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Terceirização e caos na educação de Betim pautam nova audiência

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Não bastasse os problemas provocados na rede pública de saúde, a insistência da Prefeitura Municipal de Betim (RMBH) em contratar as chamadas organizações sociais (OS) para terceirizar a prestação de serviços agora colocaria em risco também o sistema educacional do município.

Para debater o tema, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza audiência pública nesta quarta-feira (14/5/24), a partir das 16 horas, no Auditório José Alencar.

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O debate atende a requerimento da presidenta deste colegiado, deputada Beatriz Cerqueira (PT). No documento, ela reforça a necessidade de medidas urgentes para solucionar os graves problemas enfrentados sobretudo pelos trabalhadores da educação vinculados ao Instituto de Dignidade e Desenvolvimento Social (IDDS) que trabalham nas escolas públicas e nos centros infantis de Betim.

Na opinião da parlamentar, há risco iminente do comprometimento da prestação dos serviços educacionais à população betinense. Segundo ela, são cerca de 4 mil trabalhadores contratados via IDDS que atuam em 66 escolas municipais e 28 centros infantis municipais (CIM) na rede pública de educação em Betim, em substituição a convocação de candidatos aprovados em concursos públicos.

Além da queda da qualidade na prestação dos serviços, a lista de supostos abusos contra esses trabalhadores, segundo Beatriz Cerqueira, parece não ter fim: atrasos de salários, jornadas excessivas, desvio de função, falta de isonomia salarial, não pagamento de férias, vale-transporte e vale-alimentação, falta dos depósitos de FGTS, baixos salários, assédio moral e, ainda, práticas antissindicais, com demissões em massa.

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Também por iniciativa de Beatriz Cerqueira, a Comissão de Educação já havia realizado, em maio de 2023, audiência pública para debater a precarização da educação em Betim em que os mesmos problemas com o IDDS foram lembrados. Na oportunidade, Beatriz Cerqueira defendeu a nomeação dos aprovados em concurso público e criticou as contratações de professores por meio de OS.

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Nesta audiência, a parlamentar lamentou a ausência da secretária municipal de Educação, Marilene Silva Santana Pimenta, convidada mais uma vez para o debate desta quarta (15), e a falta de transparência nos critérios de contratação de trabalhadores pela OS.

Na avaliação da parlamentar, os problemas na pauta desta nova audiência, como a demissão em massa de profissionais, aliados à ausência de política de concurso público em Betim podem criar condições desfavoráveis a toda comunidade escolar, incluindo mães, pais e alunos. Entre elas, a diminuição da oferta de ensino à população no município.

A Prefeitura de Betim também tem sido alvo de críticas em virtude da suposta má gestão, sucateamento e opção prioritária pela terceirização dos mais variados serviços no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme denunciado em audiência da Comissão de Direitos Humanos realizada na cidade no final de abril.

Na saúde, conforme relatos, já atuam várias das chamadas organizações sociais de saúde (OSS), que já comandam duas unidades de pronto-atendimento (UPAs), Centro Materno-Infantil (CMI) e diversos serviços especializados, como oncologia, hemodiálise e oftalmologia.

Lista

Secretária municipal foi novamente convidada

Além da secretária municipal de Educação de Betim, para esta nova audiência pública foram convidados outros representantes da Prefeitura da cidade e, ainda, da Procuradoria Regional do Trabalho em Minas Gerais, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais e do próprio IDDS, no centro da polêmica.

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Também foram convidados representantes de entidades sindicais da educação, como do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute) e Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas do Estado de Minas Gerais.

Em seu site, o IDDS, que tem sede no Bairro Buritis, em Belo Horizonte, diz ser uma entidade que promove acesso ao trabalho em três eixos (serviços, socioassistencial e educação) “para garantir uma vida digna em sociedade”.

“Uma das formas de atuação do IDDS é gerar trabalho, treinar para o trabalho e intervir nas relações de trabalho. Seja como iniciativa social, ou como inciativa econômica cujo superavit é revertido às demais causas sociais que apoiamos, somos sempre apaixonados pelo trabalhar”, destaca a propaganda da instituição.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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