Política
Projeto para inserção de mulheres na cultura recebe parecer favorável

Dois projetos de lei (PL) receberam, em reunião na tarde desta terça-feira (14/5/24), pareceres favoráveis de 1º turno dos parlamentares da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O primeiro deles, o PL 1.753/23, de autoria da deputada Lohanna (PV), dispõe sobre diretrizes para a criação de política pública no Estado para a inserção de mulheres na cultura.
O parecer da relatora, deputada Andréia de Jesus (PT), foi pela aprovação da matéria na forma de um novo texto (substitutivo nº 1) apresentado, e pela rejeição da emenda nº 1, sugerida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisou a proposição anteriormente. Outra emenda proposta na CCJ, a de nº 2, tornou-se desnecessária com a apresentação de um novo texto para a matéria.
Com a aprovação do parecer, o PL 1.753/23 seguirá agora para análise da Comissão de Cultura antes de ser votado de forma preliminar (1º turno) pelo Plenário.
Em sua forma original, o projeto traz os princípios da política para a inserção de mulheres na cultura, como a não discriminação, a garantia de igualdade de gozo de todos os direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos.
Lista ainda objetivos, entre eles promover a maior participação de mulheres em atividades relacionadas à cultura, considerando-se a promoção da diversidade, por meio de incentivos a candidaturas de pessoas de baixa renda, LBT+, indígenas, negras e pessoas com deficiência.
A proposição prevê a reserva de 50% das vagas para mulheres em editais culturais sempre que o número de vagas oferecidas for igual ou superior a três. A matéria também lista critérios pautados em diversidade, na hipótese de editais oferecerem um número de vagas igual ou superior a quatro. São eles:
- renda familiar bruta igual ou inferior a um salário-mínimo e meio per capita
- mulheres autodeclaradas pretas, pardas ou indígenas
- mulheres transgênero
- mulheres com deficiência
Também estabelece a reserva de 50% das vagas para mulheres em quaisquer comissões de avaliação ligadas a editais e demais iniciativas culturais promovidas pelo poder público no âmbito do Estado, com prioridade para avaliadoras que atendam aos critérios de diversidade estabelecidos.
Por fim, prevê que pessoas condenadas judicialmente por assédio, violência doméstica e familiar, racismo ou violações sexuais não poderão concorrer a editais culturais promovidos pelo poder público nos cinco anos posteriores à data da condenação ou prosseguir com atividades em curso com financiamento público.
As emendas agora descartadas no parecer aprovado na Comissão dos Direitos da Mulher, apresentadas ainda na CCJ pelos deputados Charles Santos (Republicanos), Bruno Engler (PL) e Thiago Cota (PDT), suprimem a expressão LBT+ do projeto e também a previsão de reserva de vagas, quando possível, para mulheres transgênero.
Novo texto tenta contemplar diversidade
Em seu parecer, Andréia de Jesus destaca que o novo texto incorpora o conteúdo da emenda nº 2, mas exclui os dispositivos concernentes à vedação de concorrência a editais culturais; aperfeiçoa a redação da ementa, dos princípios, objetivos, ações e a descrição do público-alvo, de forma a incluir as mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, integrantes de comunidades tradicionais e grupos populares ou periféricos.
Dessa forma, são mantidos, conforme previsto na proposição original, as mulheres negras, indígenas, LBT+ e com deficiência. O objetivo disso, conforme ressalta a relatora, é permitir abarcar a mais ampla diversidade de mulheres nas políticas culturais do Estado, sobretudo as historicamente excluídas do mercado produtivo.
Nesse ponto, o parecer lembra ainda justificativa da deputada Lohanna, autora do PL 1.753/23, baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos a 2023.
Segundo o IBGE, a taxa de participação das mulheres com 15 anos de idade ou mais no mercado de trabalho foi de 53,3%, enquanto entre os homens chegou a 73,2%, em média, uma diferença de 19,9 pontos percentuais. E a desigualdade de acesso ao mercado produtivo é ainda mais severa para mulheres e, sobretudo, para as negras.
Com relação ao universo cultural, dados do Relatório de Execução dos Editais da Lei Aldir Blanc em Minas Gerais evidenciam, segundo Lohanna, que as mulheres são apenas 43,30% do público total que acessou os recursos disponíveis no Estado.
Quanto ao perfil dos candidatos aos recursos, no que diz respeito ao item cor e raça, percebe-se o fatiamento de cadastro, sobretudo, entre 46,94% de brancos, 20,85% de pretos e 25,87% de pardos.
Maio furta-cor também avança
Outro projeto, o PL 268/23, que tramita em turno único, também recebeu parecer favorável da mesma comissão. A proposição, de autoria da deputada Nayara Rocha (PP), institui o mês Maio Furta-cor dedicado às ações de conscientização, incentivo ao cuidado e promoção da saúde mental materna.
O parecer da relatora, Ana Paula Siqueira, que preside a comissão, foi pela aprovação da matéria na forma de um novo texto (substitutivo nº 1) sugerido anteriormente pela CCJ, que apenas promove pequenas correções. Com a aprovação do parecer, o projeto agora pode ser votado de forma definitiva pelo Plenário da ALMG.
O texto aprovado explica que o mês de maio foi escolhido em alusão à comemoração nacional do Dia das Mães. E a cor é em virtude da sua tonalidade que muda conforme a luz que recebe, não havendo uma cor absoluta para aquela que lança o olhar, assim como no âmbito da maternidade, em que cabem todas as cores.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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