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Trabalho de comunidades terapêuticas na berlinda na Zona da Mata

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A suposta ameaça ao funcionamento na Zona da Mata das chamadas comunidades terapêuticas, instituições da sociedade civil que abrigam e recuperam dependentes químicos, foi o tema central da audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (18/9/23) em Juiz de Fora, naquela região, pela Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Uma operação do Ministério Público já fiscalizou 11 das cerca de 30 instituições desse tipo já identificadas na região, e embora não tenha sido divulgado um balanço oficial da ação, algumas dessas instituições teriam sido interditadas enquanto todas as demais foram proibidas de receberem novos internos.

A autora do requerimento para realização da audiência pública, deputada Delegada Sheila (PL), que também preside a comissão, destacou que a reunião foi uma oportunidade diálogo e entendimento entre os dois lados da questão, defendendo uma parceria entre essas instituições e a chamada rede de atenção psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A parlamentar, que definiu a ameaça das drogas como o “problema do século”, lembrou que é preciso somar esforços para vencê-lo até porque o poder público não consegue dar conta de tudo.

“A grande maioria dos crimes violentos atualmente têm sempre a questão das drogas envolvida. Então poder público e sociedade civil têm mesmo que se unir para trabalhar nos quatro eixos necessários, que são a prevenção, a repressão, a recuperação, e é aqui que entram as comunidades terapêuticas, e ainda a questão social visando a reinserção desses indivíduos recuperados na sociedade”, pontuou Delegada Sheila.

Segundo o coordenador regional das promotorias de saúde, promotor Rodrigo Barros, a fiscalização do MP, que começou em março na Zona da Mata mas neste segundo semestre estaria acontecerndo em todo o Estado, visou sobretudo as comunidades terapêuticas que recebem recursos públicos. O governo estadual financia hoje 56 instituições que atuam na prevenção ao uso de drogas e na recuperação de dependentes químicos. Desse total, 43 são comunidades terapêuticas.

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“Em linhas gerais, nosso objetivo é regularizar o funcionamento dessas instituições para garantir uma assistência adequada. Mas em todas elas encontramos irregularidades graves”, afirmou.

Entre os problemas listados por ele está a ausência de atendimento médico contínuo e de projetos terapêuticos singulares dos pacientes, de equipes multidisciplinares, de interlocução no tratamento com a rede regional de atenção psicossocial, além de irregularidades na administração e guarda de medicamentos.

“Em algumas delas encontramos pessoas que nem estão no perfil comunidades terapêuticas, como idosos que se tornaram moradores e pessoas portadoras de transtorno mental, como a esquizofrenia”, completou Rodrigo Barros. Além da Vigilância Sanitária, as vistorias foram acompanhadas pela coordenação de saúde mental estadual e municipal e, no caso desses pacientes irregulares, as pessoas foram encaminhadas para outros serviços regulares.

Ainda segundo o promotor, diante das sabidas deficiências no atendimento público, o MP vem cobrando de Estado e município que instalem unidades de acolhimento já previstas pelo SUS que desempenham função similar à das comunidades terapêuticas. Juiz de Fora já teria se comprometido a instalar um serviço desse tipo na cidade.

Entidades denunciam generalização e abusos

Abraão Gerson Ribeiro, do Centro Social da Casa Nova, situado no Bairro Benfica, em Juiz de Fora, denuncia excessos na fiscalização.

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“Não somos contra a fiscalização, não queremos nenhum privilegio, mas queremos uma ação proporcional das autoridades. Não foi dado prazo a nenhuma comunidade terapêutica para se adequar as supostas normas. O Ministério Público está pegando uma situação isolada e generalizando”, criticou.

Segundo ele, o poder público não oferece alternativas suficientes e eficientes para a recuperação de dependentes químicos na Zona da Mata. Juiz de Fora, conforme lembrou, tem apenas um Centro de Referência em Saúde Mental Álcool e Drogas (Caps-AD) para atender toda população da cidade, em torno de 540 mil habitantes. “O MP está exigindo das comunidades terapêuticas o que deveria exigir também dos serviços de saúde mental”, pontuou.

A subsecretária de Políticas Sobre Drogas, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Cláudia Gonçalves Leite, destacou que o Executivo já está reestruturando a área, num trabalho em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Isso segundo ela permitirá, por exemplo, a reativação já no próximo mês do Centro de Referência para Álcool e Drogas (Cread) que prestará atendimento de forma presencial e por telefone.

Por fim, a audiência pública da Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas também oficializou a criação do Movimento “Minas Sem Drogas”, que pretende realizar campanhas de conscientização sobre os riscos da liberação das drogas no país. Também foram entregues diplomas referentes a votos de congratulação aos responsáveis por operação policial contra o tráfico de drogas na região.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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