Política
Precariedade do atendimento do Hospital da Previdência gera críticas

Grande deficit de pessoal, especialmente na área de enfermagem (centenas de técnicos e dezenas de enfermeiros), gerando a demora no atendimento; pacientes internados nos corredores e debaixo de escadas; leitos fechados, provocando a superlotação dos ainda existentes. Todo esse quadro leva à sobrecarga de trabalho e ao adoecimento dos profissionais. Essa é a situação presente do Hospital Governador Israel Pinheiro, conhecido como Hospital da Previdência, gerido pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
O quadro foi apresentado por representantes do Conselho Regional de Enfermeiros de Minas Gerais (Coren-MG), além de servidores desse estabelecimento, que participaram de audiência pública da Comissão de Administração Pública, nesta segunda-feira (6/5/24). A reunião buscou sensibilizar as autoridades quanto às necessidades de contratar esses profissionais para atuar na unidade e noutras da rede Ipsemg, e de melhorar suas condições de trabalho.
Maria do Socorro Pacheco, vice-presidente do Coren-MG, apresentou um vídeo mostrado o quanto esses problemas afetam aos profissionais da enfermagem, que se veem sobrecarregados pela falta de segurança e de qualidade no exercício de seu trabalho. “Temos um risco grande na prestação dos serviços de urgência do Hospital da Previdência; a condição não é digna para os pacientes e muito menos para os profissionais, contratados ou efetivos”, apontou.
Na avaliação dela, a precariedade do estabelecimento leva à ocorrência maior de erros por parte dos profissionais. Também questionou a permanência de 120 leitos fechados numa estrutura com alto custo. Avaliou a nomeação de aprovados no último concurso como muito aquém da necessidade do hospital. E propôs ao governo a reestruturação do atendimento. “Estamos à disposição para ajudar nesse trabalho, para não termos que denunciar à mídia e adotar medidas judiciais para a interdição”, ameaçou.
Socorro
Carolina Calixto Rodrigues, enfermeira fiscal do Coren-MG, pintou um “cenário de guerra” para a situação enfrentada no Hospital da Previdência. Segundo ela, houve fechamento de 35% dos leitos e que os profissionais estão pedindo socorro, por não darem conta de tantos atendimentos.
Geisa Campos, chefe do setor jurídico do Departamento de Fiscalização do Coren entregou à deputada Beatriz Cerqueira (PT), que solicitou a reunião, o documento do conselho com as denúncias apresentadas por servidores. “Recebi as informações com perplexidade, não só pela situação dos pacientes, mas também dos profissionais, que se submetem a condições desumanas”, indignou-se.
Contratações
Antonieta de Faria, presidente do Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), lamentou que não apenas os profissionais da enfermagem, mas também os de outras áreas, passam por problemas no Hospital da Previdência e no Ipsemg como um todo. Em relação ao deficit na enfermagem, lembrou que o Ipsemg chegou a ter no passado 6 mil profissionais e hoje, são apenas 2 mil. Ela reivindicou que o governo chame mais aprovados no concurso e em todas as áreas. E parabenizou os enfermeiros e técnicos presentes pelo início da Semana da Enfermagem.
Maria Abadia de Souza, ex-presidente do Sisipsemg, registrou que a situação crítica do Ipsemg já vem de muito tempo. Para minimizar o problema, reivindicou salários mais justos, melhoria das condições de trabalho e do plano de carreira da categoria, além da contratação de mais servidores. Por fim, enfatizou que os servidores não aceitarão a privatização.
Presidente do Ipsemg responde aos questionamentos
André Luiz dos Anjos. presidente do Ipsemg, procurou responder aos questionamentos apresentados. Sobre o deficit de pessoal, lembrou que os números trazidos, de 81 enfermeiros e de 812 técnicos, se referia ao final de 2023. E que, com as nomeações e contratações efetuadas e o redimensionamento de pessoal promovido, o deficit mudou para 265 enfermeiros e 418 técnicos. Frisou que a prioridade é nomear servidores efetivos, mas que, para conseguir o quantitativo adequado, o Ipsemg pode lançar mão das contratações.
Sobre os leitos fechados, André dos Anjos disse que eles somam 88 atualmente, mas que o objetivo é fazer com que voltem a funcionar. Para fazer frente a esse acréscimo de leitos, será necessária a contratação desses 683 profissionais que faltam, gerando um custo adicional de R$ 28,25 milhões, recurso que o gestor assumiu que o Ipsemg não tem no momento.
Preferência pelo hospital
Quanto à superlotação alegada no Hospital da Previdência, o gestor avaliou que a crítica se volta mais para o Serviço Médico de Urgência (SMU), o qual passaria por picos de ocupação alta e baixa, conforme informou. Um dificultador nessa questão seria a predileção dos usuários pelo atendimento do Hospital Israel Pinheiro, o que provocaria a superlotação, às vezes. O Ipsemg é uma rede, com vários hospitais que oferecem o serviço de urgência na Capital, mas apenas 15% têm interesse em serem transferidos do Hospital da Previdência para outros”, concluiu.
Plano de ação
Sobre as outras denúncias trazidas à reunião, informou que já foi iniciado no Ipsemg um plano de ação, com prazo de conclusão previsto para o final de julho. Falando da melhoria da remuneração, destacou que há tratativas com o governo federal para que se pague o Piso Nacional da Enfermagem e que 100% dos recursos repassados pela União vão para tal finalidade. E que estão sendo realizadas reuniões com o Ministério da Saúde para que a diferença entre o piso e o valor pago seja repassada aos profissionais, com retroatividade até maio de 2023.
Denúncias
Elzo Vital, técnico em enfermagem do Hospital da Previdência, fez várias denúncias envolvendo a precariedade do estabelecimento e das condições péssimas de trabalho a que ele e os colegas são submetidos. Relatou que debaixo de uma escada, ficam 3 ou 4 pacientes, às vezes por semanas, esperando a liberação de leitos, e sujeitos a condições indignas.
Muitos deles são idosos, que apresentam risco maior de complicações que podem levar à morte. Nessa condição, muitas vezes, demoram até um dia inteiro para serem atendidos, devido à falta de profissionais disponíveis. “Tivemos uma paciente com cólica renal que ficou esquecida debaixo da escada, esperando de 8 horas de um dia até as 3 horas da manhã do outro! O SMU é um pronto atendimento de emergência, mas virou um açougue!”, criticou.
“Tem pacientes que ficam no corredor, quatro dias sem tomar banho. Um deles, ficou desidratado e desnutrido e nenhum médico tinha visto ele”, registrou. Por fim, concluiu que várias vezes, ficaram disponíveis apenas ele e mais outro técnico para atender entre 40 e 50 pacientes. “Faz dez anos que brigamos por isso e nada melhora! Hoje, sinto vergonha de falar onde trabalho”, desabafou. Por sua coragem de fazer as denúncias, Elzo Vital vai receber uma homenagem do Coren-MG, conforme anunciou na audiência a vice-presidente do órgão, Maria do Socorro Pacheco.
A deputada Beatriz Cerqueira lamentou a ausência na reunião de representantes das Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Governo (Segov). “Relatos gravíssimos foram trazidos aqui e a ausência dessas duas secretarias é uma tentativa de desresponsabilização, para parecer que só o presidente do Ipsemg é o responsável, mas não; a responsabilidade é do governo de Minas”, avaliou.
A parlamentar lembrou ainda que vem defendendo junto ao governo um plano de carreira decente para os servidores do Ipsemg, mas que o Estado age na contramão, apostando num projeto de privatização da saúde, por meio das contratações de pessoa jurídica. “A terceirização irrestrita vai precarizar ainda mais o vínculo trabalhista, gerando adoecimento dos profissionais”, alertou.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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