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Governo anuncia pagamento proporcional do piso dos professores

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Nesta quarta-feira (28/2/24), data do lançamento oficial da campanha salarial de 2024 dos profissionais da educação básica da rede estadual, o governo anunciou, em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que irá cumprir o reajuste anual do piso salarial nacional dos professores.

No entanto, a manutenção do pagamento proporcional à carga horária de 40 horas semanais desagradou representantes da categoria, que acusam a gestão do governador Romeu Zema (Novo) de adotar uma estratégia deliberada para o sucateamento do serviço público.

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O líder do Governo na ALMG, deputado João Magalhães (MDB), informou o compromisso do Executivo estadual com o reajuste. Contudo, a subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Kênnya Kreppel, confirmou que Minas seguirá com a proporcionalidade e não soube precisar quando projeto de lei com a recomposição do piso será encaminhado para o Parlamento mineiro.

Só quando tiver garantia de fluxo de caixa para arcar com o pagamento o governo irá enviar o projeto, explicou a subsecretária.

O piso nacional do magistério é regulamentado pela Lei Federal 11.738, de 2008. Em 2024, o Ministério da Educação (MEC) definiu o seu reajuste em 3,62%, retroativo a janeiro, chegando ao valor de R$ 4.580,57 para uma jornada de até 40 horas semanais. Em Minas, a Lei 21.710, de 2015, definiu a carga horária de 24 horas semanais como referência no Estado.

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Está aí o ponto de maior discordância: enquanto os profissionais da educação reivindicam o pagamento integral de R$ 4.580,57 para a jornada de 24 horas, em atendimento à legislação estadual, o governo entende que deve pagar R$ 2.748,34 para a mesma carga horária, adotando a proporcionalidade, um aumento de R$ 92 em relação ao salário-base atual.

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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) abordou a necessidade de uma legislação rigorosa para tornar obrigatório o cumprimento do piso.

“Não há vontade política para pagar o piso, o governo não respeita a categoria”, pontuou a presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, Marilda Araújo.

Coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise Romano classificou os salários da educação básica no Estado como uma humilhação.

Ela salientou que os professores se encontram em situação de penúria, tendo de optar por quais contas do mês pagar. A sindicalista entende que é preciso esclarecer que a diferença do que a categoria pleiteia para o que o governo propõe não é para enriquecer ninguém, mas apenas para oferecer o mínimo de qualidade de vida.

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Defasagem do piso no governo Zema seria de mais de 50%

De acordo com o economista e assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Diego Rossi, nos cinco anos do governo Zema o Estado investiu no setor R$ 4 bilhões a menos do que prevê o mínimo constitucional da educação.

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Especificamente sobre o piso nacional dos professores, a diferença seria de 52% – o piso foi reajustado em 86% de 2019 a 2024, enquanto Minas concedeu a recomposição de 34%.

Ainda segundo o economista, os R$ 50 bilhões destinados ao Estado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) já seriam suficientes para bancar todas as despesas com pessoal da categoria.

Censo Escolar

A deputada Lohanna (PV) comentou outro dado alarmante sobre a educação em Minas: o Censo Escolar da Educação Básica, divulgado em fevereiro pelo MEC, aponta que apenas 19% dos professores da rede estadual mineira são efetivos, concursados, o menor percentual do Brasil. “A contratação deve ser de excepcional interesse, não rotina”, frisou a parlamentar.

“Esse é o primeiro passo para a desvalorização da profissão. É um projeto político”, acrescentou Roberto Leão, secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A subsecretária Kênnya Kreppel replicou, porém, que o censo está errado. Em Minas, 43% dos professores são efetivos – número ainda sim preocupante, destacou Beatriz Cerqueira.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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