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Maior divulgação da importância do leite e derivados é demandada

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Ampliar a divulgação do valor nutricional e econômico do leite e derivados, especialmente para as crianças, como forma de ampliar o consumo dos produtos lácteos e desconstruir certas inverdades disseminadas atualmente. Essa foi a principal diretriz traçada por parlamentares e convidados que participaram da audiência pública realizada nesta quinta-feira (1º/6/23) pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Solicitada pelo vice-presidente da comissão, deputado Coronel Henrique (PL), a reunião comemorou o Dia Mundial do Leite e serviu para o lançamento da Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite do Estado. Instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), o Dia Mundial do Leite é comemorada em 1º de junho para incentivar o consumo de alimentos lácteos.

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A proposta mais abrangente de divulgação dos lácteos foi trazida por uma entusiasta do assunto, Ana Paula Menegatti, médica veterinária, diretora da Revista Leite Integral e Fundadora do Beba mais leite. Criado há 8 anos, esse movimento busca incentivar o consumo de lácteos, amparado pela nutrição como ciência, e não apenas como ponto de vista. “Acreditamos que nós, consumidores, devemos receber informação correta sobre os produtos que levamos para casa”, completou.

Ela realçou alguns argumentos em favor do consumo do leite e derivados. São grandes fontes naturais de cálcio, de proteína de alta qualidade, de vitamina D e da chamada “gordura do bem”, a qual reduz o risco de problemas cardíacos. No caso do leite, um grande atributo é sua capacidade de combater a fome e a um baixo custo. “O combate à fome e à desnutrição são os primeiros objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU”, reforçou.

Fake news

Menegatti buscou ainda desmistificar algumas fake news frequentemente associadas ao leite, como a de que o homem é o único mamífero que bebe leite na idade adulta. “O homem é também o único mamífero que cozinha sua comida, que bebe uísque; nenhum outro animal faz isso porque não tem essa capacidade”, rebateu.

Outro mito é o de que o leite teria conservante. Não é verdade, pois o leite embalado na caixinha tem a tecnologia UHT, que permite a conservação do produto sem uso de conservantes. “O UHT resolveu um grande problema de logística”, disse.

Para finalizar, a veterinária afirmou que é preciso agregar mais valor ao leite e, nessa perspectiva, destacou o Leite A2, de mais fácil digestão, para pessoas que sentem certo desconforto depois de ingerirem o alimento, mesmo não tendo intolerância ao leite.

Emater defende política diferenciada para o leite

Na avaliação de Tânia Rabello, coordenadora estadual de Bovinocultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas (Emater), dever ser criada uma política pública diferenciada para o leite. Isso porque, segundo ela, esse alimento não pode ir direto da ordenha para o público consumidor, devendo ser pasteurizado. Como esse procedimento é muito caro, ela propõe que sejam estruturadas unidades de pasteurização em nível regional.

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A gestora se lembrou da experiência do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Leite, que acabou tendo problemas em sua execução. “Como muitos produtores não tinham como pasteurizar, passavam o leite para empresas de laticínio e muitas, depois de receberem do governo federal, não repassavam ao produtor.

Rabello destacou que a Emater tem trabalhado na qualificação dos produtores de leite para que possam receber certificações visando a sustentabilidade da produção. E lamentou que a produção leiteira de Minas, de 25% do total brasileiro, tem caído, apesar de ainda ser a primeira no Brasil – antes, era de 27% do total.

Já Vitorio Freitas, gerente regional da Emater, disse que os funcionários da empresa estão todos os dias na cada do produtor, mas não têm tempo de fazer o marketing do leite. “Precisamos de estrutura, para que possam vir outras pessoas divulgar essa valorização do leite para o homem do campo”, resumiu.

Ele opinou que, infelizmente, “o que é ruim é disseminado rapidamente; já o que é bom é mais difícil de divulgar”. E defendeu que a frente parlamentar atue nesse sentido, de estruturação da propaganda dos lácteos. Por fim, ele denunciou que algumas empresas de laticínios não têm pago pelos produtos que os pecuaristas fornecem.

App para o pecuarista

Ranier Figueiredo, diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento disse que a Seapa dedica total atenção ao produtor de leite. Ele citou as empresas vinculadas à secretaria: Emater, que atende a mais de 800 municípios de forma gratuita; Epamig, que desenvolve pesquisas também na área leiteira ; e Ima, que atua na defesa da sanidade dos produtos de origem animal. Ele aproveitou para divulgar o aplicativo de celular que faz a gestão de custos na atividade leiteira, desenvolvido pela Epamig para o pecuarista.

Bruno Rocha, técnico no Sistema Faemg/Senar, da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas (Faemg), reforçou a necessidade de educar o consumidor, especialmente o urbano, para o consumo do leite. “Temos que valorizar também o trabalho grandioso do produtor para conseguir colocar o produto na mesa do consumidor. Ele lembrou que há 609 mil produtores rurais no Estado, associados em mais de 300 sindicatos rurais em cerca de 800 municípios.

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E Celso Moreira, do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados de Minas (Silemg), valorizou a importância da parceria já firmada entre a indústria de laticínios, os produtores rurais e as cooperativas. E passou alguns números de 2022 referentes a essa cadeia produtiva. O leite é um dos dez alimentos mais consumidos no mundo, com uma produção mundial de 700 bilhões de litros e de 35 bilhões de litros no Brasil, quinto maior produtor. Só em Minas Gerais, são produzidos 9,4 bilhões de litros/ano, gerando mais de um milhão de postos de trabalho.

Feira da Agricultura Familiar será mensal na Assembleia

O deputado Coronel Henrique destacou a feliz coincidência da data do lançamento da frente parlamentar, do Dia Internacional do Leite e da edição mensal da Feira da Agricultura Familiar na ALMG. Segundo ele, o objetivo principal da frente é criar políticas públicas que ofereçam condições do agricultor produzir e de dar visibilidade ao leite por meio de ações de divulgação.

“As novas gerações precisam conhecer mais esse alimento. Muitos acham que o leite vem da caixinha”, observou. Ele acrescentou que a audiência pública servirá para a coleta de propostas e sugestões para que a comissão trabalhe em novas legislações e políticas públicas para o setor leiteiro.

O deputado Ricardo Campos (PT) destacou que há mais de 1 milhão de propriedades rurais no Brasil, muitas delas produzindo leite. Registrou que foi diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e do Nordeste de Minas (Idene) e que pôde contribuir para a valorização da cadeia produtiva do leite.

Ele comentou a fala de Tânia Rabello, da Emater sobre o PAA Leite. Segundo ele, após a descoberta do não pagamento do leite aos produtores pelos laticínios, essas empresas foram punidas. E o programa passou a pagar os produtores diretamente em suas contas correntes. Por fim, ele propôs que o governo do Estado seja chamado a participar mais fortemente do PAA Leite.

O deputado Cristiano Silveira (PT) afirmou que, por ser do interior, tem o leite com parte de sua essência. Ele lembrou que o alimento tem a ver com a história política do Brasil, quando vigorou a famosa política do café com leite, em que Minas Gerais contribuía com o segundo produto. Ele colocou seu mandato à disposição da comissão nas pautas de valorização do produtor rural.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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