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Trabalho infantil cresce 7% no Brasil entre 2019 e 2022

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O trabalho infantil aumentou 7% em todo o Brasil entre 2019 e 2022. Os dados compilados pela Superintendência Regional do Trabalho foram apresentados em reunião da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta segunda-feira (6/5/24).

A requerimento da deputada Ana Paula Siqueira (Rede), a comissão reuniu autoridades e especialistas para debater os desafios para as políticas públicas de combate à exploração do trabalho infantil.

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Os números da pesquisa sobre a ocorrência do trabalho infantil foram extraídos da Pnad Contínua do IBGE e apresentados pela coordenadora do Fórum de Enfrentamento e Combate ao Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente, Elvira Cosendey.

Segundo Elvira Cosendey, os números evidenciam que, em todo o País, 123 mil crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos passaram a trabalhar entre 2019 e 2022. Por outro lado, em Minas Gerais, houve redução de 16% no trabalho infantil nesse período.

Já em Belo Horizonte, houve um crescimento de 35%. Isso significa que quase 12 mil crianças e adolescentes passaram a trabalhar na Capital. Para enfrentar essa situação, Elvira Cosendey defendeu que os prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte façam um pacto para articular ações de combate ao trabalho infantil.

O superintendente regional do Trabalho, Carlos Calazans, lamentou a piora do quadro de exploração do trabalho infantil em todo o País. “Cada vez mais, são crianças de menos idade em trabalhos cada vez mais pesados, apesar de todos os avanços da modernidade. Isso é uma calamidade. Esses números mostram que estamos falhando como civilização”, afirmou.

Crianças vulneráveis são cooptadas pelo tráfico de drogas

Em todo o mundo, 152 milhões de crianças e adolescentes estão submetidas ao trabalho infantil. No Brasil, estão nessa situação 1,8 milhão de crianças e adolescentes, dos quais 288 mil vivem em Minas Gerais. Desse total, quase 120 mil exercem alguma das piores formas de trabalho infantil, como o tráfico de drogas.

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Os dados são da pesquisa “Trabalho infantil e tráfico de drogas: Entre a proteção e a criminalização de jovens em Belo Horizonte”, apresentada pela pesquisadora da UFMG Christiane Matozinho. De acordo com ela, o tráfico é o principal motivo para o encarceramento juvenil.

A pesquisa, conduzida na Zona Leste de Belo Horizonte, traçou um perfil de crianças e adolescentes aliciados pelo tráfico. Em comum, eles vivem em lares liderados por mulheres, têm pais que foram assassinados ou encarcerados, vivenciam casamentos precoces e têm um histórico de trabalho infantil na família.

Christiane Matozinho explicou que as crianças em situação de vulnerabilidade começam a trabalhar muito cedo, entre 6 e 8 anos de idade, vendendo alimentos na rua. Por volta dos 11 anos, elas deixam essa atividade e, por terem deixado de frequentar a escola, não conseguem uma oportunidade de trabalho na condição de aprendiz.

Com isso, os adolescentes acabam cooptados pelo tráfico de drogas. Nessa atividade, eles chegam a trabalhar em “plantões” de 12 horas no turno da noite, portanto não têm condições de frequentar a escola. Além disso, estão expostos à violência inerente a essa atividade. “Se vender bala na rua já é uma violação dos direitos dessas crianças e adolescentes, o tráfico é uma violência maior ainda”, afirmou a pesquisadora.

Governos atuam no combate ao trabalho infantil

Para enfrentar o trabalho infantil, o Governo do Estado atua na orientação aos municípios. A diretora estadual de Políticas para Crianças e Adolescentes, Eliane Quaresma, informou que em junho será oferecido um curso a distância para capacitação de conselheiros tutelares.

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Outra frente de atuação em âmbito estadual são as campanhas de conscientização sobre os malefícios do trabalho infantil. A campanha lançada em dezembro do ano passado estimula as pessoas a encaminharem denúncias por meio do serviço Disque 100.

Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Educação foca no diálogo com a comunidade escolar para conscientizar os alunos sobre o trabalho infantil, segundo a diretora de Políticas Intersetoriais, Marília de Dirceu Salles Dias. Ela também explicou que é feito um monitoramento da frequência escolar para identificar possíveis casos de evasão de crianças e adolescentes que trabalham.

Na Secretaria Municipal de Assistência Social, é feita uma busca ativa nos territórios com ocorrência de trabalho infantil, garantiu o diretor de Proteção Social, Marcel Belarmino de Sousa. Ele lamentou a redução do orçamento federal da assistência social entre 2016 e 2022 e defendeu a colaboração intersetorial para se garantir a efetiva proteção de crianças e adolescentes.

Deputada lembra malefícios do trabalho infantil

A deputada Ana Paula Siqueira lembrou que o trabalho seguro é garantido a partir dos 14 anos de idade e lamentou os dados que evidenciam o agravamento da exploração do trabalho infantil. Ela ressaltou que essa prática traz grandes prejuízos para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

A parlamentar destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura os direitos desse segmento da população. “É dever da família, da sociedade e do poder público zelar pela proteção de nossas crianças e adolescentes. É inadmissível presenciar uma situação de violação de direitos e não tomar nenhuma atitude”, afirmou.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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