No momento a matéria aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça, por onde os projetos começam a tramitar na Assembleia.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
-
CIDADES6 dias atrás
Nikolas é favorito em Minas
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Presidente da CAAMG prestigia posse da diretoria da OAB Nacional e participa de reunião da Concad
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Fabriciano inicia obra de 500 moradias
-
Coluna Minas Gerais5 dias atrás
Inscrições abertas para 3ª Maratona Faemg Jovem
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrás
Mulheres lideram a transformação da infraestrutura e mobilidade nos países do Brics
-
Coluna Minas Gerais7 dias atrás
Cooxupé tem faturamento recorde
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
Falta de planejamento e o alto custo na mesa do consumidor
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrás
CAAMG abre a primeira semana da Campanha de Vacinação Antigripal para a advocacia de Minas Gerais