Política
Governo anuncia aumento abaixo da inflação e desagrada servidores da segurança

O anúncio de que o governo estadual concederá um reajuste de 3,64% ao funcionalismo público não agradou servidores das forças de segurança, reunidos, nesta segunda-feira (11/3/24), em audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O presidente do colegiado, deputado Sargento Rodrigues (PL), reclamou que o índice não cobre nem a inflação registrada pelo IPCA do ano passado, que foi de 4,62%.
A informação da recomposição foi feita pelo líder do governo na Assembleia, deputado João Magalhães (MDB). Segundo ele, o governador deve enviar projeto de lei com o reajuste, retroativo a janeiro, nas próximas semanas. O subsecretário do Tesouro Estadual da Secretaria de Estado de Fazenda, Fábio Rodrigo Amaral de Assunção, confirmou que estão sendo finalizados estudos e que o percentual deve chegar ao anunciado pelo deputado.
A audiência pública teve por objetivo cobrar de representantes do governo o cumprimento da Lei 24.260, de 2022. A norma dispõe sobre a divulgação, até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano, do percentual acumulado do índice de revisão geral anual da remuneração de seus servidores, o que não foi feito pelo Executivo no ano passado e nem este ano.
Diante da recusa de comprometimento pelos dois representantes na reunião, Sargento Rodrigues avisou que vai convocar a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Cardoso Barreto, para prestar os esclarecimentos.
Aumento está muito aquém de perdas
João Batista Soares, vice-presidente do Sindicato dos Servidores de Tributação, Fiscalização e Arrecadação (Sinfazfisco) explicou que a inflação acumulada no dois últimos exercícios chega a 10,67%, considerando que, em 2022, foi de 5,79%.
Segundo Sargento Rodrigues, a considerar os últimos cinco anos, as perdas dos servidores da segurança pública é da ordem de 41%. “O poder de compra tem sido corroído nos últimos cinco anos, muito maior do que o que se pede”, afirmou.
Na opinião do deputado Professor Cleiton (PV) a negativa de se fazer a recomposição inflacionária dos servidores é uma opção política do governador Romeu Zema.
O deputado federal Pedro Aihara (PRD/MG) disse que, em 2023, 16 estados e mais o Distrito Federal reajustaram os salários de suas corporações policias. Ele reconhece a crise financeira de Minas, mas disse que isso não pode se usado como desculpas para recusar a recomposição da categoria.
O secretário adjunto de Planejamento e Gestão, Luís Otávio Milagres de Assis, justificou que o Estado ainda não divulgou o índice de recomposição em função das dificuldades com a condição fiscal do Estado. “Precisamos recompor a situação financeira para recompor o salário do servidor”, argumentou.
Divergências entre números
Luís de Assis afirmou que a receita corrente líquida (composta pela arrecadação de impostos) foi a mesma em 2022 e 2023, cerca de R$ 91,5 bilhões, o que representa um decréscimo real em função da inflação no período. A expectativa do governo, segundo ele, é conseguir uma renegociação da dívida do Estado para aliviar os cofres.
Os números foram rebatidos por João Batista Soares, do Sinazfisco. Ele afirmou que a receita em 2023 foi de quase R$ 100 bilhões, o que corresponde a 9,4% acima da do ano anterior. O técnico disse que apenas nos dois primeios meses de 2024 a arrecadação do Estado teria crescido mais de 30%.
João Soares disse, ainda, que de 2019 a 2023, Minas recebeu cerca de R$ 62 bilhões de receitas extraordinárias, como as advindas do acordo com a mineradora Vale e repasses referentes a pandemia da Covid-19. Para este ano, segundo ele, a previsão é que essas receitas sejam em torno de R$ 73 bilhões.
Ele afirmou, ainda, que o saldo de caixa atual do Estado é de R$ 34,4 bilhões. “O governo mineiro pode fazer a recomposição inflacionária dos servidores”, sustentou, dizendo que o impacto seria de apenas 2% sobre as receitas.
O subsecretário do Tesouro Estadual, Fábio de Assunção, explicou que o aumento da receita deste ano se deve à arrecadação de IPVA e que há uma tendência de decréscimo da arrecadação a partir deste mês. Ele também rebateu o saldo de caixa.
Ele explicou que, do valor global, é necessário excluir recursos destinados a outros poderes e também recursos vinculados. Em 2023, dos R$ 28 bilhões de saldo, o valor destinado ao Poder Executivo foi de R$ 18,5 bilhões, mas quase a totalidade desse recurso é vinculada a despesas específicas. De acordo com o subsecretário, a disponibilidade líquida foi de menos R$ 1,4 bilhão.
O secretário adjunto de Planejamento e Gestão, Luís Milagres de Assis, afirmou que o governo tem a intenção de recompor as perdas inflacionárias da remuneração dos servidores o mais rapidamente possível e que estão agendados seis encontros com entidades sindicais para os meses de março e abril, o que demonstra o compromisso do governo com o diálogo.
Risco de paralisação
A insatisfação com as perdas inflacionárias e a falta de diálogo com o governo foi unânime entre participantes de instituições representativas dos servidores da força de segurança mineira.
Maria de Lurdes Camilli, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado, disse que Minas é um dos Estados com as piores médias salariais. Ela disse que a política salarial dos últimos seis anos tem provocado a perda de profissionais qualificados para outros Estados, muitos deles para exercer funções diferentes.
Muitos compararam a insatisfação da categoria com a registrada em 1997, que culminou com o movimento grevista de policiais militares.
“Tenho advertido para o risco. Uma hora a bomba vai explodir”, alertou Aline Risi dos Santos, presidente da Associação dos Escrivães da Polícia Civil (Aespol).
O presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Jean Carlos Otoni Rocha, acha difícil manter a ordem e a paz nas unidades diante da recusa do governo em ouvir os servidores. “Não vamos aceitar essas migalhas”, disse.
Enquanto o diretor de Comunicação do Centro Social dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militares, sargento Michael André Santos sugeriu dar resposta nas urnas nas próximas eleições (2024 e 26), rejeitando o nome de Romeu Zema, o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol), Wemerson Silva de Oliveira, conclamou a categoria a promover uma paralisação.
“O sentimento de revolta tem que chegar na mesa do governador”, sugeriu Alexsander Luiz da Paixão Ferreira, presidente da Associação Mineira dos Policiais Penais e Servidores Prisionais (Amasp).
O deputado Sargento Rodrigues concorda que o meio de pressionar o governador é a manifestão na rua. “Ou você vem pra lutar defender a sua dignidade e da sua família, ou fica de braços cruzados”, avaliou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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