Política
Movimentos populares fazem balanço de plebiscito em defesa das estatais

Lideranças sindicais e representantes de movimentos sociais que participaram da organização do Plebiscito Popular em Defesa das Estatais de Minas Gerais fizeram, nesta sexta-feira (7/6/24), um balanço da mobilização, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A reunião foi promovida pela Comissão de Participação Popular da ALMG e foi conduzida pela deputada Bella Gonçalves (Psol), uma das requerentes do debate. O Plebiscito Popular foi realizado entre 19 de abril e 1º de maio, registrando um total de 300 mil votos em todas as regiões de Minas Gerais, sendo que 95% desses votos foram contrários à privatização de estatais mineiras.
Integrante da organização do plebiscito, Ana Carolina Vasconcelos ressaltou que a mobilização alcançou 500 entidades e organizações muito diversas, tais como igrejas progressistas, sindicatos, coletivos culturais, blocos carnavalescos, entre outros. Foram 3 mil pessoas envolvidas na realização do plebiscito. “A luta foi expandida para mais de 120 municípios do Estado”, afirmou Ana Carolina.
O objetivo da consulta pública foi colher a opinião da população mineira sobre a eventual privatização da Cemig, Copasa, da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).
A iniciativa é uma resposta à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, do governador Romeu Zema, a qual elimina exigências de quórum qualificado e de referendo popular para privatização de estatais mineiras.
O resultado do movimento foi muito elogiado pela deputada Bella Gonçalves. “Esse foi um dos movimentos populares recentes de maior participação e movimento da militância. Colocou o povo em movimento para essa votação, mas foi também um processo de educação popular sobre qual é o papel que as estatais desempenham no Estado de Minas Gerais”, analisou a parlamentar.
Integrante da Direção Estadual do Movimento Brasil Popular, Isabella Mendes também destacou a importância desse processo qualificado de diálogo com o povo e citou as principais orientações de um encontro estadual de avaliação do plebiscito realizado em maio. Os três principais desdobramentos pretendidos para o movimento são, segundo ela, a construção de uma campanha fora Zema; uma campanha de solidariedade ao Rio Grande do Sul e a organização de ciclos de formação política em todo o Estado.
Diversos participantes da audiência pública apontaram, como uma das principais conquistas do plebiscito, a demonstração de unidade e capacidade de mobilização dos movimentos da esquerda. “Nós demos uma aula de unidade de todos os atores do campo democrático de Minas Gerais. O desafio é não deixar que a força social desencadeada nesse processo seja desperdiçada”, afirmou a presidente estadual do Psol-MG, Thais Ferreira Console.
Não há consenso sobre federalização das estatais
O debate sobre o futuro das estatais mineiras, no entanto, não apresentou apenas convergências. O diretor-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais, Eduardo Pereira de Oliveira, defendeu a federalização da Copasa. Ele disse que a empresa mineira poderia ser um bom instrumento para o governo federal levar o saneamento às cidades que ainda não têm esse serviço em todo o País.
A ideia de federalização das estatais mineiras foi lançada por parlamentares de Minas e pelo presidente do Senado Federal, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ela seria uma opção para reduzir a bilionária dívida de Minas Gerais com a União. Essa proposta, no entanto, foi criticada pela presidenta estadual do Psol-MG e também pelo representante da Executiva Estadual do PT, Estevão Cruz.
“A federalização dos ativos dos Estados não resolve os nossos problemas. A experiência que nós tivemos no País é que, quando houve federalização de ativos, em sequência eles foram privatizados. Temos uma situação em nível federal que não é simples. Estamos vendo como o Congresso é reacionário”, argumentou Estevão Cruz.
O secretário-geral do Sindieletro-MG, Jefferson Leandro Teixeira da Silva, e o integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Cledinei Zavaski, citaram consequências nefastas do modelo privatista de gestão implantado nas empresas de fornecimento de energia, tanto em Minas Gerais como no Rio Grande do Sul.
A coordenadora estadual do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD), Valéria Borges Ferreira, moradora da Pedreira Prado Lopes, relatou as dificuldades que a comunidade tem enfrentado em consequência da má gestão do atual governo na Copasa. “No ano passado a torneira secou. O posto de saúde da Pedreira ficou quase um mês sem água”, criticou.
Por fim, a secretária do Comitê do Plebiscito Popular em Contagem, Isabella Reges de Oliveira, avaliou que o plebiscito teve também o mérito de reafirmar a importância da participação Popular no debate político.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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