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Frente Parlamentar da ALMG é relançada e vai atuar em prol de comunidades tradicionais

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O relançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi tema de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos na manhã desta terça-feira (5/12/23).

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Procurador da Procuradoria da República no Estado de Minas Gerais, Helder Magno da Silva frisou a necessidade da Lei 21.147, de 2014, que instituiu a política estadual para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais, ser colocada em prática.

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Diretor Estadual de Políticas para Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Clever Alves Machado destacou o fato de que a Comissão Estadual para o Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais (CEPCT-MG), cujo funcionamento estava suspenso, retomará suas atividades a partir de 11 de dezembro deste ano.

“Teremos muito trabalho pela frente, com a prerrogativa de realizar visitas técnicas, o mapeamento e o processo de autodeclaração, medidas previstas pela lei de 2014 e que estavam paralisadas. Queremos que a escuta dos povos tradicionais guie os passos da comissão.”

Clever Machado frisou também que apenas 30 municípios em Minas Gerais aderiram ao Sistema Nacional de Promoção de Igualdade Racial e ressaltou a importância dos municípios aderirem.

Sem recursos

As parlamentares autoras do requerimento destacaram não haver na Lei Orçamentária e nem no Plano Plurianual de Ações Governamentais (PPAG) para 2024 qualquer ação ou previsão de recursos destinada às comunidades tradicionais.

“Não há a palavra raça em nenhuma das 400 páginas do Plano Plurianual”, ressaltou a presidenta da comissão, deputada Andréia de Jesus (PT).

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Já a deputada Macaé Evaristo (PT) frisou que o racismo estrutural se apresenta na simples ausência dos povos tradicionais no orçamento do Estado. “Isso nos impede de direcionar, mesmo que por meio de emendas parlamentares, recursos às ações nas quais acreditamos”, disse.

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Primeira vice-presidenta negra da história da ALMG, a deputada Leninha (PT) destacou que os povos tradicionais resistem, apesar dos esforços sistêmicos pelo seu extermínio.

“Qualquer projeto de lei com questão racial ou LGBT provoca guerra aqui dentro. Incomoda muito alguns colegas parlamentares. Mas com essa Frente nós reafirmamos nosso compromisso em manter a escrita do povo tradicional dentro do Parlamento Mineiro”, reforçou.

A deputada Bella Gonçalves (Psol) ressaltou o papel dos povos tradicionais como “guardiões do futuro”. “Num planeta cada vez mais aquecido e desorganizado, são as tradições que têm defendido a comunidade e a biodiversidade. Por carregarem a tradição, a espiritualidade e a ancestralidade, são fundamentais.”

Além das parlamentares citadas, também são requerentes da audiência as deputadas Ana Paula Siqueira (Rede) e Beatriz Cerqueira (PT).

Valorização da cultura e tradições africanas está entre as demandas

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Representantes de entidades civis e comunidades quilombolas apresentaram diversas demandas durante a reunião. Liderança quilombola da Comunidade Bocaina, Aelton Lucas pontuou que em muitas comunidades ainda não há acesso à internet, o que dificulta a inclusão digital e o acesso à informação por parte dos povos tradicionais. Ele também criticou o Governo do Estado por vários processos de demarcação de terras que estão parados.

“Qual foi a última vez que o Estado deu a titulação de uma terra quilombola? Tem lei estadual, é direito constitucional, mas, apesar das leis, há pouca efetividade. Não é cumprida a legislação.”

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Consultora de raça e gênero do Programa Ações Afirmativas da UFMG, Jairza Fernandes Rocha da Silva destacou a necessidade de projetos de lei que regularizem a educação escolar quilombola em Minas, já que a maior parte das escolas que atendem as crianças das comunidades são municipais.

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“Acabamos tendo nossas demandas absorvidas pela educação no campo, mas temos demandas próprias, inclusive no sentido de construirmos uma carreira para professores quilombolas. Precisamos garantir nos currículos que as crianças possam aprender sobre a tradição de seus povos, sobre as religiões de matriz africana, sem serem demonizadas”, disse.

Representante do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, Ya Nely ressaltou o papel das comunidades tradicionais na preservação da biodiversidade e lamentou a degradação do meio ambiente, o que também prejudica as tradições.

A Mãe Kyalunde do Centro de Umbanda Nanã e Yemanjá, Cinda Aira de Oliveira Rabelo, pediu acesso a verbas governamentais, a políticas públicas direcionadas aos povos tradicionais e o mapeamento das casas e terreiros mineiros.

“Queremos a garantia de participação nas reuniões e ações dessa frente parlamentar. É necessária a transformação profunda do sistema, para permitir que as comunidades se sustentem e se perpetuem. É preciso a presença e escuta do nosso povo”.

Defensora pública da Defensoria Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais, Ana Cláudia da Silva Alexandre Storch reforçou que o direito de viver de todos os povos, de todas as formas, precisa ser respeitado, em sua pluralidade.

“Não tem como proteger de forma efetiva os povos tradicionais sem reconhecer os privilégios da branquitude. Precisamos atuar pelos geraizeiros, pelos quilombolas e não pelo interesse de empresários”, afirmou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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