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Professores destacam histórico de lutas do Sinpro Minas

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“O maior inimigo do trabalhador da educação hoje são os grupos internacionais por detrás dos grandes conglomerados da educação particular”. A reflexão a respeito dos desafios da categoria educacional foi feita durante homenagem ao Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), em audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizada nesta quinta-feira (1º/6/23).

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O sindicato, que hoje conta com 80 mil afiliados, completou 90 anos na luta pelos direitos dos professores da rede privada de educação em Minas Gerais. Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Gilson Luiz Reis ressaltou que a maior luta atual de todas as instituições que representam trabalhadores da educação é o capital aberto da educação privada. Segundo ele, mais do que nunca a educação privada é considerada um produto.

“Em feiras que a gente vai, todas as tecnologias apresentadas são desenvolvidas pelo capital na perspectiva de acabar com os professores e o processo de ensino e aprendizagem como o conhecemos. Hoje os patrões sequer são brasileiros”, disse.

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Gilson Reis também lembrou que a reforma trabalhista precarizou a situação de todos os trabalhadores e precisa ser revista. “A regulamentação da educação privada é necessária no Brasil. A reforma trabalhista foi feita também para destruir as organizações sindicais, que hoje estão passando por dificuldades financeiras. Precisamos encarar tudo com força e abrir um novo ciclo do movimento sindical brasileiro. A relevância do Sinpro hoje é maior do que nunca, a democracia ainda precisa de muito reforço para se consolidar no espaço nacional”.

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Reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Lavínia Rosa Rodrigues reforçou que “hoje em dia os professores não sabem quem é o patrão mais” e ressaltou que a história do Sinpro é a história dos professores e dos movimentos sindicais em Minas Gerais e no País.

A reitora resgatou alguns momentos históricos da instituição, como as mobilizações em torno da Constituinte e a greve de 1989; a organização dos conselhos municipais de educação, logo após a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB); e a realização do primeiro Plano Nacional de Educação, com participação da sociedade civil.

“Hoje eu estou aqui como sindicalista, o Sinpro foi minha escola. Minha história e meu compromisso inalienável são com os direitos dos trabalhadores. O sindicato é um instrumento importante para a defesa das condições de trabalho e para que as pessoas contribuam para a transformação da sociedade”, refletiu.

Importância histórica da entidade é lembrada

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A falta de reconhecimento e valorização dos professores pelos empresários da educação também foi destacada pela presidente do Sinpro Minas, Valéria Peres Morato Gonçalves. Segundo ela, são os professores que acolhem e educam diariamente os estudantes, com seus sonhos e dificuldades, sendo impossível um ensino de qualidade que não valorize os profissionais.

“Estamos sofrendo todo tipo de invasão ao espaço escolar e a promoção dos discursos de ódio. De várias formas, buscam intimidar o trabalho dos professores em sala de aula, com projetos de lei nos acusando de doutrinação e promovendo fake news. Sofremos diversos ataques fascistas que espalham o medo e o terror. Não podemos e não iremos parar de lutar”, disse.

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Ela lembrou que historicamente o Sinpro sempre batalhou contra a precarização das condições de vida dos trabalhadores e que sempre houve tentativas de sufocar o trabalho sindical.

“Conseguimos importantes direitos ao longo desses anos, como o adicional extraclasse, o repouso remunerado e as bolsas de estudos para professores e dependentes. Hoje lutamos contra a uberização da economia e as tentativas do poder econômico de acabar com qualquer relação formal de trabalho. Todas as iniciativas nesse sentido só trouxeram desemprego e precarizaram as condições de vida”, enfatizou.

Ao final da reunião, os deputados Celinho Sintrocel (PCdoB) e Macaé Evaristo (PT) entregaram à presidente do Sinpro Minas e a todos os presentes que representam e já representaram a instituição votos de congratulações para celebrar a caminhada histórica do sindicato.

Autor do requerimento para a realização da reunião, o deputado enfatizou que falar da história do Sinpro é falar da história do movimento sindical de Minas. “Hoje as escolas demitem os professores para implantar o ensino a distância sem critérios e pedagogias próprias. O Sinpro é um sindicato forte e muito atuante, do qual muito precisamos. Nossa luta contra o autoritarismo e a extrema direita está só começando. Só a luta popular vai garantir o êxito do governo Lula”, pontuou.

Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a deputada Beatriz Cerqueira (PT) elogiou a iniciativa da reunião, importante para o reconhecimento do importante trabalho da instituição, “tão valoroso e combativo”.

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Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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