Política
Parlamentares e governo federal cobram planejamento cultural do Estado

Representantes do governo estadual ouviram muitas cobranças de deputados e do Ministério da Cultura durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (19/6/24), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para debater o planejamento do Estado para a implementação da Lei Federal 14.399, de 2022, que criou a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Instituída pelo governo federal, essa política tem o objetivo de estabelecer um sistema continuado de financiamento de projetos culturais, ao contrário de normas emergenciais, tais como a primeira Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo.
Logo no início da reunião, promovida pela Comissão de Cultura, os três parlamentares que solicitaram a realização da audiência pública apresentaram diversas cobranças e críticas à gestão da política estadual para o setor.
A deputada Macaé Evaristo (PT) celebrou o fato de que, pela primeira vez, haverá um programa de fomento continuado para uma agenda de desenvolvimento da política cultural do País, dos estados e dos municípios. No entanto, ela cobrou mais planejamento e diálogo no Estado a fim de multiplicar os recursos recebidos do governo federal. “Não dá para a gente chegar no ano que vem e chorar de novo pelo que não foi feito”, declarou.
A deputada Lohanna (PV) fez uma dura crítica contra o desempenho do Estado na execução de leis anteriores de financiamento da cultura. “Os trabalhadores da cultura não podem passar novamente pelo estresse que eles passaram com os erros do governo nas leis anteriores”, disse.
Ela também lembrou que o Partido Novo, do governador Romeu Zema, foi o único partido que orientou a sua bancada a votar contra os projetos de financiamento da Cultura, no Congresso Nacional.
Já o presidente da Comissão de Cultura da ALMG, deputado Professor Cleiton (PV), criticou a concentração de financiamentos culturais na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Precisamos democratizar a cultura mineira”, afirmou.
Ministério pretende fortalecer participação popular
A secretária dos Comitês da Cultura do Ministério da Cultura, Roberta Martins, afirmou que o objetivo da nova política nacional é fortalecer a institucionalização e a participação popular. “Essas leis não servem apenas para repassar recursos, isso aqui não é pix. A gente precisa articular recursos para fortalecer as instituições da política pública de cultura”, enfatizou. Roberta Martins disse que o ministério pretende se esforçar para promover uma articulação com os planos estaduais de cultura.
Representante do Fórum Permanente de Cultura, Cesário Macedo cobrou mudanças na linguagem usada pelos editais, as plataformas e as formas de inscrição criadas pelo Estado, que dificultariam o acesso do público. Também cobrou a realização de ao menos duas audiências públicas regionais para definir a política estadual e a criação de uma comissão paritária para garantir a municipalização dos recursos destinados a Minas.
Presidenta da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), Tatiana Costa cobrou a criação de bancas de avaliação para evitar fraudes nas cotas raciais. Também lamentou a ausência de pessoas negras e indígenas na avaliação dos projetos.
Governo estadual diz que editais da Lei Paulo Gustavo foram quase todos pagos
A secretária-adjunta de Estado de Cultura e Turismo, Josiane de Souza, admitiu problemas anteriores no financiamento cultural, mas disse que o esforço para superar os problemas é constante. Ela ressaltou que 94% dos editais da Lei Paulo Gustavo já foram pagos e que também parte do governo estadual a preocupação com a acessibilidade dos editais e dos processos de avaliação.
A secretária-adjunta afirmou que a PNAB é uma política nova e que as dificuldades enfrentadas em Minas são as mesmas encontradas em outros estados, mas argumentou que foram realizadas oito reuniões virtuais públicas para debater o planejamento da política. “Minas ainda está entre os que executam melhor o recurso destinado à política cultural”, disse.
A subsecretária de Estado de Cultura, Nathalia Larsen, disse que a intenção do governo mineiro é concluir até o fim de junho o Plano Anual de Aplicação dos Recursos (PAAR), uma das exigências da PNAB. “A gente pretende publicar os editais a partir de agosto”, estimou. Também disse que o governo estuda como implementar uma avaliação que evite fraudes nas cotas raciais.
Nathalia Larsen lembrou que está em andamento uma consulta pública sobre o financiamento cultural que foi aberta pela Secretaria de Estado de Cultura no dia 7 de maio. Anunciou ainda a contratação de novos técnicos para execução do PNAB.
A superintendente de Políticas Culturais de Contagem, Aniele Leão, explicou o processo participativo desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura para definir os investimentos locais no setor. Segundo ela, entre outros pontos, Contagem terá editais específicos para áreas periféricas e todos os editais terão uma cota de 25% para população negra.
Investimentos federais devem chegar a R$ 3 bilhões anuais
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Cultura, o governo federal deverá repassar anualmente R$ 3 bilhões aos estados e municípios. Conforme os dados publicados em página oficial da Política Nacional Aldir Blanc, Minas Gerais é o segundo estado com a maior dotação orçamentária, atrás apenas de São Paulo.
Segundo dados que constam na Portaria 80/23, do Ministério da Cultura, os recursos reservados para Minas Gerais relativos ao exercício de 2023 foram de R$ 295,66 milhões, sendo R$ 135,1 milhões para o governo estadual e R$ 160,56 milhões para os municípios.
Cabe ao Estado implementar ações públicas em editais e chamamentos abertos para os trabalhadores da área da cultura, assim como executar políticas culturais de maneira direta. O governo estadual também precisa elaborar o Plano Anual de Aplicação dos Recursos (PAAR), a fim de detalhar a execução dos repasses federais.
De acordo com as regras da PNAB, a sociedade civil deverá ser ouvida na elaboração do PAAR.
Vale do Jequitinhonha
Na mesma reunião, a Comissão de Cultura aprovou parecer favorável, em 1º turno, ao Projeto de Lei (PL) 2.945/21, do deputado Doutor Jean Freire (PT), que institui o Selo de Origem Vale do Jequitinhonha.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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