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Regulamentação de terras públicas deve trazer segurança jurídica a assentados

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O Projeto de Lei (PL) 3.601/16, que regulamenta a gestão de terras públicas no Estado, foi tema de audiência da Comissão de Administração Pública nesta quinta-feira (7/12/23). Com medo de perder suas terras, assentados do município de Rio Pardo de Minas, da Região Norte, compareceram em peso à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), mas saíram da reunião com a garantia de que, na verdade, contarão com mais instrumentos para a regularização definitiva das propriedades.

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A secretária-adjunta de Governo, Mila Batista, explicou que o projeto, de autoria do presidente da ALMG, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), surgiu da necessidade de atualizar e consolidar a legislação sobre o assunto.

Uma das inovações é o tratamento dado às regularizações fundiárias urbanas, ainda não normatizadas no Estado. Outro tema disciplinado é o uso de terras devolutas, aquelas sem destinação dada pelo poder público e que em nenhum momento integraram o patrimônio de um particular.

A secretária elogiou o novo texto costurado pela Comissão de Administração Pública, distribuído em cópia (avulsos) aos parlamentares na quarta (6). O relator da matéria, deputado Roberto Andrade (Patri), buscou acomodar os interesses de todos os envolvidos: governo, prefeituras, deputados, produtores e comunidades tradicionais.

A deputada Leninha (PT), 1ª-vice-presidenta da Assembleia, que junto com Roberto Andrade solicitou a audiência pública, também teve papel destacado nesse processo.

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Segundo Mila Batista, desde a extinção do Instituto de Terras do Estado (Iter) e da Fundação Rural Mineira Colonização e Desenvolvimento Agrário (RuralMinas), a entrega de títulos de propriedade rural estava estagnada em Minas, mas será retomada com a segurança jurídica garantida pela futura lei.

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Suzana Diniz, superintendente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, assegurou que o objetivo é ampliar direitos, não suprimi-los.

Após a conclusão da análise da Comissão de Administração Pública, o PL 3.601/16 poderá ser votado em 2º turno no Plenário.

Áudio

Função social

Roberto Andrade destacou a função social da regularização fundiária. Além de garantir moradia aos beneficiados, ela fomenta a economia local, com a arrecadação de tributos sobre bens legalizados, a valorização dessas terras e o acesso dos produtores a linhas de crédito. Até mesmo a fiscalização ambiental é potencializada, com legítimos proprietários sendo responsabilizados por eventuais desvios.

Os deputados Oscar Teixeira (PP), Gil Pereira (PSD) e Arlen Santiago (Avante) também apoiaram o projeto como um importante instrumento, principalmente para os pequenos produtores.

A deputada Leninha destacou que o Estado precisa identificar as terras públicas, com especial atenção aos agricultores familiares e às comunidades tradicionais. Nesse sentido, ela salientou que o substitutivo da Comissão de Administração Pública é inclusivo, levando em consideração essa preocupação social.

Conflitos fundiários

Produtores rurais e representantes de órgãos de controle lembraram que, em especial no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, estão em curso diversas disputas por terras públicas. Parte do público presente demonstrou sua preocupação de que esses conflitos se intensifiquem.

A desinformação sobre os reais objetivos do projeto deixaram agricultores ressabiados, no temor de que suas terras sejam destinadas a comunidades tradicionais, como quilombolas e geraizeiras. Cartazes com frases de protesto foram expostos na audiência.

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“Não aceito demarcação de terra na região”, chegou a advertir o prefeito de Rio Pardo de Minas, Astor de Sá, o Tuquinha.

Os representantes do Ministério Público, o procurador de Justiça Afonso Henrique Teixeira e o procurador da República Helder Silva, assim como a superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Neila Maria Afonso, ponderaram que os direitos das comunidades tradicionais são assegurados na Constituição e em convenções internacionais, de forma que independem da vontade de terceiros.

Neila Afonso destacou que Minas é o terceiro estado com maior número de comunidades quilombolas do País, e que há uma grande pendência do poder público com esses povos.

O que não quer dizer que esteja em vista a desapropiação dos assentados. O procurador Afonso Henrique afirmou que as terras devolutas são prioritariamente destinadas à política agrícola e à reforma agrária. Ele questionou, especificamente, artigo do projeto que retira a proibição de venda das terras regularizadas por 10 anos.

Também para tranquilizar os produtores de Rio Pardo de Minas, Edson Cordeiro, que representa o setor no município, assegurou que o projeto traz segurança jurídica para que as mais de 400 famílias assentadas regularizem suas propriedades, não havendo nenhuma intenção de desapropriá-los.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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