Política
Obra em estrada que leva a sítio da família Zema gera polêmica

A decisão do governador Romeu Zema de investir R$ 41,2 milhões na recuperação da MG-425, que leva ao sítio de sua família, conhecido como “Rancho Zema”, foi o assunto mais comentado durante reunião realizada nesta terça-feira (27/6/23) entre os deputados estaduais e o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Pedro Bruno Barros de Souza. A polêmica dividiu os parlamentares.
A reunião de prestação de contas do governo na área de infraestrutura aconteceu no âmbito do Assembleia Fiscaliza e foi coordenada pelas Comissões de Assuntos Municipais e Regionalização, e de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A MG-425 liga o município de Araxá (Alto Paranaíba) ao município de Rifaina, em São Paulo, onde fica a propriedade da família Zema. O assunto foi comentado logo de início pelo presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado Cristiano Silveira (PT) que também conduziu a reunião.
Cristiano Silveira questionou se a decisão do governo não feria o princípio da impessoalidade e solicitou, em nome da Assembleia, que o governo enviasse por escrito as justificativas técnicas da decisão de investir na rodovia. A deputada Bella Gonçalves (Psol) disse ver uma atuação do governador em causa própria. “Existe uma escolha de prioridade que valoriza o imóvel do governador do Estado e isso precisa ser investigado“, afirmou ela.
Outros deputados, como Antônio Carlos Arantes (PL) defenderam a decisão do governo. “Quando a discussão fica ideológica, ela perde o sentido. Passo na rodovia uma vez por mês, pelo menos. É uma rodovia de integração nacional e está perigosíssima”, declarou. Os deputados Leonídio Bouças (PSDB) e Bosco (Cidadania) também defenderam a importância da obra.
O deputado Caporezzo (PL) disse que deveria ter sido priorizada a reforma de 11 km do Anel Viário de Uberlândia, que, na sua opinião, é mais importante que a MG-428.
O deputado Tito Torres (PSD) também se declarou favorável à recuperação da MG-428. “Centenas de milhares de pessoas passam na estrada entre Araxá e São Paulo“, argumentou, comparando a situação com a rodovia MG-158, que vai de Passa Quatro (Sul) ao município de Aparecida, em São Paulo, e que também precisa de recuperação, segundo cobrou o deputado.
O secretário Pedro Barros de Souza disse que a recuperação da MG-428 está sendo alvo de notícias levianas. “Essa estrada ficou quase 20 anos sem recuperação significativa. Operação tapa buraco não resolve mais. Ela é rota para o escoamento de grãos, de laticínios e para o fluxo turístico“, argumentou o dirigente.
Entre os projetos prioritários indicados pelo secretário está o Rodoanel de Belo Horizonte, que segundo ele está na fase de licenciamento ambiental. Essa questão também foi abordada pela deputada Bella Gonçalves, que previu problemas jurídicos diante da iminência da aprovação de um novo plano diretor em Contagem, na região Metropolitana. Esse plano não permitiria a obra do rodoanel em Contagem. O secretário afirmou que os municípios serão ouvidos nessa fase de licenciamento.
Pedro Barros também anunciou que no dia 7 de julho o governo federal deverá lançar o edital para duplicação da BR-381, que liga a Capital ao Espírito Santo. 8 notícia, no entanto, foi recebida com ceticismo pelo deputado Tito Torres. “Secretário, eu já cansei de lançar esse edital”, ironizou ele.
Sobre os questionamentos de Cristiano Silveira a respeito de pontos de bloqueio nas estradas mineiras, o secretário de Infraestrutura disse que o último trecho totalmente interrompido foi liberado recentemente e que permaneceriam apenas bloqueios parciais.
Deputado e secretário concordam que Vale deveria financiar obra
O deputado Thiago Cota (PDT) fez um apelo para o governo buscar recursos do acordo com o grupo Vale para a duplicação da BR-356, que liga Belo Horizonte a Ouro Preto e Mariana, na região Central. Esse acordo trata das compensações devidas pela empresa mineradora em razão do rompimento de barragens de minério.
Pedro Barros disse que o governo não pode prometer nada, uma vez que o acordo depende de outras instituições, mas que há um empenho na busca de recursos do acordo com a Vale para essa duplicação. “Essa é uma das razões de esse projeto de concessão da BR-356 ainda não ter ido adiante”, pontuou.
Assim como Bella Gonçalves, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) fez questionamentos sobre a privatização do metrô de Belo Horizonte. Ela criticou o recente aumento de 17% da tarifa e disse que a licitação desconsiderou a manutenção dos empregos. O secretário Pedro Bruno esclareceu que o contrato de concessão tem previsão de reajustes anuais de tarifa e vai viabilizar investimentos para a expansão do metrô.
Uma das cobranças do deputado Celinho Sintrocel (PCdoB) foi com relação à construção do Aeroporto do Vale do Aço. O secretário de Infraestrutura concordou que a obra é uma prioridade para a região e disse ter discutido o assunto com o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França.
A recuperação da BR-251 que liga os municípios de Pedra Azul (Norte) e Unaí (Noroeste), passando por Montes Claros (Norte), foi a prioridade apontada pelo deputado Gil Pereira (PSD). “A BR-381 pode ser conhecida como a rodovia da morte, mas a BR-251 hoje mata mais“, disse. Como se trata de uma rodovia federal, o secretário de Infraestrutura afirmou que irá se empenhar no diálogo com a União sobre a necessidade das obras.
Um dos questionamentos da deputada Nayara Rocha (PP) foi a respeito da Linha Verde, rodovia do Vetor Norte de Belo Horizonte, que segundo ela está sem iluminação no trecho posterior à Cidade Administrativa. “Há um conflito de jurisdição com os municípios, mas nós temos que buscar a solução”, admitiu o secretário Pedro Barros.
Também na região do Vetor Norte, a concessão da MG-424, entre Vespasiano e Sete Lagoas, foi o tema abordado pelo deputado Douglas Melo (PSD). Segundo ele, após a concessão a rodovia “virou um caos”.
Já o deputado Oscar Teixeira (PP) cobrou o recapeamento da BR-122, entre os municípios de Capitão Enéas e Espinosa, no Norte do Estado. “Essa estrada nunca foi recapeada e um jovem de 28 anos morreu ontem“, lamentou o deputado. O secretário de Infraestrutura prometeu intensificar a manutenção da estrada e admitiu que o governo ainda não tem projeto para recuperação da rodovia.
Os deputados Zé Laviola (Novo), Rodrigo Lopes (União Brasil) e Grego da Fundação (PMN) e as deputadas Lud Falcão (Podemos) e Maria Clara Marra (PSDB) elogiaram o Governo do Estado e apresentaram demandas de obras em rodovias de diversas regiões.
Em sua apresentação inicial, o secretário disse que a prioridade da pasta é criar um ambiente de negócios propício à atração de investimentos, além de reforçar as parcerias com a iniciativa privada e com os municípios. “Vamos dobrar os investimentos em obras rodoviárias em relação ao ano passado”, prometeu. Ele também citou como prioridade a conclusão de hospitais regionais tais como de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, que já está em obras.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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