Política

Parkinson em pessoas mais jovens reforça importância do diagnóstico precoce

Publicados

em

Imagem

Vencer a subnotificação dos casos e compreender que o Parkinson não é uma doença exclusiva da terceira idade foram demandas apresentadas em audiência pública que apontou nesta quinta-feira (4/4/24) os desafios enfrentados por pacientes e profissionais de saúde.

“Precisamos dos números, temos o direito de saber quanto somos”, defendeu Janette de Melo Franco. Presidenta da Associação de Parkinsonianos de Minas Gerais (Asparmig), a fala de Janette resumiu o sentimento geral manifestado na reunião, realizada a pedido do deputado Doutor Jean Freire (PT) na Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Botão

Para Janettte de Melo Franco e especialistas como o neurocirurgião Erich Talamoni Fonoff, pesquisador da Universidade de São Paulo, é preciso ter dados corretos e reais acerca da doença para que as políticas de saúde avancem, a começar por entender que o Parkinson não é doença de idoso.

Citação

O neurologista chamou a atenção para a importância do diagnóstico precoce e da universalização de programas de tratamento, garantindo, por exemplo, o acesso ao medicamento próprio para o Parkinson com desconto na farmácia popular para todas as pessoas que tenham o diagnóstico, independentemente da idade. Hoje o benefício é dado para pacientes acima de 45 anos.

O especialista também alertou que as políticas públicas precisam levar em conta que o aumento da expectativa de vida da população, em média hoje em torno de 70 anos, vai gerar um aumento do número de pessoas com a doença.

O médico ainda frisou que os casos de Parkinson entre as mulheres estão aumentando, por motivo ainda ignorado. A prevalência de dois homens para cada mulher com a doença hoje está em três homens com Parkinson para cada duas mulheres.

Anderson Luiz Coelho, presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) também alertou que a vivência profissional mostra que tem havido um início precoce da doença, ressaltando a importância de um diagnóstico diferencial feito o quanto antes, já que há vantagens para o paciente quando o tratamento é iniciado cedo.

Áudio

Capacitação para o diagnóstico é defendida

Débora Maia, neurologista do Ambulatório de Distúrbios de Movimento do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atua há 24 anos na área e endossou a necessidade de o País ter mais dados sobre a incidência do Parkinson.

Leia Também:  MARCELINHO CONTA SOBRE SUA HISTÓRIA E SUA PRÉ-CANDIDATURA A PREFEITO EM SÃO JOSÉ DA BARRA

Ela frisou que a doença ainda é vista como sinônimo de tremor, quando pode apresentar diversos sintomas não motores. “A causa é desconhecida, mas se sabe que envolve fatores genéticos e ambientais”, pontuou ela.

Doença neurodegenerativa, o Parkinson acomete neurônios produtores de monoaminas, dos quais o mais afetado é o da dopamina. Ela leva informações do cérebro para várias partes do corpo e é conhecida como um dos hormônios da felicidade e da motivação.

Ela ressaltou que mesmo incurável, a doença é tratável, mas demanda maior investimento em capacitação do profissional clínico para o diagnóstico, uma vez que não há testes ou exames específicos para o Parkinson.

“Às vezes uma pessoa passa anos e anos sem diagnósitco, chega buscando uma cirurgia para um ombro congelado, quando tinha era uma rigidez do Parkinson”, ilustrou a médica.

A especialista ainda questionou estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que aproximadamente 200 mil pessoas tenham Parkinson no Brasil.

Segundo ela, um estudo sobre a doença (Estudo de Bambuí) apontou uma incidência de Parkinson de 3,2% na população acima de 65 anos de idade. No Estado, esse percentual resultaria em 80 mil casos só nessa faixa etária, tomando como base dados do IBGE de 2022.

O relato de quem está fora das estatísticas

Vídeo

As estatísticas sobre o Parkinson concentram-se na terceira idade, mas Janette de Melo Franco recebeu o diagnóstico aos 47 anos de idade. Hoje está com 62 anos, os 13 últimos dedicados à Asparmig.

Leia Também:  Investimento do Governo de Minas vai beneficiar 24 mil pessoas com deficiência

“Com apoio, é possível viver com qualidade de vida. Já estive pior do que estou agora, mas com muito exercício e sacrifícios foi possível vencer alguns sintomas”, atestou ela.

Vanessa Barbosa, presidenta do Instituto Batera Superação do Parkinson, tem 47 anos, mas teve o diagnóstico ainda mais nova, aos 43 anos. Segundo ela, sintomas como depressão, tremor e prisão de ventre começaram quando ela tinha 14 anos de idade.

Ela não escondeu que o diagnóstico trouxe tanto um luto inicial, pela dificuldade de aceitação, quanto um alívio, pelo tratamento existente e por hoje se sentir bem. “Há vida após o diagnóstico. Se for precoce, melhor. Se já há medicamento, tratar é o melhor caminho”, frisou Vanessa Barbosa.

O relato de André Luís Gubolin foi no mesmo sentido. Vice-presidente do mesmo instituto ele recebeu o diagnóstico há cerca de 5 anos, quando tinha apenas 36 anos de idade. Ele contou que sintomas como locomoção irregular, dores e desânimos chegaram a ser confundidos socialmente como sinais de alguém que estaria bêbado e drogado.

Citação

O deputado Doutor Jean Freire (PT) avaliou que ainda há desconhecimento da sociedade para com a realidade exposta na audiência e insensiblidade das autoridades para com as demandas dos pacientes.

Assim como todos os presentes, ele defendeu que Minas tenha um Dia Estadual de Conscientização sobre a doença e destacou, entre outros, a necessidade de o Programa de Saúde da Família (PSF) contar com profissionais capacitados para o diagnóstico precoce e tratamento da doença.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Publicados

em

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

Leia Também:  Semana reforça importância do enfrentamento à violência obstétrica

Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA