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Trabalhadores da Emater-MG reivindicam melhoria da remuneração e das condições de trabalho

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Com 2,6 milhões de atendimentos em 2023, a mais de 320 mil agricultores, em 811 municípios, tendo apenas 1762 trabalhadores (quase 30% na área administrativa), a Emater-MG, consegue ganhar prêmios nacionais por sua atuação na assistência técnica e na extensão rural. Se por um lado, os dados revelam o nível de excelência de atendimento de seus trabalhadores aos agricultores familiares, mostram também como as metas adotadas pela empresa mineira têm sido abusivas.

A conclusão é do diretor-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Extensão Rural de Minas Gerais (Sinter), Fábio Alves de Morais, que responsabilizou o atingimento de metas pelo adoecimento de colegas e suas famílias. Ele participou de reunião da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (28/5/24).

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O sindicalista citou prêmios ganhos pela Emater, como de melhor empresa de serviço agropecuário do Brasil (Globo Rural) e o Hugo Werneck, de sustentabilidade e amor a natureza, entre outros. “Conseguimos cumprir as metas à custa da sobrecarga de trabalho”, disse.

Sobre os salários dos trabalhadores, o sindicalista informou que a defasagem salarial perdura desde 2019, levando a uma perda total de 31,7% nos salários atuais. Outro problema apontado foi o deficit de quadros: em 2018, eram 1868 trabalhadores e hoje, 1762 (486 da área administrativa), revelando uma redução de 5,6% no quadro de trabalhadores.

Além disso, mais de 70% dos funcionários administrativos dos escritórios no interior são cedidos pelas prefeituras. A ampliação da terceirização foi denunciada por Fábio Morais, o qual afirmou que valores pagos pela terceirização saltaram neste governo de R$ 10,3 milhões para mais de 20 milhões, mostrando um crescimento de 154% de 2018 para cá.

Em relação ao plano de cargos e salários defendido pela categoria, o representante afirmou que a proposta elaborada pelo Sinter continua engavetada e o governo parece querer construir o plano sem a participação do sindicato. “Não queremos opinar, queremos participar; é um direito nosso, garantido por lei, que tem que ser cumprido”, afirmou.

Por fim, o sindicalista criticou o plano de demissão voluntária adotado na Emater, que seria, na sua opinião, mais uma forma de redução de funcionários. “O plano não tem sido atrativo; quando o candidato vê o salário e as vantagens, que são poucos, e vê as metas altas, prefere trabalhar na iniciativa privada”, constatou. E propôs a realização de novo concurso público imediatamente.

Presidente da empresa cita avanços em sua gestão

O presidente da Emater-MG, Otávio Martins Maia, destacou alguns avanços na sua gestão: a ampliação do atendimento de 795 municípios, há cinco anos, para 811. No período, foi possível aumentar em cerca de 500 o total de servidores da empresa pública, conseguindo reduzimos em 40% o número de satélites (agricultores de uma cidade atendidos por extensionistas sediados em outras). 

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Reforçou que a única opção de assistência técnica e extensão rural (ATER) para o agricultor familiar é a empresa. Nesse sentido, informou que tem pleiteado junto ao governo federal a liberação de recursos para ajudar na remuneração do pessoal de ATER. 

Citou ainda os investimentos para melhoria da infraestrutura dos escritórios locais, com mais de R$ 40 milhões. Falou da verba de R$ 4 milhões investida em qualificação, por meio de cursos, workshops e outros. Divulgou o incentivo dado pela empresa à formação profissional: quem faz uma graduação recebe aumento de 10% no salário e no caso de mestrado, o acréscimo chega a 17%. 

Quanto ao plano de cargos e salários, defendeu a elaboração de novo documento, com a participação do Sinter. E informou que até o fim de junho, fechará essa proposta internamente, para então discutir com o sindicato, de modo a concluí-la e entregá-la ao governo até o fim do ano. 

Em relação à remuneração, argumentou que a Emater e todo o Governo de Minas tem restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, devido ao Estado comprometer mais de 49% do orçamento com gastos de pessoal. Ainda assim, a autarquia conseguiu melhorar o valor do Vale Alimentação, que era de R$ 25, para R$ 75.

Assédio moral

Na reunião, a servidora Nágila Salmon denunciou que ela e outros servidores estariam sendo vítimas de assédio moral em Capelinha, por parte do gerente regional. Otávio Maia se colocou à disposição para conversar com a trabalhadora e outros que que passaram pela mesma situação.

José Ricardo Roseno, subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), lembrou que, na Emater, os momentos de negociação sempre são respeitosos. “São os dois lados da mesa querendo a mesma coisa, mas se deparam com restrições legais”, avaliou ele, que já foi presidente da Emater-MG.

Parlamentares vão cobrar respostas da empresa

A deputada Beatriz Cerqueira (PT), que solicitou a audiência, anunciou encaminhamentos em função das demandas trazidas. Sobre a progressão na carreira, reivindicada pela categoria, contextualizou que a Advocacia Geral do Estado tem o entendimento de que essa promoção não deve ser automática. No entanto, várias decisões judiciais têm outro posicionamento, de que os servidores têm, sim, direito à progressão automática. Por isso, propôs uma visita técnica à Emater, com a participação desses atores e, ainda, do Sinter, visando pacificar esse entendimento, o que apontaria para a revisão da posição da AGE.

Sobre as denúncias de assédio moral, a parlamentar anunciou que vai formalizá-las e encaminhá-las ao presidente da Emater-MG, solicitando ao comitê interno da empresa  que agilize a apuração desses casos. Propôs ainda formular um documento assinado pelos cinco deputados que participaram da audiência, colocando os pontos de negociação, para entrega ao governo.

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O vice-presidente da comissão, deputado Roberto Andrade (PRD), disse que recebeu pedido no sentido de que ajudasse no edital do novo concurso, e que contactou secretários como o de Governo, o deputado licenciado Gustavo Valadares, para viabilizar essa demanda. “Tenho grande respeito pela Emater; se for feita uma pesquisa sobre as empresas mais bem-vistas pela população, ela certamente estará na frente, por esse apoio que oferece ao agricultor familiar”, elogiou.

O deputado Leleco Pimentel (PT) ressaltou que a categoria tem sofrido perdas ao longo do governo de Romeu Zema (Novo), o que se agravou com a última proposta apresentada pelo Estado de recomposição salarial, de apenas 3,62%. O parlamentar enfatizou que o governo de Santa Catarina propôs um plano de carreira para os servidores da ATER. “Não podemos aceitar um governo que destrói. A Emater pertence ao povo mineiro!”, concluiu.

Por sua vez, o deputado Betão (PT) revelou que participava de reunião remota com servidores da Epamig, constatando que os problemas deles são os mesmos dos da Emater: falta de um plano de cargos e salários, remuneração defasada, más condições de trabalho, redução de quadros. “A meta deste governo é entregar tudo para a privatização, numa lógica de estado mínimo”, criticou.

Por fim, a 1ª-vice-presidente da Casa, deputada Leninha (PT), registrou o compromisso de seu mandato e do Parlamento mineiro de buscar soluções para melhorar as condições de trabalho na Emater-MG. “Precisamos garantir o fortalecimento da assistência técnica e da extensão rural para o homem do campo; e as pessoas que o atendem merecem ser valorizadas”, defendeu.

Entidades sindicais

José Cláudio Fidelis, da Federação Nacional dos Trabalhadores da ATER e da Pesquisa, do Setor Agrícola, divulgou que a entidade representava antes da pandemia 23 mil trabalhadores e que atualmente o número caiu para 20 mil. “Esse encolhimento de 13% mostra que a política de ATER está sendo desmantelada”, condenou. E finalizou: “Não se faz extensão rural, que apregoa a dignidade do agricultor familiar, sem atentar para a dignidade do próprio extensionista”.

Por último, Jairo Nogueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), refletiu que o problema da Emater ocorre em outras áreas do governo. “Também na Cemig, o salário está defasado, o plano de carreira é ruim, as metas são abusivas e o concurso que vai chamar agora é de 2018, feito no governo Pimentel, pois o atual não faz concurso”, criticou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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