Política

Plenário já pode votar projeto que cria semana contra violência estatal

Publicados

em

Imagem

Durante reunião realizada nesta quarta-feira (5/6/24), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou pareceres favoráveis, em turno único, a dois projetos de lei (PLs): o PL 1.160/19, que institui a Semana Estadual das Vítimas de Violência do Estado, e o PL 1.110/23, que institui, em Minas Gerais, o Julho das Pretas, mês comemorativo para dar visibilidade à luta do movimento de mulheres negras. Com isso, as duas proposições estão prontas para ser votadas pelo Plenário de forma definitiva.

Botão

De autoria da deputada Andréia de Jesus (PT), o PL 1.160/19 estipula que a Semana Estadual das Vitimas de Violência do Estado será realizada anualmente na semana que compreende os dias 12 a 19 de maio.

O artigo 3º do projeto determina que a Semana Estadual terá uma série de objetivos, incluindo alguns que se referem a ações a serem promovidas pelo Poder Executivo. Em análise anterior, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) considerou que a Assembleia Legislativa não poderia criar tais obrigações para o Executivo, uma vez que isso afrontaria o princípio da separação dos Poderes. Por isso, apresentou um novo texto, o substitutivo nº 1, que elimina todos os objetivos do projeto original.

O relator do projeto na Comissão de Direitos Humanos foi o deputado Professor Cleiton (PV). Ele recomendou a aprovação do PL 1.160/19 na forma de um novo texto, o substitutivo nº 2, que mantém a supressão dos objetivos do projeto original, adequa a proposição à técnica legislativa e marca o dia 12 de maio como o de referência para as atividades da Semana Estadual das Vítimas de Violência do Estado.

Leia Também:  Em Minas Gerais Semana Internacional do Café segue até amanhã, 10

Betão argumentou que a escolha da semana que inclui o dia 12 de maio para as atividades da Semana Estadual mantém a motivação original do projeto de lembrar as mortes ocorridas em maio de 2006 na região da Baixada Santista, no Estado de São Paulo, com indicação de serem decorrentes de ações de agentes estatais.

Julho das Pretas

De autoria das deputadas Ana Paula Siqueira (Rede), Andréia de Jesus, Leninha (PT) e Macaé Evaristo (PT), o PL 1.110/23, que institui o Julho das Pretas, determina que as ações a serem desenvolvidas no período devem estar em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial, com o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e com os respectivos planos estaduais e locais da temática.

O texto prevê que as ações a serem promovidas pelo poder público e pela sociedade deverão incluir, entre outras atividades, a realização de eventos, campanhas e atividades educativas; produção e divulgação de conhecimentos sobre os direitos das mulheres negras; e articulação dos sistemas de segurança, corregedorias, Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública, para responsabilização e enfrentamento da impunidade dos atos de violência cometidos contra as mulheres negras.

Anteriormente, a CCJ sugeriu modificações no texto original, por meio do substitutivo nº 1. Foram excluídos dispositivos que estabelecem ações a serem realizadas na data comemorativa, tendo em vista que cabe ao governador a organização e o funcionamento da administração pública.

Leia Também:  Campanhas de vacinação contra a gripe e sarampo entram na última semana

Também foi retirado artigo que autoriza o Poder Executivo a realizar parcerias para a execução das atividades do Julho das Pretas, pelo mesmo vício de iniciativa.

Na Comissão de Direitos Humanos, o projeto foi relatado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). O texto recomendado pela deputada, o substitutivo nº 2, altera a ementa do projeto de forma incluir, entre os objetivos do mês comemorativo, o combate aos efeitos do racismo, do sexismo, da LBTfobia, do capacitismo, do etarismo e de outras formas de opressão contra as mulheres negras.

Outros seis objetivos já previstos nos textos anteriores são mantidos. Entre eles, estimular o enfrentamento da impunidade dos atos de violência cometidos contra as mulheres negras; e estimular a articulação dos órgãos de controle administrativo e das instituições do Sistema de Justiça para a responsabilização e a reparação dos atos violentos perpetrados pelo Estado contra as mulheres negras.

O relatório aprovado ainda cita dados do Atlas 2023: Violência contra Mulher, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Segundo os quais, em 2021, 3.858 mulheres foram mortas de forma violenta no Brasil, e destas, 2.601 (67,4%) eram mulheres negras. Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 aponta que, entre as vítimas de feminicídio, 61,1% eram negras e 38,4% brancas. Nos demais assassinatos de mulheres, o percentual de vítimas negras é ainda mais discrepante, com 68,9% dos casos, para 30,4% de brancas.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Publicados

em

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

Leia Também:  Minas Gerais recebe 336.514 mil doses de vacinas contra a covid-19

Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA