Política
Falta de capacitação é entrave para diagnóstico precoce de linfedema

Fernanda Nunes Silva, estudante de Direito, é mãe de duas crianças. A caçula, hoje com 6 anos de idade, nasceu já com linfedema, com os dois pezinhos inchados. Mas o diagnóstico só veio três anos após o parto, depois de idas e vindas a médicos e pesquisas que ela mesma fez no Google.
“Anos depois eu descobri que tenho linfedema e uma sobrinha de dois anos também”, relatou ela em audiência da Comissão de Saúde que discutiu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) as dificuldades enfrentadas por pacientes como ela.
O linfedema é uma doença crônica, que atinge o sistema linfático, gerando acúmulo de líquidos no organismo e inchaço em um ou em ambos os braços ou pernas. Conforme a evolução, pode ser incapacitante, gerando dores e deformidades nas regiões afetadas (daí ser conhecida popularmente como elefantíase).
Conforme alertaram especialistas e pacientes ouvidos na audiência, embora não tenha cura, o linfedema tem tratamento, mas o diagnóstico precoce da doença, para evitar complicações graves para a mobilidade do paciente, ainda esbarra na falta de conscientização e de capacitação dos profissionais de saúde.
Hoje diretora da Associação Brasileira de Pessoas com Linfedema e Familiares (Abralinfe), Fernanda Nunes Silva frisou que lidar com o linfedema não é uma tarefa só dos médicos, mas de terapeutas, fisioterapeutas, psicólogos e outros, dependendo dos casos e da evolução.
Negligência e desorganização no fluxo de tratamento
O médico Anderson Gariglio, vice-presidente da Associação Brasileira de Flebologia e Linfologia, também disse que as pessoas com linfedema são vítimas de uma negligência sistêmica que começa na esfera federal.
Segundo ele, até mesmo a erisipela (processo infeccioso da pele), complicação do linfedema, tem sido tratada de forma inadequada na rede de atenção primária à saúde.
Na avaliação do especialista, a maior falha no trato do linfedema está justamente na educação dos profissionais de saúde para o diagnóstico.
Levantamento feito por ele no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, mostrou que um paciente com linfedema demora em média 2,7 anos para receber o diagnóstico, com casos de espera de até 30 anos. Além da demora, nenhum desses pacientes chegou até ele tendo passado por algum tratamento adequado.
“E quanto maior o tempo para começar o tratamento, pior será o resultado”, advertiu Anderson Gariglio.
Apesar do desconhecimento por parte dos profissionais de saúde, ele frisou que 90% dos códigos para tratamentos da doença existem no sistema do SUS, ainda que seja preciso criar novos, como o de drenagem não estética.
“São procedimentos que existem mas estão desorganizados no sistema, é preciso organizar o fluxo”, defendeu.
Interesse sobre a doença
O angiologista e cirurgião vascular Fernando Figueiredo também abordou o desconhecimento como um dos entraves para uma boa evolução dos pacientes.
“Muitas vezes os médicos não têm interesse em conhecer mais sobre a doença”, disse o angiologista. Ele realçou a necessidade de pediatras fazerem o dignóstico do linfedema primário congênito, tendo a médica Eneida de Melo Couto acrescentado que hoje a ultrassonografia já permite o diagnóstico intraútero nas gestantes.
Roberta Vieira, também ciurgiã vascular, atua na rede privada e atestou que mesmo no serviço particular as dificuldades para o diagnóstico são as mesmas do sistema público. A diferença está no acesso ao tratamento, daqueles que podem arcar com os custos, comparou ela.
Câncer aumenta incidência
Fisioterapeuta oncológica e pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Anke Bergman alertou que a evolução do linfedema pode causar problemas psicológicos, infecções, internações e amputações que poderiam ser evitados.
Ela expôs que 69% das mulheres com câncer de colo de útero a cada ano e 42% das mulhares com câncer de mama acabam desenvolvendo linfedema. Isso significa que quase 43 mil mulheres por ano em média são afetadas pelo linfedema, considerando as duas situações.
A fisioterapeuta oncológica Camila Gonçalves é um exemplo. Depois de se curar de um câncer de mama, ela recebeu o diagnóstico de linfedema.
“Agora estou com uma deficiência crônica e progressiva, que me impulsionou a aprofundar nesse conhecimento”, testemunhou ela, frisando que o tratamento do linfedema demanda equipe multidisciplinar.
Projetos querem mudar cenário
O deputado Betão (PT), que pediu a audiência, relatou que em 2022 essa demanda por atenção às pessoas com linfedema chegou ao seu gabinete, motivando estudos e escutas de pacientes para subsidiar a apresentação de dois projetos de lei (Pls) de sua autoria.
São eles os PLs 3.441/22 e 3.440/22, ambos tramitando na ALMG. As duas iniciativas foram aplaudidas por todos os convidados da audiência.
O primeiro é para que as pessoas com linfedema sejam consideradas como pessoas com deficiência, assim fazendo jus a uma série de direitos e benefícios. O segundo trata da criação de um programa estadual de diagnóstico e tratamento do linfedema e aguarda parecer da Comissão de Saúde.
Endossando a importância da discussão, o presidente da comissão, deputado Arlen Santiago (Avante), disse que no Norte de Minas vêm aumentando os casos de amputações por diabetes e de linfedemas.
Vice-presidente da comissão, o deputado Doutor Wilson Batista (PSD) também abordou a situação de pacientes em tratamentos oncológicos, que segundo ele vivem na iminência do linfedema piorar. Ele ainda pontuou que muitos pacientes enfrentam dificuldades em perícias médicas para o reconhecimento de limitações para o trabalho que o linfedema pode causar.
Já o deputado Lucas Lasmar (Rede) sugeriu que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faça um mapeamento dos casos de linfedema, bem como promova ações para divulgação da doença entre profissonais da saúde.
Fibromialgia
Na reunião, a comissão ainda deu parecer favorável de 1° turno favoravel à aprovação do PL 3.167/21, do deputado Professor Cleiton (PSB), na forma do texto que foi sugerido pela comissão anterior, a de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (substitutivo n° 2).
O projeto original reconhece as pessoas com fibromialgia como sendo pessoas com deficiência no âmbito do Estado.
Já o texto acatado pelo relator, deputado Arlen Santiago, assegura ao indivíduo com fibromialgia que se enquadre no conceito definido na Lei 13.465, de 2000, nos direitos e benefícios previstos na Constituição do Estado e na legislação estadual.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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