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Servidores reclamam de atendimento do Ipsemg Saúde

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Em reunião da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta terça-feira (30/5/23), servidores públicos estaduais reclamaram do atendimento prestado pelo Ipsemg Saúde.

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Servidores e pensionistas do Estado contribuem com 3,2% de sua remuneração para esse plano de saúde gerenciado pelo Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (Ipsemg). Eles podem incluir seus dependentes como beneficiários e o Estado recolhe uma contribuição patronal para sustentar os atendimentos, que podem ser feitos na rede própria ou na conveniada.

O problema é que os segurados não têm conseguido atendimento médico e odontológico, seja em Belo Horizonte ou no interior do Estado. Sindicatos que representam diversas categorias de servidores denunciaram dificuldades para marcar consultas, exames e cirurgias. Além disso, a precarização da rede de atendimento tem gerado inúmeras reclamações.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE), Denise Romano, os problemas se repetem em todas as regiões do Estado. Em Muriaé (Zona da Mata), servidores reclamam da demora na marcação de consultas médicas. Não há nenhum dentista credenciado em Pirapora (Norte de Minas). Em Governador Valadares (Vale do Rio Doce), servidores esperam meses para a realização de exames.

“Temos pessoas que precisam fazer cirurgia de glaucoma, mas não conseguem fazer os exames de risco cirúrgico”, ilustrou a sindicalista. De acordo com ela, os problemas já foram levados ao Conselho de Beneficiários do Ipsemg. “Mas as respostas são protocolares; não trazem uma solução”, lamentou.

O deputado Celinho Sintrocel (PCdoB) falou sobre a situação do Vale do Aço, onde os atendimentos do Ipsemg Saúde são feitos pelo Hospital Márcio Cunha. Segundo ele, servidores dormem na fila para marcar exames e consultas. Alguns chegam a esperar até 120 dias por uma consulta com especialista, de acordo com o parlamentar.

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“Os servidores estão passando por todo tipo de constrangimento. Precisamos de uma resposta imediata do Ipsemg. Não é possível continuar dessa forma”, afirmou Celinho Sintrocel. Ele fez um apelo pelo credenciamento de novas clínicas e hospitais na região.

Sindicato aponta redução de recursos do Estado

O Sindicato dos Servidores da Tributação, Fiscalização e Arrecadação (Sinfazfisco) fez um levantamento para comparar a evolução dos recursos financeiros do Estado e do Ipsemg entre 2019 e 2022. Segundo o secretário-geral da entidade, João Batista Soares, a Receita Corrente Líquida passou de R$ 64 bilhões para R$ 91 bilhões no período, enquanto a contribuição patronal para o Ipsemg Saúde caiu de R$ 938 milhões para R$ 605 milhões.

“E pensar que o Ipsemg já foi uma referência de atendimento”, lamentou a presidente do Sindicato dos Servidores do Ipsemg, Antonieta de Cássia Dorledo de Faria. Ela denunciou que o Hospital Israel Pinheiro, em Belo Horizonte, tem uma ala fechada há quase 15 anos. Também reclamou que os servidores estão há anos sem reajuste salarial e trabalham sobrecarregados. “A melhoria do Ipsemg passa pela valorização dos seus servidores”, defendeu.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público (Sindpúblicos-MG), Geraldo Antônio Henrique da Conceição, acrescentou que o Centro de Especialidades Médicas está esvaziado porque não tem médicos para prestar atendimento.

Deputada critica gestão do Ipsemg

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A deputada Beatriz Cerqueira (PT), que solicitou a realização da audiência pública, considerou graves as reclamações apresentadas pelos servidores e criticou a gestão do Ipsemg. “Os servidores contribuem todo mês para o Ipsemg Saúde, e ainda tem a contribuição patronal”, lembrou.

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A parlamentar destacou que as dificuldades no atendimento à saúde trazem prejuízos irreparáveis para os servidores. Ela disse que vai encaminhar um dossiê sobre os problemas apresentados na reunião para o governador Romeu Zema.

Beatriz Cerqueira ainda vai propor a realização de visitas ao Hospital Israel Pinheiro e ao Centro de Especialidades Médicas, para verificar as condições de atendimento nas duas unidades próprias do Ipsemg.

Ipsemg reitera compromisso com qualidade do serviço

O diretor de Políticas em Saúde do Ipsemg, Pedro William Ribeiro Diniz, admitiu que há deficiências no atendimento, mas reiterou o compromisso da instituição com a melhoria e a expansão dos serviços prestados aos servidores estaduais.

Segundo o diretor, o investimento em saúde efetivado pelo Ipsemg subiu de R$ 754 milhões em 2019 para R$ 1,2 bilhão em 2022. Sobre as variações na contribuição patronal, ele explicou que houve um aporte extraordinário do Tesouro Estadual entre 2019 e 2021 para sanear dívidas e regularizar pagamentos atrasados.

Pedro William Ribeiro Diniz disse ainda que há editais abertos para novos credenciamentos de clínicas especializadas, o que deve contemplar municípios que não contam com atendimento atualmente. Além disso, segundo ele, o Ipsemg trabalha para sanar as deficiências na marcação de consultas eletivas, uma das maiores dificuldades apontadas pelos servidores.

O diretor ainda destacou o compromisso do Ipsemg com a valorização de seus servidores e com a transparência de sua gestão.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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