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Governo alega sofrer restrições para não conceder reajuste a servidores da Faop

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O Governo do Estado alegou restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Federal 101, de 2000) para não dar reajustes salariais aos técnicos e professores da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). As alegações foram feitas durante audiência pública da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater a situação dos servidores da instituição na manhã desta terça-feira (12/9/23).

De acordo com a assessora chefe de Relações Sindicais da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Helga Beatriz Gonçalves de Almeida, a reestruturação de muitas carreiras estaduais é urgente e “não é confortável passar oito anos nessa posição”.

“A lei autoriza apenas a recomposição das perdas inflacionárias. E o estado não conseguiu fechar o fluxo de caixa de 2022 para fazer o suporte de recomposição neste ano. Não julgamos o mérito da instituição ou o trabalho dos professores. Infelizmente a despesa de pessoal do último quadrimestre já estava no limite máximo para qualquer ampliação”, afirmou.

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A servidora de carreira da Seplag explicou também que seria interessante se houvesse a possibilidade de realização de um concurso público para recompor o quadro de profissionais da Faop.

Um dos autores do requerimento para a realização da reunião, o deputado Leleco Pimentel (PT), vai solicitar o agendamento de visita da comissão à instituição, para verificar a carência de professores da escola de restauros, reduzidos em dois terços desde o último concurso, que já completou dez anos. “Os anos passam e as respostas não mudam, isso é muito desrespeitoso. É um crime cometido pelo Estado contra os servidores que executam a política pública”, frisou.

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Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos reforçou que a Faop não é entidade de Ouro Preto, mas sim do Estado de Minas Gerais. Ele defendeu que o Estado precisa trabalhar pela valorização da instituição.

“Quando eu era secretário de Cultura, sempre me empenhei para que a administração da Faop fosse plenamente estadualizada. Precisamos de empenho para o reconhecimento dela como uma entidade de Estado, com uma política pública permanente dedicada a ela. O curso de restauração tem uma demanda imensa, que buscamos sempre tentar valorizar. Minha expectativa é de que o secretário Leônidas Oliveira conduza com segurança essa questão”.

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Comunidade acadêmica destaca problema histórico

Professora de Arte e Restauro da Faop, Janaína Evangelista Lopes da Silva frisou que o salário recebido pelos professores da entidade é o menor salário de professor do país. Ela destacou que o salário mínimo teve um aumento de 82% em nove anos, mas, no mesmo período, não houve qualquer reajuste no vencimento dos professores e servidores da instituição.

“Nós, concursados, não temos direito ao básico. Tivemos a invasão do Congresso no começo deste ano e depois vários restauradores, inclusive de Minas, foram prestar serviços, porque um país vive é por meio de seu patrimônio. Arte não é supérfluo. As futuras gerações precisam e merecem acesso a ela. Mas como formar restauradores sem ter acesso ao mínimo?”, questionou.

Professora de Arte e Restauro da Faop, Andreia Pereira de Miranda manifestou tristeza pela desvalorização de seu trabalho. “Cultura é uma prima pobre da educação. Mas foi a cultura o refúgio no momento da pandemia, para quem buscava acalento em momento de dor”, ressaltou.

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O diretor-coordenador do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindipublicos/MG), Geraldo Antônio Henrique da Conceição, chamou de vergonha a situação de defasagem salarial, que já dura mais de dez anos.

“Esses trabalhadores precisam ser valorizados com, pelo menos, a paridade com os demais professores da educação pública. É uma vergonha que já dura quase dez anos. Estaremos aqui de novo pleiteando a mesma coisa daqui a dez anos? Quando terá fim essa situação?”, questionou.

Representando a Faop, a diretora da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, Gabriela Rangel, destacou que as atividades para as quais os estudantes da Faop são formados são delicadas, singulares e abrangentes.

“São formados profissionais que atuam em áreas artísticas, culturais e de restauração e conservação. O pleito dos professores é legítimo. Queremos todo o apoio e possibilidade de solução para valorizar professores, profissionais e o trabalho da instituição. Queremos que esse trabalho seja levado para muitas comunidades espalhadas pelo Estado”, disse.

Um dos requerentes para a realização da reunião, o deputado Professor Cleiton (PV) destacou que a equiparação salarial demandada pela comunidade acadêmica não é “nada absurda”. “Eles só querem a equiparação salarial. Com o aumento votado na ALMG, temos a possibilidade de pagar o piso proporcional para a educação básica. Também merece destaque o fato de que a gestão dos conservatórios estaduais é da Secretaria de Educação, e os profissionais de lá têm direito a recursos do Fundeb. Podíamos de repente pensar numa saída nesse sentido”, afirmou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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