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Fisioterapia e terapia ocupacional demandam mais profissionais e maior valorização no SUS

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Demanda excessiva e crescente, número insuficiente de profissionais e políticas públicas escassas ou pouco eficazes para garantir a atuação de qualidade e a valorização dos profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional, sobretudo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses foram alguns dos pontos levantados na audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que debateu, nesta quinta-feira (5/10/23), a valorização desses profissionais.

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Autora do requerimento que originou a audiência, a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) lembrou que em 13 de outubro, data que celebra os 54 anos de regulamentação da profissão de fisioterapeuta, é comemorado o “Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional”.

Para ela, devido à proximidade da data, o momento é simbólico para tratar da importância desses profissionais, principalmente para a saúde pública do Estado e do Brasil. Ana Paula Siqueira ainda celebrou a participação dos cerca de 150 acadêmicos, de ambas as áreas, presentes à reunião.

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A deputada ainda lembrou que foi durante a pandemia que a população soube o real valor dessas profissões, visão corroborada pelo deputado Grego da Fundação (PMN). Registrando ser pai de um adolescente com síndrome de Down, o parlamentar afirmou que sem fisioterapia e terapia ocupacional, o filho não teria o desenvolvimento que alcançou.

“Vivo muito, no meu cotidiano, os anseios, as demandas e dificuldades que vocês vivem e, juntamente com outros colegas deste Parlamento, quero ser porta-voz de vocês nessas demandas”, concluiu.

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O deputado também lembrou que tramita na ALMG o Projeto de Lei (PL) 8/23, de sua autoria, que institui o Dia Estadual do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, instrumento para valorizar as categorias.

Apoio, sobrecarga e qualificação

Anderson Luiz Coelho, presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (Crefito-MG), ressaltou a importância do apoio do Poder Público pela valorização desses profissionais, ressaltando a sobrecarga a que são expostos.

“A gente precisa que o mundo político olhe para essas profissões e dê o valor de que precisam”, disse.

Ele ainda citou a relevância de haver fisioterapeutas nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) por 24 horas, além de reivindicar que atuem em maternidades. Por fim, registrou a necessidade de aumento do número de profissionais dessas categorias no SUS, e reivindicou mais qualidade nos cursos de formação.

Além da reivindicação por mais profissionais no SUS e de carga de trabalho mais justa, a importância na qualificação da formação profissional foi outro tema de destaque no debate.

O assunto foi abordado nas intervenções da professora e fisioterapeuta Rachel de Carvalho Ferreira; de Flávia Cardoso, coordenadora de Fisioterapia da Faculdade de Ciências Médicas; da coordenadora do Colegiado do Curso de Terapia Ocupacional da UFMG, Simone Costa de Almeida, e de Maxwell de Morais Silva, coordenador-geral da Associação Mineira de Fisioterapia.

Outro ponto bastante abordado foi a presença desses trabalhadores na atenção primária das Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde a sobrecarga e o número insuficiente de profissionais também foram enfatizados.

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Mestranda em Ciências da Reabilitação na UFMG, a fisioterapeuta Daniela Silva Magalhães afirmou que esse acesso precoce reduz o impacto em toda a cadeia de saúde pública, uma vez que atua na prevenção e promoção da saúde, além da reabilitação.

Visão semelhante tem a terapeuta ocupacional Maiara Gomes de Freitas, reguladora municipal da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS.

Valorizar a atenção primária também esteve na abordagem da representante da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Renata Cardoso Ferreira Vaz, coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da pasta.

Segundo ela são mais de 300 serviços ofertados pela pasta, entre os quais programas de intervenção precoce em bebês e de reabilitação intelectual. Ela ainda registrou algumas propostas de ações futuras para aperfeiçoar o trabalho.

Requerimentos e projeto

A comissão apresentou vários requerimentos, endereçados a diferentes órgãos públicos, em atendimento a demandas apresentadas na reunião.

A presidenta da comissão informou ainda que apresentará um projeto para alterar a Lei 23.789, de 2021, que recomenda a presença de fisioterapeuta 24 horas nas UTIs. Segundo Ana Paula Siqueira, a mudança é para trocar o termo “recomendado” por “obrigado”, como já aconteceria em outros estados.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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