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Projetos que beneficiam pessoas com deficiência passam em comissão

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A Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta terça-feira (2/4/24), parecer favorável a quatro proposições que beneficiam esse público. Todas tramitam em 1º turno.

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Uma das matérias o Projeto de Lei (PL) 948/23, da deputada Alê Portela (PL). Originalmente, ele prevê um programa estadual de acompanhamento pré-natal e pós-parto em casos de gestantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O argumento da autora é que essas gestantes enfrentam dificuldades específicas no processamento sensorial, na adaptação às mudanças durante a gravidez e na comunicação com os profissionais de saúde.

O relator, deputado Doutor Paulo, propôs o substitutivo nº 2, ampliando o público beneficiário. Segundo ele, há outras deficiências, transtornos e síndromes que também podem causar dificuldades de interação social, hipersensibilidade sensorial, de comportamento e de comunicação e que requerem atenção especializada à mulher no período gestacional e no pós-parto.

O texto aprovado acrescenta artigo à Lei 22.422, de 2016, que trata da atenção à saúde materna e infantil no Estado. E prevê que o Estado garantirá acesso à assistência em saúde mental para gestantes, parturientes e puérperas com TEA ou com outras deficiências que acarretem dificuldades semelhantes.

A proposição ainda será apreciada pelas Comissões de Saúde e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).

Turismo acessível é meta no Estado

Também foi analisado o PL 1.377/23, que traz diretrizes para o estímulo ao turismo acessível e inclusivo para pessoas com TEA. De autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), a matéria recebeu parecer na forma do substitutivo nº 1, apresentado pelo relator Enes Cândido (Republicanos), para correções de técnica legislativa.

O texto lista como diretrizes, entre outras, a eliminação de barreiras urbanísticas, arquitetônicas; a adaptação de espaços e serviços relacionados ao turismo; a capacitação de profissionais do setor; e a promoção de ações de conscientização sobre a segurança e os benefícios das viagens e passeios turísticos para o desenvolvimento social e emocional das pessoas com TEA e seus familiares.

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O relatório enfatiza que as pessoas com TEA apresentam alterações de neurodesenvolvimento que as afetam em diferentes níveis de intensidade. Também podem apresentar deficiências na comunicação e interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamentos.

Enes Cândido também destaca que, apesar de avanços normativos com garantias de direito a esse público, a área do turismo ainda carece de adaptações, entre as quais soluções de acessibilidade sensorial, cognitiva e audiovisual para que a pessoa com TEA e as outras pessoas com deficiência interajam com o patrimônio e os bens culturais.

Antes da análise em Plenário, o PL 1.377/23 passará pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e pela FFO.

Direitos na área de educação deverão estar visíveis em escolas

A comissão foi favorável também ao PL 1.150/23, que obriga as instituições escolares estaduais a afixarem, em local visível e frequentado pelos membros da comunidade escolar e por outras pessoas, placas com informações sobre os direitos relacionados ao acesso, permanência e inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. A autora é a deputada Nayara Rocha (PP).

Entre esses direitos, previstos em várias normas, estão: direito à educação em todos os níveis de aprendizado, condições de igualdade para acesso e permanência na escola, sistema educacional inclusivo, medidas adaptativas de materiais didáticos e do ensino, direito à matrícula e a mensalidades em igualdade de condições com os demais estudantes, ensino em Braille e Libras, profissional de apoio escolar e direito à participação em todas as atividades escolares.

O relator, deputado Enes Cândido (Republicanos), argumentou que, apesar desse arcabouço jurídico, as pessoas com deficiência continuam enfrentando obstáculos na escola. Por isso, segundo ele, as medidas propostas no PL 1.150/23 podem auxiliar na inclusão.

Ele opinou pela aprovação na forma do substitutivo nº1, apresentado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto fez correções técnicas e incluiu as instituições de ensino superior do Estado no escopo da norma a ser criada. E passou a alterar a Lei 13.799, de 2000, que dispõe sobre a política estadual dos direitos da pessoa com deficiência e cria o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

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A proposição seguem, agora, para a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e para a FFO.

Identificação

Por fim, foi aprovado parecer favorável ao PL 1.266/23, do deputado Eduardo Azevedo (PL). Originalmente, o projeto assegura à pessoa com deficiência em condição de hipossuficiência o direito à gratuidade na emissão da carteira de identidade diferenciada como instrumento de promoção, inclusão e autonomia.

O relator, deputado Doutor Paulo, argumentou, porém, que a nova Carteira de Identidade Nacional, criada em 2022, poderá conter informações sobre a condição de pessoa com deficiência, além de dados sobre condições específicas de saúde cuja divulgação possa contribuir para preservar a saúde ou salvar a vida do portador do documento.

Ainda segundo ele, o decreto que instituiu o documento também já determina que a primeira via deverá ser emitida pelos estados de forma gratuita, sendo também gratuita a emissão por decurso de prazo. Além disso, lembrou Doutor Paulo, em Minas Gerais já é garantida a gratuidade na emissão de segunda vida de carteira de identidade para cidadãos em condições financeiras desfavoráveis.

Assim, o relator propôs o substitutivo nº 2, que prevê a inclusão de um objetivo, o da promoção da cidadania, na Lei 13.799, de 2000, que trata da política estadual dos direitos da pessoa com deficiência.

O texto também prevê a realização de ações de orientação e divulgação sobre a emissão de documentos e acesso a benefícios sociais, sobretudo às pessoas com deficiência em situação de hipossuficiência. O projeto segue para a FFO.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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