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Ministra dos Povos Indígenas e deputados apresentam propostas para preservar Serra do Curral

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Parlamentares federais e estaduais se reuniram em prol da criação de um Parque Nacional da Serra do Curral em debate realizado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta segunda-feira (10/7/23).

O debate contou com a presença da ministra dos Povos Indígenas do Brasil, Sonia Guajajara, e da deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), que manifestaram apoio à criação do parque.

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A audiência apresentou duas possibilidades que estão sendo articuladas em nível nacional para proteção da Serra do Curral: o Projeto de Lei Federal 1.125/22, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que cria o Parque Nacional Serra do Curral; e a criação do Parque via decreto presidencial.

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De acordo com o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), estudo de viabilidade para a criação do parque via decreto já foi repassado para a ministra Marina Silva e técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que já estariam trabalhando num parecer técnico sobre a questão.

“Precisamos criar uma comissão de trabalho que envolva não só parlamentares, mas também os órgãos públicos envolvidos. O parecer técnico e político é fundamental para que o presidente crie o parque via decreto, um parque de excelência e preservação. Assim que estiver pronto, já marcaremos reunião com o presidente”, disse.

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), que foi relatora do PL 1.125/22 na Câmara dos Deputados, apresentou a proposta, que traz área de pouco mais de 27 mil hectares na Serra a ser resguardada e que engloba sete municípios.

“Ressalto que a delimitação da área carece de estudos e debates com comunidades, essa é apenas uma proposta inicial que pode ser alterada. Precisa haver uma conversa mais profunda com todos os impactados para chegar na área final. Infelizmente não é habitual a criação de parques por instrumento legislativo, mas estamos usando todas as ferramentas que temos”, explicou.

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Dentro dessa perspectiva, a deputada disse que haveria articulação para que o projeto entre em pauta para votação em agosto.

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Governo recebe com surpresa propostas para a Serra do Curral

As duas iniciativas foram recebidas com surpresa pelo superintendente de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Diogo Soares de Melo Franco.

“Estamos tendo ciência agora dessas duas frentes de atuação, e eu penso que o grupo de trabalho é muito necessário e que é muito importante que os municípios também participem. O que estamos debatendo hoje é o parque metropolitano, com os municípios de Sabará, BH e Nova Lima, que estão nas tratativas de quais seriam as áreas mais propícias a serem preservadas. Estamos à disposição para tecnicamente continuarmos essas avaliações”, afirmou.

Autora do requerimento para a realização da reunião, a deputada Bella Gonçalves (Psol) chamou a iniciativa do parque metropolitano de engodo e ressaltou que a ameaça à Serra do Curral permanece, sendo que apenas a mobilização popular tem impedido que a mineração avance sobre a área. A deputada Beatriz Cerqueira (PT), também autora do requerimento, endossou a fala da colega.

“Infelizmente temos um Governo do Estado com mais proximidade das mineradoras que dos defensores do meio ambiente. O avanço da mineração sobre os territórios mineiros, inclusive com a presença de milícias, é grave e há falso discurso de proteção do governo. Estamos reagindo coletivamente contra a Fiemg e as tentativas do governo de avançar sobre a Serra”.

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Lentidão da iniciativa estadual é criticada

O analista ambiental do ICMBio, Flávio Cerezo, confirmou que estudos técnicos serão iniciados para verificar a viabilidade do parque nacional, processo que contará com consulta pública, e disse que é preciso garantir participação qualitativa e quantitativa nessa etapa.

“Foi falado aqui que minerar a Serra do Curral é como minerar o Pão de Açúcar. Para mim, é mais do que isso, porque a Serra do Curral não é só um conjunto rochoso. Há comunidades que vivem ali”, falou.

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Ele defendeu a mobilização de diversos atores para que o desenho do parque, até mesmo o nacional, não seja insuficiente para de fato gerar a conservação do espaço.

De acordo com ele, a pressão do setor econômico, que foi destacada na reunião como tendo impacto no projeto do parque metropolitano, também pode atuar em nível nacional.

Diretora de Proteção e Memória no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Debora Raiza Rocha Silva esclareceu que a iniciativa do parque metropolitano, que foi debatida na comissão em abril deste ano, ainda está na etapa de tombamento provisório.

“Dentro do nosso cronograma, estamos na fase de escuta dos municípios e a previsão é que o dossiê seja encaminhado em novembro aos conselheiros. Estamos cumprindo o que está previsto na ata de conciliação”, pontuou.

Lista

A deputada Ana Paula Siqueira (Rede) criticou a morosidade do processo. “É uma vergonha o dossiê não ter sido ainda apresentado e aprovado nas comissões do Iepha.”

Representantes do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) presentes à reunião confirmaram que o governo estadual está, de fato, nessa fase do tombamento.

Integrante do Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, Makota Cássia Kidoialê manifestou preocupação não apenas quanto ao parque metropolitano, mas também quanto à formatação de um Parque Nacional.

“É preciso pensar num modelo de parque diferente, que nos contemple. Nós, que fazemos parte da Serra e dependemos da Serra para existir. Será aberto 24 horas? Terá espaço para nossos rituais? A gestão será sensível quanto às nossas questões? A pressão que temos vivido é absurda. Nossa luta tem sido incansável, estamos vivendo em condições precárias. Qual o compromisso desse Estado de que não seremos mais impedidos de viver e não seremos excluídos?”

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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