Política
Fechamento iminente do BDMG Cultural motiva audiência na ALMG

A Comissão de Cultura debate nesta quinta-feira (9/5/24), em audiência pública, o fechamento iminente do Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG Cultural), braço cultural da instituição financeira. A reunião ocorre a partir das 15h30, no Auditório José Alencar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A audiência atende a requerimentos das deputadas Lohanna (PV), vice-presidenta do colegiado, Macaé Evaristo (PT) e Bella Gonçalves (Psol) e, ainda, do deputado Professor Cleiton (PV), presidente da Comissão de Cultura. A decisão do fim do BDMG Cultural teria sido tomada no fim de abril pelo Conselho de Administração do banco e consta de um comunicado interno repassado aos funcionários ao qual a imprensa teve acesso.
“O BDMG Cultural é um patrimônio mineiro”, definiu Professor Cleiton, que se disse indignado com a medida. Segundo o parlamentar, a audiência pública tem o objetivo também de mobilizar o segmento cultural mineiro para reverter a decisão, que ganhou repercussão na sequência de outro suposto ataque ao setor cultural no Estado com a participação indireta do Poder Executivo, a ameaça de despejo da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, na audiência serão questionadas as razões que levaram os gestores do BDMG a optar por essa ação, o relatório de atividades realizadas por esse órgão sob a gestão do governador Romeu Zema, bem como as condições e perspectivas da transferência das atribuições de fomento à Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), unidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), conforme noticiado pela mídia.
Para a audiência da Comissão de Cultura, foram convidados representantes do BDMG, da Secult, da Faop, do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec), além de militantes do setor cultural, acadêmicos, sindicalistas e artistas. A ex-presidenta do BDMG Cultural Gabriela Moulin Mendonça também confirmou presença no debate.
Anunciado também em abril, o acordo de cooperação técnica entre a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) para a gestão conjunta da Sala Minas Gerais, sede da Orquestra Filarmônica, acabou sendo rompido após a repercussão negativa e a mobilização do setor cultural. Essa vitória foi confirmada e comemorada em outra audiência da Comissão de Cultura, no dia 16 de abril.
No caso do BDMG Cultural, reportagem do jornal Estado de Minas do dia 24 de abril dava conta de que o conselho, formado pelo presidente e vice, Wagner Lenhart e Welerson Cavalieri respectivamente, e mais quatro representantes, determinou o início da “transição para promover a dissolução do BDMG Cultural”. O texto acrescenta que, a que partir de agora, providências serão tomadas para o cumprimento da decisão e os desdobramentos serão informados oportunamente.
Criado no final de 1988 pelo então presidente do BDMG, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, o BDMG Cultural se consolidou, conforme lembra a reportagem, como espaço multidisciplinar para fomentar, registrar e divulgar processos culturais em Minas Gerais.
Em 2018, a ALMG realizou Reunião Especial de Plenário para homenagear o BDMG Cultural pelos 30 anos de sua fundação. Atualmente, ele conta com 13 funcionários, cujo destino é incerto.
A reportagem do Estado de Minas lembra que, no ano passado, durante espetáculo que comemorava os 35 anos do BDMG Cultural, no Palácio das Artes, o público reagiu com vaias a um vídeo enviado pelo governador Romeu Zema para marcar a celebração. O mesmo teria ocorrido em apresentação da Orquestra Filarmônica após o anúncio do suposto despejo.
Indignação e protestos de quem atua no setor
Outra reportagem sobre o caso, do jornal O Tempo, na mesma data, destaca que a ameaça de fechamento do BDMG Cultural revoltou o setor cultural mineiro, já que a instituição é vista como estratégica e fundamental, sendo responsável por diversos editais e programas culturais no Estado. Além disso, todos dizem ter recebido a notícia com surpresa.
A reportagem relatou os protestos organizados contra a medida, como o realizada em frente à Galeria de Arte BDMG Cultural, quando o espaço previa a abertura da mostra “Todas as coisas são infinitas coisas”, do artista visual Iago Marques. Uma das estratégias contra o fechamento é a judicialização da decisão.
No dia 7 de abril, conforme lembra anda a reportagem, foram encerradas as inscrições para dois editais de música instrumental, o 23º Prêmio BDMG Instrumental e o Prêmio Marco Antônio Araújo. O primeiro, lançado em 2001, visa valorizar a produção musical mineira, já tendo reconhecido mais de 100 artistas. O segundo, criado em homenagem ao músico mineiro Marco Antônio Araújo (1949-1986), reconhece trabalhos de música instrumental lançados no ano anterior.
Já no dia 14 do mesmo mês foram encerradas as inscrições ao Prêmio Flávio Henrique, voltado para álbuns autorais de canção brasileira, que passava a incluir categorias para compositor e intérprete. Criada em 2018, a premiação era apresentada pelo BDMG como uma homenagem ao artista mineiro Flávio Henrique (1968-2018), “no intuito de preservar a sua inquietação artística e a sua dedicação à música”.
Em resposta ao jornal O Tempo, o presidente da Faop, Jefferson da Fonseca Coutinho, que deverá ser empossado presidente do BDMG Cultural neste momento de transição, afirmou que ações e programas antes encabeçados pela instituição serão continuadas.
“O que nos faz aceitar com serenidade esse desafio é a garantia, por parte do Conselho do BDMG, da continuidade das ações e projetos. Portanto, a Secult recebe essa missão, de fato, com a compreensão que tem o dever de garantir a manutenção de todas as ações e programas antes encabeçados pelo BDMG Cultural”, afirmou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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