Política
Polêmica sobre política antimanicomial do Judiciário chega à Assembleia

Uma polêmica que há alguns meses mobiliza atenções em nível nacional chega à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (6/12/23). A partir das 10 horas, no Plenarinho I, a Comissão de Saúde da ALMG realiza audiência pública para debater a Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a Resolução 944, de 2020, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que criou o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ).
A reunião foi requerida pelo deputado Eduardo Azevedo (PL).
A Política Antimanicomial do Poder Judiciário foi instituída pela Resolução 487, de 2023, do Conselho Nacional de Justiça. Ela determina diversas medidas relativas ao atendimento de pessoas com transtornos mentais que cometeram crimes. Entre outras, estabelece regras para atendimento especializado e em local adequado desde a audiência de custódia até o cumprimento da medida de segurança.
A norma veda ainda a internação em instituição de caráter asilar, como os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTPs), e prevê medidas para evitar que o tratamento do acusado ou preso seja interrompido.
A iniciativa do CNJ recebeu o apoio do governo federal que, desde agosto, vem desenvolvendo um plano nacional para implementação desta política antimanicomial, incluindo medidas de suporte aos estados, fechamento gradual dos Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico e monitoramento da política em âmbito nacional.
Na Câmara dos Deputados, no entanto, a norma criada pelo CNJ encontrou forte resistência. Em 9 de agosto, de acordo com matéria publicada pela Agência Câmara de Notícias, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 81/23, que suspende a Resolução 487. O projeto aguarda votação pelo Plenário da Câmara.
Conforme a matéria publicada pela Agência Câmara, o autor do PDL 81/23, deputado Kim Kataguiri (União-SP), acredita que o CNJ ultrapassou os seus poderes ao editar a resolução, criando direitos e obrigações não assegurados em lei. Para ele, o projeto de sua autoria “garante que a população não vai ser internada no SUS [Sistema Único de Saúde] com criminosos de alta periculosidade”. Ele disse que nenhuma atrocidade acontece nos hospitais de custódia.
Outros deputados, como o mineiro Patrus Ananias (PT-MG), tentaram adiar a aprovação do projeto na comissão parlamentar da Câmara, sem sucesso. “O Brasil tem uma história ruim, de violência, de segregação social, até mesmo de tortura através de choques elétricos e outros procedimentos que ferem a dignidade da pessoa humana”, argumentou o parlamentar mineiro.
Programa mineiro foi criado em 2020
Em Minas Gerais, a Resolução 944, de 2020, do TJMG, criou o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ), que já adotava muitos dos princípios que estão presentes na Resolução 487, de 2023, do Conselho Nacional de Justiça.
Entre suas atribuições estão o acompanhamento jurídico e clínicossocial do paciente judiciário, para a garantir o exercício de direitos fundamentais, e promover, em caso de internação, as articulações junto à rede pública de saúde ou conveniada, para acolhimento do paciente judiciário em situação de grave sofrimento psíquico.
Uma das principais iniciativas realizadas pelo PAI-PJ em Minas Gerais, em parceria com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas (GMF), foi o mutirão de juízes, em cooperação com o juízo da Vara de Execuções de Barbacena (Região Central), para apreciação dos pareceres interdisciplinares relativos a 100 pacientes judiciários internados no Manicômio Judiciário Jorge Vaz.
Como resultado, durante os meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021, 78 pacientes foram contemplados com ordem de soltura, fazendo dessa a maior ação concentrada de desinternação acompanhada em hospital de custódia do País.
Em março de 2022, o PAI-PJ acompanhava 1.091 pacientes, configurando-se como o maior programa de atenção integral dedicado ao paciente judiciário no Brasil, sem perder sua principal característica de abordagem singular e individualizada de cada indivíduo contemplado pela iniciativa
Para o debate na Assembleia de Minas, estão convidados, entre outros, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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