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Entidades defendem que mediação no Judiciário garanta piso nacional da educação em MG

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Entidades de trabalhadores discordam do pagamento proporcional do piso nacional da educação em Minas, como defende o governo, e querem que mediação no Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) marcada para a próxima terça-feira (30/4/24) garanta o valor integral previsto em lei estadual para uma jornada semanal de 24 horas.

Às vesperas da reunião sobre o assunto no Judiciário, esse foi o recado dado em audiência pública realizada nesta quinta-feira (25/4/24), a pedido da presidenta da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputada Beatriz Cerqueira (PT).

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A deputada criticou a ausência de representantes da Advocação Geral do Estado (AGE) e da Secretaria de Estado de Governo (Segov) na audiência justamente no momento em que a questão do piso passará por tentativa de mediação no Tribunal, conforme frisou ela.

Todo o imbróglio em torno da questão tem relação com o piso nacional do magistério regulamentado pela Lei Federal 11.738, de 2008. Em 2024, o Ministério da Educação (MEC) definiu o seu reajuste em 3,62%, retroativo a janeiro, chegando ao valor de R$ 4.580,57 para uma jornada de até 40 horas semanais.

Em Minas, a Lei 21.710, de 2015, definiu a carga horária de 24 horas semanais como referência no Estado, mas o governo estadual insistiria no pagamento proporcional ao valor nacional considerando as 40 horas.

A reunião no Tribunal decorre de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo governo em 2022, questionando a lei mineira do piso de sete anos atrás e ainda a Emenda Constitucional 97, de 2018, que estabeleceram o piso salarial profissional nacional como política remuneratória para os profissionais da educação básica.

A mediação no TJ se trata da análise de medida cautelar suspendendo os efeitos de dispositivos da lei.

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Entidades discordam de fala da SEE

Do Executivo, compareceu na reunião a subsecretária de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Gláucia Ribeiro.

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O entendimento do governo é o de que a lei trata de matéria privativa do Poder Executivo e que não poderia receber emendas do Legislativo como no caso.

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A gestora também justificou que o governo não tem condições de pagar o piso integral para a carga de 24 horas, mas frisou que nenhuma das carreiras ficou de fora do reajuste do piso proporcional.

Assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Educardo Ferreira afirmou que os questionamentos do Estado na defesa da ADI se tratariam de questões já pacificadas.

Segundo ele, a constitucionalidade da lei federal já foi julgada duas vezes, em 2012 e 2018, no Supremo Tribunal Federal (STF), valendo o dispositivo que garantiria a possibilidade do piso nacional para uma jornada inferior às 40 horas.

Nesse sentido, o assessor jurídico da confederação nacional defendeu que o Governo de Minas busque alternativas democráticas e feitas em cima de números corretos, referindo-se a estudo do Dieese que comprovaria a viabilidade do pagamento do piso como estabelecido na lei estadual.

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Foi o que fez o estado do Mato Grosso do Sul, conforme informou Jaime Teixeira, presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação do MS. Segundo ele, a primeira lei estadual sobre a matéria é de 2014, quando foi aprovada uma carga horária de 20 horas para o piso na educação básica.

A legislação sobre a matéria, contudo, foi alterada por três vezes em seu estado, disse ele, mas a mais recente teria mantido 100% do piso para as 20 horas, para professores de ensino médio. “Os estados podem definir suas regras, uma vez que a lei federal fala em piso para um jornada de até 40 horas”, corroborou ele.

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Dieese aponta riscos

Economista e assessor técnico do Diesse, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioecômicos, Diego Rossi também contestou a fala da representante da secretaria, dizendo que o Estado abre mão de recursos financeiros ao conceder benefícios fiscais a uma série de segmentos no lugar de se preocupar com a arrecadação e com o cumprimento da lei.

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Ele ainda apresentou cálculos para demonstrar as consequências de uma possível declaração de inconstitucionalidade da lei do piso. Segundo ele, o governo poderá ter brechas para conceder reajustes diferenciados entre segmentos de trabalhadores da educação e entre efetivos e contratados. E até mesmo para cobrar dos servidores devoluções de recursos recebidos anteriormente.

A presidenta da comissão endossou o alerta sobre esses prejuízos. “Se o TJ terminar a votação a favor da medida cautelar contra o piso pode acontecer esse absurdo, porque na ação não foi pedido que se preservasse o reajuste de 2016”, frisou Beatriz Cerqueira, que fez apresentação com um histórico da luta da categoria por valorização salarial.

MP estará presente na mediação

O promotor de Justiça Rodrigo Couto frisou atuar no Ministério Público (MP) na área de controle de constitucionalidade e que deverá participar da mediação. Ele ponderou que direito não é ciência exata, ao dizer que causas justas podem esbarrar em aspectos formais, processuais e materiais. Por outro lado, ele lembrou que toda decisão judicial é passível de recurso, embora a Justiça seja lenta.

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Por sua vez, Denise Romano, presidenta do Sind-UTE, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, defendeu a mediação no TJ, mas avaliou que o conflito entre governo e a categoria não será superado ou encerrado se não houver bom salário, carreira e concurso público.

Também apoiram a mobilização da categoria pela educação e pela garantia do piso nos termos da legislação do Estado o deputado Leleco Pimental (PT) e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG).

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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