Política
Projeto de teto de gastos tem análise adiada em comissão

Após críticas de deputados contrários à proposta e à própria realização da reunião, a Comissão de Administração Pública acabou tendo encerrada a extraordinária convocada para a manhã desta quarta-feira (23/11/23) sem votar o parecer do Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/23, de autoria do governador, que fixa um teto de gastos para o Estado.
Isso porque o relator, deputado Leonídio Bouças (PSDB), também presidente da comissão, distribuiu cópias de seu parecer (distribuição de avulso), o que adia a votação do relatório para outro momento, ainda sem previsão.
O parecer distribuído é pela aprovação do texto (substitutivo nº1) sugerido na véspera pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nesta mesma comissão, em outubro, o teto de gastos foi desmembrado do Projeto de Lei (PL) 1.202/19, que autoriza o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Deputados contra o RRF questionaram o agendamento de extraordinária da comissão com o PLC na pauta, já que ao longo deste mesmo dia estaria sendo discutida em Brasília uma alternativa à proposta de adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
O projeto limita o crescimento anual das despesas primárias, gastos para prover serviços públicos, manter a estrutura do governo e realizar investimentos, à variação da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Entre outros, o substitutivo da CCJ traz mudanças como a garantia de revisão salarial anual para os servidores do Estado mesmo durante a vigência do RRF.
Apesar de convocação, negociação é defendida
Duras críticas à tramitação do projeto e à convocação da reunião foram feitas pelos deputados Sargento Rodrigues (PL) e Professor Cleiton (PV) e pelas deputadas Beatriz Cerqueira (PT), Lohana (PV) e Bella Gonçalves (Psol).
Em resposta, o presidente da comissão e também relator disse que sua intenção desde o início era distribuir cópias de seu parecer e assim adiar a votação.
Segundo disse ele, isso seria feito com a intenção de esperar o desdobramento da questão, porque, a depender do que vier de Brasília, pode ser que o relatório nem precise ser discutido e votado, conforme cogitou. “Eu já havia decidido que não teria votação hoje, só avulsos”, reiterou Leonídio Bouças.
Bola de neve
O presidente da comissão disse reconhecer a importância de a ALMG e outras lideranças estarem buscado um novo entendimento em Brasíia para que o Estado saia da dívida que tem com a União, que chamou de “bola de neve”.
“Independente de quem seja o governador, o governo sempre vai terminar de maneira ruim diante da população, porque não tem recursos, só se fala em dívida com o governo federal. É sempre essa mesma ladainha das grandes dificuldades do Estado, isso é uma grande enganação, porque é preciso achar uma solução definitiva para essa dívida de Minas Gerais”, defendeu.
Críticas
Logo na abertura da reunião, o deputado Sargento Rodrigues defendeu a retirada de pauta do projeto, argumentando que o governador estaria sendo recebido nesse mesmo dia em Brasília pelo presidente do Senado e também da ALMG, justamente para discutir o assunto.
No mesmo sentido falou a deputada Beatriz Cerqueira. “O que estamos fazendo aqui, que recado é esse que se está dando à sociedade se em Brasília está sendo discutida uma proposta sem sacrificar o Estado, os servidores, o serviço público e a população?”, questionou ela.
A deputada questionou ainda por que foi agendada uma reunião extraordinária da comissão com o projeto na pauta em menos de 24 horas após a matéria ter passado pela CCJ.
Em outro momento, contudo, a deputada chegou a falar em mudar a estratégia da oposição de obstruir a tramitação e deixar votar o parecer, o que, segundo ela, deixaria explícita “a hipocrisia do governo Zema, de que quer negociar com a União enquanto sua base quer votar o parecer já”.
“Aqui há servidores de várias partes do Estado, idosos também, sentados nos corredores e em pé o dia inteiro”, acrescentou sobre a mobilização de setores do funcionalismo que acompanham na Assembleia a tramitação da matéria.
Política de juros
O deputado Professor Cleiton endossou as críticas e ainda defendeu a suspensão dos trabalhos para entendimentos, o que ocorreu por mais de meia hora. No seu entendimento, a proposta alternativa em debate em Brasília teria pontos importantes, como a implementação de uma nova política de cobrança dos juros da dívida. “É o que discutimos a semana toda em nossa obstrução, justamente para chamar a atenção de Brasília”.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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