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Projeto sobre educação no campo tem parecer favorável

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Em reunião nesta quarta-feira (5/6/24), a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais sugeriu mudanças no conteúdo do Projeto de Lei (PL) 511/23, que originalmente cria o marco regulatório para a Educação do Campo, das Águas e das Florestas.

De autoria do deputado Leleco Pimentel (PT), o projeto quer o reconhecimento da pedagogia da alternância como regime regular presencial de ensino, a equiparação das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) à categoria de escolas públicas e seu reconhecimento como escola de tempo integral. E também garantir que os estudantes egressos das EFAs tenham direito a usufruir do sistema de cotas em universidades estaduais.

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Na pedagogia da alternância, metodologia concebida para atender comunidades do campo, entre outras, os estudantes revezam um tempo de estudos na escola e outro na comunidade. Adotando esse modelo, as EFAs são instituições comunitárias, sem fins lucrativos, administradas por uma associação autônoma formada por pais, membros da comunidade e entidades associadas.

Presidenta da comissão e relatora do projeto, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) apresentou o substitutivo nº 2, trazendo mudanças no texto original e também em parte do conteúdo apresentado pela comissão anterior, a de Constituição e Justiça (substitutivo nº 1).

Segundo ela, o objetivo foi aperfeiçoar a matéria, incorporando sugestões oriundas do Debate público: Educação do Campo em Minas Gerais, realizado pela comissão em outubro do ano passado.

Texto resguarda gestão comunitária

Assim como sugeriu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), também o novo texto passa a dispor sobre diretrizes para a implementação da pedagogia da alternância no sistema estadual de educação, mas ampliando seu escopo ao tratar sobre o reconhecimento das EFAs como de relevante interesse social e incluir disposições específicas sobre elas.

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Segundo micro dados do censo escolar 2023 e de entidades do segmento, há 22 EFas em operação este ano no Estado. “Essas instituições de ensino são referência no uso da pedagogia da alternância na educação do campo e desempenham um papel fundamental nas comunidades rurais onde estão inseridas”, destaca a relatora.

Em seu parecer as EFAs deixam de ser equiparadas às escolas públicas, como faz o projeto original, pelo entendimento de que isso transferiria sua gestão à Secretaria de Estado de Educação, contrariando o princípio de gestão comunitária dessas escolas.

O reconhecimento das EFAs como instituições de ensino de tempo integral e da pedagogia da alternância como “regime regular presencial de ensino”, conforme proposto no projeto original, também foram retirados porque são pontos que dependem de legislação federal, entendimentos da CCJ também referendados no parecer da relatora.

Para não comprometer os critérios atuais do sistema de cotas, o texto acatado pela Comissão de Educação propõe mudança na lei estadual que trata do assunto, nela inserindo o estudante que tenha cursado escola comunitária conveniada com o poder público estadual em qualquer modalidade entre egressos de escola pública para fins da reserva de vagas em universidades estaduais.

Menção a diretrizes e recursos é ampliada

O novo texto também modifica legislação que institui o Programa de Apoio Financeiro à Escola Família Agrícola do Estado para detalhar que os recursos do programa poderão ser destinados à construção, reforma e manutenção das escolas, à alimentação e transporte escolar, à produção de materiais didáticos e à formação inicial e continuada de professores.

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Também define que são recursos adicionais ao programa valores transferidos pela União referentes a repasses do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

Ainda especifica que a pedagogia da alternância objetiva atender as comunidades do campo, dos rios, das florestas e de outros biomas, bem como comunidades urbanas específicas, sendo aplicável aos anos finais do ensino fundamental, ao ensino médio, à educação de jovens e adultos, à educação profissional, à educação superior e aos cursos de formação inicial e continuada de professores.

Detalha entre objetivos da pedagogia da alternância integrar saberes, formar integralmente o aluno e incentivar sua autonomia, valorizar a cultura e identidade locais. São oito diretrizes para sua adoção no sistema estadual de educação, entre elas:

  • integração do conhecimento científico e tecnológico com saberes populares e tradicionais
  • articulação entre ensino, pesquisa e extensão, considerando o trabalho, a história e a cultura das comunidades envolvidas
  • gestão colaborativa, envolvendo alunos, famílias, professores e comunidades envolvidas
  • alternância de tempos, espaços e saberes entre escola, universidade, família e comunidade, com vistas ao desenvolvimento crítico da teoria e da prática
  • respeito às singularidades das comunidades quanto à atividade de trabalho, aos sistemas produtivos, aos modos de vida, às culturas, às tradições, aos saberes e à biodiversidade

Antes de seguir para o Plenário, o projeto precisa receber parecer de 1° turno da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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