Política
Privatização de serviços essenciais recebe críticas em audiência

Demissões, má prestação de serviços, tarifas oneradas e situações de desabastecimento foram apontadas em audiência, nesta sexta-feira (15/9/23), como consequências negativas de processos de privatização ocorridos no País em áreas essenciais.
O assunto foi discutido na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a requerimento da deputada Beatriz Cerqueira (PT), tendo em vista a proposta do governo mineiro de tentar mudar a Constituição do Estado para facilitar a privatização de estatais, como Cemig, Copasa, Copanor e Gasmig.
Todos os convidados da audiência se posicionaram contra essa intenção, objeto de proposta de emenda à Constituição (PEC) enviada pelo Poder Executivo à ALMG, por meio da qual o governo pretende acabar com a exigência de referendo popular para a privatização nas áreas de energia e abastecimento de água, além de reduzir o quórum necessário para a aprovação de leis desse tipo.
Representantes de entidades da sociedade civil e trabalhadores lotaram o Auditório José Alencar, tomado ainda por faixas e cartazes contra a PEC, que ainda não começou a tramitar na ALMG porque mensagem do Executivo sobre a matéria ainda precisa ser lida em Plenário, marcando seu recebimento formal.
Desde 2001, a Emenda à Constituição 50 estabelece que a aprovação de leis para desestatização de empresas estatais de distribuição de gás, saneamento básico e de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica exige quórum de 3/5 da ALMG, ou seja, 48 deputados, além da realização do referendo.
Retrocesso é apontado
Deputados presentes e convidados criticaram a justificativa que tem sido usada pelo governo na defesa da privatização, de que ela seria necessária à recuperação fiscal do Estado, à modernização das empresas e à maior competitividade.
Fernando Duarte, supervisor do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, lembrou que a Copasa e a Cemig são empresas de economia mista, controladas pelo Estado, mas com ações privadas na bolsa.
Segundo ele, a Cemig gerou um lucro superior a R$ 4 bilhões no ano passado e a Copasa, de R$ 937 milhões, resultando em expressivos dividendos para o Estado.
Para ilustrar, Fernando Duarte fez um histórico do que ocorreu no mundo, destacando que países como França e Inglaterra chegaram a ter serviços como os de energia privatizados.
“Hoje o que estamos observando em outros países é um movimento de reestatização para garantir serviços públicos essenciais de qualidade à população”, advertiu ele.
O supervisor do Dieese também avaliou que o argumento de maior competividade, usado para justificar essas privatizações, não se sustenta em atividades como energia e saneamento, porque estas seriam naturalmente áreas de monopólio.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) fez um histórico da mobilização que gerou em Minas a garantia do referendo popular e do quórum qualificado para a aprovação das privatizações. Ele, que foi o relator da PEC sobre a matéria na época, frisou que ela foi aprovada pela ALMG quase por unanimidade e taxou de retrocesso a intenção do atual governo.
“Municípios pequenos são os mais prejudicados com a privatização na área do saneamento e na energia a Eletrobras privatizada já é um problema”, afirmou Rogério Correia.
Blecaute
Fabíola Antezana, vice-presidenta da Confederação Nacional dos Urbanitarios (CNU), é trabalhadora da Eletrobras e endossou as críticas.
Ela também fez um histórico do processo de privatização da empresa, retomado em 2020 e finalizado recentemente. Segundo Fabíola, houve um processo intencional de sucateamento da empresa ainda durante a gestão estatal. Dos 17 mil trabalhadores que a Eletrobras tinha em 2016, restaram 6,5 mil, lamentou ela.
“Isso já está trazendo consequências, como o blecaute que acometeu o Brasil em agosto, mostrando a falta que fazem trabalhadores experientes no sistema”, frisou ela.
Prejuízos ao estado e ao consumidor são mencionados
Arilson Maroldi Chiorato, deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar das Estatais e Empresas Públicas da Assembleia Legislativa do Paraná, denunciou o processo de privatização ocorrido no setor de energia de seu estado, hoje entregue à Copel.
Segundo o parlamentar do Paraná, a empresa estatal era lucrativa, eficiente e premiada, e praticava a menor tarifa de energia elétrica do Brasil. Ainda assim, teria tido seu patrimônio, avaliado em R$ 47 bilhões, subavaliado na primeira rodada do leilão de privaização, caindo para R$ 5,2 bilhões.
Já Luiz Carlos Teixeira, presidente da Federação das Associações de Moradores de Ouro Preto (Famop), falou sobre a situação danosa, segundo ele, que a população da cidade enfrenta desde que a concessionária atual de água, a Saneouro, controlada por uma empresa da Coréia do Sul, assumiu o serviço, em outubro de 2019, onerando em muito as tarifas cobradas.
Segundo ele, a empresa anunciou que este ano foram feitos 2.726 cortes no abastecimento por problemas de pagamento, significando que 11 mil pessoas, de uma população de 74 mil moradores, ficaram sem o direito à água. “Ou seja, 14% da população teve sua água cortada. São pessoas negras, pobres e periféricas, e não caloteiras”, desabafou Teixeira.
Parlamentares endossam críticas
As deputadas Lohanna (PV) e Bella Gonçalves (Psol) e os deputados Professor Cleiton (PV) e Ricardo Campos (PT) defenderam uma ampla mobilização da sociedade contra a privatização de serviços essenciais.
Lohanna ainda criticou posicionamento do Governo de Minas segundo o qual o Estado não teria como fazer referendos sobre o assunto. “Dizer isso em pleno ano de 2023 é menosprezar a potência do Estado”, disse.
Bella Gonçalves advertiu que muitas comunidades ainda lutam para garantir acesso a energia, água e saneamento, que são de interesse público e não podem ser vistos como mercadoria.
Na mesma direção, Professor Cleiton afirmou que recentemente, na cidade goiana de Rio Verde, a Santa Casa local teria tido a energia cortada por questões de pagamento, resultando, segundo, ele na morte de quatro pacientes. No seu entendimento, isso não teria ocorrido se o serviço fosse estatal e comprometido com critérios sociais.
Sindicalistas
Representantes de entidades sindicais acusaram o governador Romeu Zema de usar mentiras como argumentos para convencer a população acerca da privatização.
O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética (Sindieletro), Emerson Leite, afirmou que o governador tem priorizado mais a transferência de lucros para o mercado financeiro do que o investimentos nos serviços essenciais.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas (CUT-MG), Jairo Nogueira Filho, lembrou declaração de Zema segundo a qual o consumidor mineiro poderia, com a privatização, escolher a empresa de energia que quisesse. O sindicalista explicou que isso não é possível, pois não existiria tecnologia que permita colocar mais de um cabo de energia na rede. “O que ele está propondo, na verdade, é um monopólio privatista de energia”, disse Jairo.
Everson Tardelli, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas, chamou atenção para a venda de unidades da Cemig, como pequenas centrais hidrelétricas. “Mesmo antes da PEC, a Cemig já está sendo vendida”, denunciou.
A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute/MG), Denise Romano, anunciou a criação de uma Frente em Defesa do Serviço Público, que já conta, segundo ela, com 22 instituições representativas de trabalhadores. Uma das ações previstas é pressionar os deputados estaduais contra a PEC que flexibiliza as privatizações.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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