Política
Trabalhadores denunciam precarização da educação em Betim

Trabalhadores da rede municipal de educação de Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte) reivindicam a continuidade das nomeações dos aprovados no último concurso público. Eles participaram de audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta segunda-feira (22/5/23).
Os servidores da educação reclamam que a prefeitura de Betim vem ocupando os cargos efetivos que estão vagos com contratados por uma organização social (OS): o Instituto Dignidade e Desenvolvimento Social (IDDS).
O resultado, segundo os professores efetivos, é a precarização da educação na rede municipal, devido aos baixos salários pagos pela OS, além de alta rotatividade dos profissionais contratados e falta de transparência na gestão.
Também há relatos de assédio moral, atrasos de salários, irregularidades na jornada de trabalho, atendimento inadequado a crianças com deficiência e até de bibliotecas fechadas por falta de bibliotecários.
Conforme os números apresentados pelo coordenador local do Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE), Luiz Fernando de Souza Oliveira, o total de servidores da rede municipal de Betim foi reduzido de 11.250 em 2014 para 7.717 atualmente. Esses números não levam em consideração as 35 escolas estaduais que foram municipalizadas por meio do projeto Somar.
A redução no número de servidores efetivos indicaria a substituição por contratados da OS, segundo o Sind-UTE. Do total de 960 cargos de professor da educação básica, apenas 398 são ocupados por servidores efetivos atualmente, o que significa que os demais 562 seriam contratados, como ilustrou Luiz Fernando de Souza Oliveira.
Alguns cargos não têm nenhum servidor efetivo porque nunca foi realizado concurso, de acordo com o Sind-UTE. É o caso do cargo de atendente de apoio pedagógico, que teria mil vagas para serem preenchidas.
“O que a prefeitura de Betim está fazendo é a entrega completa da rede municipal de ensino para a OS. Isso contraria a Constituição Federal e vai pôr fim à política pública de educação no município”, alertou Luiz Fernando de Souza Oliveira.
Para o Sind-UTE, as nomeações dos aprovados no concurso público homologado em dezembro de 2020 são importantes para garantir não só a qualidade da educação, mas também a sustentabilidade do Regime Próprio de Previdência Social dos professores municipais de Betim.
Nesta terça-feira (23), o sindicato tem uma reunião com a prefeitura de Betim para tratar da questão do concurso público. Luiz Fernando de Souza Oliveira espera um cronograma de nomeações dos aprovados e a abertura de concurso para os cargos com vagas em aberto.
O Conselho Municipal de Educação também defende as nomeações dos aprovados no concurso público em Betim. Segundo a presidente do órgão, Ana Paula Ribeiro Rosa, a alta rotatividade dos trabalhadores contratados pela OS tem prejudicado a organização pedagógica das escolas. Ela reclamou que as demandas encaminhadas à Secretaria Municipal de Educação ficam sem resposta.
A secretária municipal de Educação de Betim, Marilene Silva Santana Pimenta, foi convidada para a audiência pública, mas não compareceu, alegando conflitos de agenda.
Deputadas criticam contratações por OS
A presidenta da Comissão de Educação, deputada Beatriz Cerqueira (PT), defendeu a nomeação dos aprovados no concurso público e criticou as contratações de professores por meio de OS em Betim. “OS é um nome bonitinho para uma empresa que lucra prestando um serviço de péssima qualidade. É inegável o prejuízo para a escola”, afirmou.
A parlamentar lamentou a ausência da secretária municipal de Educação e a falta de transparência nos critérios de contratação de trabalhadores pela OS. Ela também alertou para a precarização dos vínculos de trabalho, a alta rotatividade dos professores e o risco de sucateamento do sistema previdenciário, com a redução do número de servidores efetivos.
A vice-presidenta da Comissão de Educação, deputada Macaé Evaristo (PT), considerou lamentável a situação da rede municipal de ensino de Betim, que já foi em exemplo de boas práticas, segundo ela. “Quando se precariza a escola pública, estamos atentando contra o direito à educação”, afirmou.
Ao final da audiência, a deputada Beatriz Cerqueira anunciou que vai cobrar providências para os problemas relatados pelos professores de Betim. As irregularidades denunciadas na gestão das escolas serão encaminhadas à Secretaria Municipal de Educação e a órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público do Trabalho. Os requerimentos serão aprovados na próxima reunião da comissão.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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