Política
Votação de parecer sobre teto de gastos é postergada

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) só deverá retomar no dia 20 de novembro a análise do Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/23, de autoria do governador Romeu Zema, que fixa um teto de gastos para o Estado. Esse projeto é um pré-requisito para a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que fixa as regras para a renegociação da dívida do Estado com a União.
A decisão de postergar a votação do parecer da CCJ ao PLC 38/23 foi anunciada pelo presidente da Comissão, deputado Arnaldo Silva (União), durante a reunião realizada nesta quarta-feira (8/11/23). O deputado assumiu a relatoria do projeto. Logo no início da reunião, ele anunciou a distribuição de cópias de seu parecer (avulsos) para os demais deputados, informando em seguida que o texto só voltará a ser analisado em reunião marcada para segunda-feira, dia 20 de novembro.
O texto apresentado por Arnaldo Silva conclui pela legalidade do projeto na forma de um novo texto, o substitutivo nº 1. Esse novo texto promove diversas alterações. Entre elas, acrescenta um parágrafo que assegura aos servidores do Estado a revisão anual de salários, mesmo durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal.
Ao anunciar a decisão de postergar a análise do projeto, o deputado Arnaldo Silva explicou que, até o dia 20, ele e outros parlamentares irão procurar o presidente da Assembleia, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), para que o Legislativo estadual tome a iniciativa de buscar na Capital federal um novo caminho para resolver o impasse relativo à dívida de Minas com a União.
Em seu parecer, o deputado Arnaldo Silva aponta três alterações principais no projeto original apresentado pelo Poder Executivo. O parágrafo 1º do artigo 1º é alterado para excluir a delimitação do período em que será aplicada a limitação do crescimento anual das despesas primárias do Estado. Dessa maneira, exclui-se do projeto a explicitação de que essa limitação deverá ser aplicada nos três exercícios financeiros subsequentes àquele em que tenha sido feito o pedido de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal.
O novo texto também acrescenta mais dois parágrafos ao artigo 1º. O parágrafo 7º fixa o modo como será apurado o crescimento das despesas primárias em relação ao conjunto dos Poderes e órgãos do Estado. Desta forma, ele determina que o limite no crescimento das despesas do Estado será apurado com base no crescimento das despesas primárias dos três Poderes, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Defensoria Pública, cabendo ao Executivo assumir a compensação de eventual crescimento das despesas dos demais Poderes e órgãos acima do referido limite, com o objetivo de garantir o cumprimento de normas constitucionais e legais.
Já o parágrafo 8º determina que, durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, fica assegurado o cumprimento do disposto no inciso X do “caput” do artigo 37 da Constituição Federal. Esse inciso determina que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios respeitará a regra de que a remuneração dos servidores públicos e os subsídios somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
Deputados elogiam postergação da votação de parecer
A decisão do presidente da CCJ de postergar a votação do parecer ao PLC 38/23 foi elogiada sucessivamente pelo deputado Sargento Rodrigues (PL) e pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). Sargento Rodrigues disse concordar com Arnaldo Silva de que a única saída possível para a dívida de Minas é a negociação política. “Não existe outra solução. A solução não é arrebentar com servidor público para que ele atenda desmotivado a população. O nosso momento de fiscalizar e dizer não é agora”, declarou.
Sargento Rodrigues afirmou que o governador tem a obrigação de procurar o presidente do Senado, o mineiro Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “O Zema tem que bater na porta do senador Rodrigo Pacheco. Como podemos ignorar a força política que o senador tem nesse processo?“, questionou.
O deputado Lucas Lasmar (PT) defendeu que a negociação com o governo federal leve em conta a contribuição de Minas Gerais para a produção do superávit da balança comercial brasileira.
A deputada Beatriz Cerqueira e o deputado Doutor Jean Freire (PT) fizeram uma convocação aos servidores para que reforcem a mobilização contra a aprovação do RRF. “Se não houver um movimento ainda maior do que no dia 7, não vamos conseguir os votos necessários aqui dentro. É preciso muita pressão. Bastam 39 votos sim para inserir Minas Gerais em um congelamento de investimentos por mais de uma década”, advertiu Beatriz Cerqueira.
Fonte: Assembleia Legislativa de MG


ESPORTES
De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.
No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.
“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.
Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.
Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.
Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.
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