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Prossegue discussão de vetos que trancam pauta do Plenário

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Ainda sem acordo para votação, dois vetos parciais do governador a proposições de lei tiveram o prosseguimento da discussão na Reunião Extraordinária do Plenário realizada no final da tarde desta terça-feira (12/3/24).

Os dois vetos parciais receberam pareceres por sua manutenção após análise em suas respectivas comissões especiais. Eles tratam de regras relacionadas à cobrança de pedágio em rodovias e concessão de crédito consignado.

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Ambas as matérias, que tramitam em turno único, estão na chamada faixa constitucional, trancando a pauta de votações do Plenário, ou seja, impedindo que outras proposições possam ser votadas pelos parlamentares, conforme estabelece o Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O Regimento também define o limite mínino de seis reuniões com esse tipo de matéria em discussão até que elas possam ser votadas, sendo que esta Reunião Extraordinária foi a quinta com os vetos parciais na pauta.

O Veto parcial nº 3/23 à Proposição de Lei 25.464, de 2023, incidiu sobre dispositivos que isentam de nova cobrança da tarifa o veículo que passe pela mesma praça de pedágio entre 5 e 22 horas do mesmo dia. A proposição de lei é derivada do Projeto de Lei (PL) 459/19, do deputado Marquinho Lemos (PT).

Coube ao seu colega de partido, Ricardo Campos, subir à tribuna do Plenário para dar prosseguimento à discussão dessa proposição, que ele mesmo havia começado em reunião anterior do Plenário. Regimentalmente, cada deputado dispõe de até uma hora para isso.

Segundo Ricardo Campos, o veto à isenção de quem passa de novo no pedágio no mesmo dia e, paralelamente, a manutenção de dispositivo que permite campanhas divulgando o desconto são uma contradição que indicaria, de acordo com ele, que o governador sequer leu o que estava vetando.

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O parlamentar ainda questionou as tarifas abusivas dos pedágios nas rodovias mineiras frente a estradas esburacadas e ainda não duplicadas, sobretudo no Norte de Minas, sendo apoiado em aparte por Elismar Prado (Pros), que relatou o mesmo problema nas estradas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Citação

Mas, segundo justificativa do governador que acompanha o veto parcial, a isenção de cobrança de pedágio é uma decisão administrativa que cabe somente ao Poder Executivo.

Além disso, a medida contrariaria o interesse público ao interferir em contratos de concessão já firmados e ao propor isenção indiscriminadamente, o que poderia tornar menos atrativas essas concessões e prejudicar os motoristas não contemplados pelo benefício.

Os artigos não vetados pelo governador foram transformados na Lei 24.506, de 2023. Entre estes está o que veda a instalação, nas rodovias públicas estaduais, de praças de pedágio entre a sede do município e seus distritos. Em caso de impossibilidade de cumprimento dessa determinação, os habitantes do município que necessitarem se deslocar entre a sede e os distritos ficarão isentos da cobrança de pedágio.

Executivo também vetou parcialmente regra de proteção a idoso

Já o Veto parcial nº 4/23, que também está na pauta do Plenário, recaiu sobre a Proposição de Lei 25.465, de 2023, que dispõe sobre a proteção do consumidor, especialmente o idoso, analfabeto, doente ou aquele em estado de vulnerabilidade, contra publicidade, oferta e contratação abusivas de produto, serviço ou crédito bancário.

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O Projeto de Lei (PL) 2.756/21, que continha os trechos vetados, é de autoria do deputado Sargento Rodrigues (PL). Esse veto ainda está na fila para ser discutido na tribuna pelos parlamentares.

Nesse caso, o governador também considerou os trechos vetados inconstitucionais ou contrários ao interesse público. Um dos dispositivos vetados busca limitar o saque vinculado ao limite do cartão de crédito a terminais eletrônicos situados em agências de instituições financeiras, o que excluiria bancos digitais.

Na justificativa do governador, a adoção dessa medida seria inconstitucional, por afetar o princípio da livre concorrência. Também foram vetados dispositivos que interferem nas regras de concessão de crédito consignado, o que também seria prerrogativa exclusiva do Executivo.

Um desses trechos é o artigo 6º da proposição, segundo o qual qualquer quantia disponibilizada na conta do consumidor sem o requerimento expresso e o seu devido consentimento, será caracterizada como amostra grátis, devendo a quantia ser revertida ao beneficiário.

Lista

Ao final da Reunião Extraordinária, encerrada no início da noite por falta de quórum, a deputada Ione Pinheiro (União) ainda solicitou um minuto de silêncio em razão do falecimento da professora Elza de Moura, de 108 anos.

Segundo a parlamentar, a trajetória da homenageada registra atuação destacada pela Secretaria de Estado da Educação, Fundação Helena Antipoff e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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