Política

Escolas cívico-militares no Noroeste contribuem para melhoria do Ideb

Publicados

em

Imagem

Reforço de valores como respeito e disciplina; valorização do ensino, do conhecimento e da dedicação ao estudo. Imbuídas desses propósitos, as escolas cívico-militares têm obtido bons resultados na melhoria da educação, como confirma o índice do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Isso é demonstrado pela redução da evasão escolar e das infrações cometidas por menores e, ainda, pela melhoria do comportamento dos alunos, refletindo-se na satisfação de toda a comunidade escolar.

Um balanço da atuação dessas escolas em Buritis (Noroeste) e em outras cidades da região foi apresentado em reunião da Comissão de Esportes, Lazer e Turismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nesta quinta-feira (13/6/24), nesse município, gestores, colaboradores, além de pais e alunos de escolas cívico-militares participaram de audiência pública sobre o tema, solicitada pelo deputado Coronel Henrique (PL). Logo no início, estudantes marcharam com as bandeiras do Brasil, de Minas e de Buritis e, depois, todos os presentes cantaram o Hino Nacional, como é praxe nessas escolas.

Em Buritis, seis estabelecimentos já aderiram ao modelo, quatro na área urbana e duas na rural. Nessas escolas, a gestão é feita numa parceria entre diretores e professores junto com militares da reserva. Os primeiros ficam focados no aprendizado dos alunos enquanto os bombeiros atuam em questões de logística, administração, disciplina e comportamento dos alunos, sem interferir em assuntos pedagógicos.

Ideb

A secretária de Educação de Buritis, Eliene Teixeira, relatou que a disciplina e o respeito são marcantes nas escolas locais que adotam esse modelo. “Pais relataram que seus filhos os têm tratado de forma respeitosa, revelando mudança de comportamento”, disse. Ainda segundo ela, os professores estão satisfeitos, por se sentirem valorizados pelos alunos, que têm prazer de ir à escola.

Além disso, de acordo com a gestora, a evasão escolar praticamente inexiste nessas escolas: “Antes, havia casos de estudantes que simplesmente ‘sumiam’ da escola; agora, isso não acontece mais; pelo contrário, há filas de pais querendo matricular seus filhos”, comemorou.

Como resultado da melhoria da qualidade do ensino nas escolas cívico-militares, Eliene Teixeira registrou o avanço no Ideb: a meta em Minas Gerais é de atingir 6 e Buritis já atingiu 5,7. Outros avanços importantes citados foram a redução de comportamentos infratores, na forma de violência no ambiente escolar e de danos ao patrimônio.

Marilene Resende, pedagoga da Escola Municipal Cívico-Militar Cândido José Lopes, destacou que foi diretora escola estadual na cidade, e portanto, conhece os dois lados. Ela valorizou o civismo presente na escola onde atual hoje, com os professores e os alunos cantando juntos o Hino Nacional, durante o hasteamento da bandeira.

Leia Também:  Incentivo à corrida de rua pode se tornar lei em Minas

Disciplina

Também destacou a atuação dos militares do Corpo de Bombeiros no projeto – comandante, subcomandante e monitores, que dão apoio aos professores e diretoria em questões envolvendo disciplina e ordem nas escolas. Por fim, ela defendeu a implantação das escolas cívico-militares em todo o País, lamentando a revogação pelo governo federal da lei que criou esse modelo no Brasil.

Outras diretoras de escolas municipais que implantaram o projeto endossaram as palavras das colegas. Liliane Costa, da Escola Antonino Cândido Lopes, valorizou o apoio de todos os envolvidos com a proposta, principalmente a comunidade. Cláudia Viana, da Escola Professor Anatolio revelou sua dupla alegria por atuar na educação, área pela qual é “apaixonada” e por participar desse projeto.

Outras cidades do Noroeste já adotam o modelo 

Criador da Frente Parlamentar em Defesa das Escolas Cívico-Militares, o deputado Coronel Henrique lembrou que Urucuia, também no Noroeste, foi a primeira cidade a adotar esse modelo em escolas locais, em 2020. Ainda nessa região do estado, o município de Riachinho conta com unidades cívico-militares. 

Após lamentar que o governo Lula tenha “encerrado covardemente o projeto em nível federal, em dezembro de 2023”, o deputado agradeceu ao governador Romeu Zema (Novo) por ter dado sequência na criação de escolas cívico-militares no estado. “Já são nove escolas nessa linha, que têm a participação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais; a experiência do Noroeste precisa ser replicada para ampliarmos o programa em outras partes do estado”, defendeu.

Escolas em tempo integral

O prefeito de Urucuia, Rutílio Cavalcanti, destacou que, no ensino fundamental 2 (5ª a 8ª série) da cidade, 100% das escolas municipais urbanas são cívico-militares e funcionam no regime de tempo integral. Ele manifestou interesse em implantar o modelo também nas escolas de ensino médio locais, mas disse que restrições legais o impedem de fazer isso. Como o ensino médio é uma atribuição do estado, e não do município, ele pediu apoio de Coronel Henrique para fazer as alterações legais necessárias de modo a viabilizar seu pleito.

Já o vice-prefeito de Buritis, Rufino Folador, destacou como atributos das escolas cívico-militares a união, o patriotismo, o amor à família e à liberdade. Depois de destacar que essas escolas recebem 1200 alunos na cidade, ele defendeu, assim como seu colega de Urucuia, a implantação do modelo também no ensino médio. 

Mudança de comportamento

Luciana Santos, de 14 anos, aluna da Escola Cívico-Militar Cândido Lopes, deu seu depoimento em favor desse sistema de ensino. “As pessoas me olham com admiração, por eu estudar nessa escola, afirmou. Assumindo que dava muito trabalho aos pais, ela disse que após a implantação do novo regime, seu comportamento mudou. “Eu não tinha afinidade com os estudos, mas com o incentivo do comandante e dos monitores, hoje gosto muito de estudar”, declarou ela, completando que pretende seguir a carreira militar no Exército Brasileiro.

Leia Também:  Morte de policial civil motiva reunião da Comissão de Segurança Pública

Ivan Carlos, pai de Davi e Miguel, alunos de uma escola cívico militar local, disse que representava na reunião pais e mães que acreditam muito no projeto. “Meus filhos melhoraram muito na dedicação aos estudos, no respeito, no civismo”, enfatizou. Na avaliação dele, a escola cívico-militar não tem o objetivo de militarizar os jovens, e sim, de complementar a educação deles, tornando a escola um lugar mais seguro. “A escola cívico-militar não retira o senso crítico dos alunos, mas dá a oportunidade de todos verem de forma amigável e respeitosa as nossas diferenças”, arrematou.

Modelo apartidário

O presidente da Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil), capitão do Exército Davi Lima Sousa, afirmou que esse modelo é apartidário e busca ampliar a cidadania. Relembrou que em 2017 levou o projeto para o ainda candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro e que este, ao vencer as eleições, aprovou lei para adoção do modelo no Brasil, que teve início em 2019.

Informou que em Minas Gerais, há 12 escolas municipais e nove estaduais cívico-militares. E que a Abemil está negociando a implantação do sistema em Uberlândia, Araguari, ambas no Triângulo, e ainda em Paracatu (Noroeste).

Em nível nacional, o Amazonas já adota o modelo em seis escolas. Em São Paulo, foi aprovado recentemente projeto de lei para adesão ao projeto; e no Paraná, o governador Ratinho Júnior manifestou interesse em implantá-lo. O militar disse ainda que o ministro da educação, Camilo Santana, declarou que cada estado tem autonomia para adotar o modelo, se julgar conveniente.

Otimização das aulas

Por fim, o general da reserva Walter Braga Neto, ex-ministro do governo Bolsonaro, enfatizou que fez questão de prestigiar a audiência pública por reconhecer o esforço de cidades do Noroeste mineiro em implantar o modelo de escolas cívico-militares. Dirigindo-se às dezenas de estudantes presentes, disse que os valores aprendidos nessas unidades vão gerar frutos bons no futuro de cada um deles, levando-os a evoluírem.

Ele contou ainda o relato de um professor com quem conversou sobre a mudança na efetividade das aulas após a adoção do novo modelo. “Antes, o professor gastava até 20 minutos só para disciplinar a turma e conseguir dar a aula; com a escola cívico-militar, ele consegue dar os 50 minutos completos da aula, porque há mais respeito e disciplina”, asseverou. 

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Publicados

em

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

Leia Também:  Tribunal atua na melhoria do ensino fundamental de Delfim Moreira

Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA