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Falta de efetivo causa adoecimento dos bombeiros em Minas

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A expansão do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais sem o respectivo aumento do efetivo é ineficaz e causa adoecimento dos militares. A conclusão é do deputado Sargento Rodrigues (PL) e foi emitida em audiência da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (6/6/23).

O presidente da comissão relatou que denúncias foram recebidas quanto à falta de infraestrutura logística, de efetivo e de condições de deslocamento da tropa. Segundo ele, a falta de infraestrutura e recursos humanos tem causado inúmeros problemas aos militares.

“Em 23 de abril, no quartel de Divinópolis (Centro-Oeste), tivemos o autoextermínio de um bombeiro, que estava há 15 anos no serviço. Também tivemos o homicídio de um Tenente por um Sargento, em Montes Claros (Norte). Bombeiros reclamam que nas escalas de 24 horas muitas vezes se apresentam 4 militares, quando 12 seria o mínimo. O efetivo não está acompanhando a expansão da corporação”.

Além disso, o deputado Sargento Rodrigues relatou também denúncias de assédio moral, situações de estresse e uma série de licenças médicas como consequência disto. “As situações estão se agravando em todas as forças militares do Estado. Queremos ouvir do governo o que tem sido feito para minimizar, para enfrentar esses problemas”, afirmou.

Lista

Presidente da Associação de Servidores do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (Ascobom), Sgt. BM Alexandre Rodrigues se juntou ao parlamentar ao constatar a gravidade da situação.

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“Em 1998, quando os Bombeiros foram desmembrados da Polícia Militar, eu previ que teríamos problemas. Na época, o efetivo era de 4 mil. Hoje, são 5 mil. Para atender 50% do Estado, o ideal seria termos 25 mil. Foram criados novos batalhões e outras atividades que a PM fazia pelos bombeiros. Aumentou a demanda, o número de habitantes do Estado, de ocorrências, mas diminuiu o efetivo”, ressaltou.

O representante dos Bombeiros afirmou, ainda, que a falta de efetivo causa sofrimento aos militares também por não darem conta de atender a todas as ocorrências. “Precisamos aumentar o efetivo e atender melhor o cidadão. Não teremos condição nenhuma de atender todos os municípios da forma como estamos hoje”, pontuou.

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Contraponto

O diretor de logística e finanças do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Cel. BM Peron Batista da Silva Laignier, discordou da análise feita pelo deputado e pelo presidente da Ascobom. Segundo ele, nos últimos cinco anos os bombeiros têm sido contemplados com concursos públicos todos os anos, mas a legislação de 2015 limita a expansão do efetivo.

“Não podemos aumentar nossos militares para além de 6.112, esse é o máximo de efetivo que podemos ter. E com os concursos deste ano e do ano que vem, iremos atingir esse número. Mesmo com o efetivo atual, em torno de 5 mil, temos atendido 62% das solicitações que chegam até a corporação. E observamos uma evolução da execução orçamentária”.

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Ao afirmar sobre essa evolução, o diretor foi questionado pelo deputado Sargento Rodrigues se os dados que o diretor apresentaria demonstrariam qual parte do orçamento seria investimento do tesouro do Estado e qual parte seria devido a emendas parlamentares, porque boa parte dos investimentos feitos nos Bombeiros não tem partido do governo.

O diretor tentou apresentar os dados fazendo essa distinção. Segundo ele, mais de R$ 24 milhões foram captados em recursos alternativos só esse ano. “Pelos convênios com Semasp e outros corpos de bombeiros já captamos R$ 20 milhões em doações e estamos na vanguarda desse tipo de captação. Receberemos 10 caminhões via emenda federal de bancada e mais 24 que serão comprados via acordo com a Vale. Essas aquisições ajudarão a suprir nossos batalhões”.

“Teremos a inauguração da unidade de Itaobim (Jequitinhonha) ainda esse ano, serão 90 ao todo espalhadas por Minas. Há a previsão de até 2026 estarmos presentes em mais 42 cidades, mas isso está condicionado a um aumento de efetivo”, completou.

O presidente da comissão, então, chegou à conclusão de que a ampliação da corporação não está sendo feita com a ampliação devida do efetivo. “Se a legislação de 2015 está travando, precisamos ter clareza sobre isso. Não tem como o Corpo de Bombeiros avançar sem a correspondência do efetivo”, completou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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