Rural
FS inaugurou a 3a fábrica em MT e pode se tornar uma das 5 do mundo em captura e estocagem de carbono

A empresa “FS – Fueling Sustainability”, que tem 3 unidades em Mato Grosso (Lucas do Rio Verde e Sorriso – desde 2017 -, e inaugurou em 1º de maio, de sua terceira indústria, em Primavera do Leste) está em vias de se tornar uma das cinco empresas do mundo a implementar o sistema Bioenergy with carbon capture and storage – BECCS (Bioenergia com captura e estocagem de carbono).
O BECCS é um conjunto de tecnologias que associa empregos da energia de biomassa a captura e armazenamento de carbono em grande escala permitindo “sequestrar” o carbono presente na atmosfera.
A FS, que já é a primeira e maior produtora de etanol do Brasil (a empresa utiliza apenas milho na fabricação dos seus produtos: etanol, nutrição animal e energia elétrica), está empenhada em ser reconhecida não apenas por reduzir as emissões de CO2 na atmosfera, mas também por remover CO2 do meio ambiente. Seu inovador sistema envolve a captura, compressão e transporte do CO2 emitido pela fábrica de Lucas do Rio Verde até um local de armazenamento subterrâneo.
Com a implementação do BECCS a empresa será, além de uma das poucas do mundo a utilizar esta tecnologia, como também a primeira do programa RenovaBio, uma iniciativa do Ministério de Minas e Energia que incentiva a produção de biocombustíveis. A adoção do BECCS pela FS faz parte de um conjunto de seis compromissos de longo prazo (Compromisso de Sustentabilidade FS 2030 ) que a empresa assumiu com a sociedade, baseados nos “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” das Organizações das Nações Unidas e em linha com o Acordo de Paris.
As seis metas da FS são:
• Reduzir o consumo de água em 5%.
• Reduzir a destinação de resíduos orgânicos para aterros sanitários em 80%.
• Ter 60% dos efluentes utilizados para fertirrigação.
• Desenvolver um programa de formação técnica e atingir 70% dos funcionários de suas indústrias.
• Atingir 40% de diversidade em posição de liderança (mulheres, não-brancos, LGBTI+ e PCDs).
• Aplicar a política socioambiental para 100% garantindo zero desmatamento, não uso de terras protegidas e sem trabalho análogo ao escravo.
QUEM É – A FS é formada por uma joint venture: o Summit Agricultural Group, que proximidade com a produção de etanol de milho americano e a Tapajós Participações S/A, com ampla experiência no agronegócio brasileiro.
A empresa iniciou suas operações em 2017 e hoje, com três unidades em Mato Grosso e escritório em São Paulo, é a primeira produtora de etanol do Brasil 100% a partir do milho, além de ter tecnologia de ponta para a fabricação de produtos para Nutrição Animal, óleo de milho e energia elétrica.
PRIMAVERA – Na fábrica inaugura há menos de 30 dias em Primavera do Leste foram investidos R$ 1,9 bilhão gerando cerca de 8 mil empregos indiretos durante a fase de obras e mais 205 a partir do início das operações. A capacidade total de produção da nova unidade por ano é de 585 milhões de litros de etanol e 570 mil toneladas de DDGs (Dried Distillers Grains, grãos secos de destilaria).
Capacidade produtiva da unidade de Primavera do Leste:
- 1,3 milhão de toneladas de milho;
- 585 milhões de litros de etanol;
- 18 mil toneladas de óleo de milho;
- 570 mil toneladas de DDGs;
- 191 megawatts de energia elétrica
“Inicialmente prevista para o final desse semestre, conseguimos trabalhar de forma eficiente e antecipar o início das operações”, explicou Rafael Abud, CEO da FS.
“Primavera do Leste é uma região muito importante para a FS devido à grande oferta de milho e sua localização estratégica para distribuição dos nossos produtos”, completou Abud. Com a entrada em operação da unidade de Primavera do Leste, a empresa se tornou uma das quatro maiores produtoras de etanol do Brasil, alcançando capacidade produtiva de mais de 2 bilhões de litros de etanol/ano.
E não para por aí, a empresa pretende abrir mais unidades industriais em Mato Grosso para atingir uma capacidade produtiva de 5 bilhões de litros de etanol por ano, até 2026.
Fonte: Pensar Agro


GENTE QUE ALIMENTA
A Explosão nos Preços do Café: Como os Desafios Climáticos e o Mercado Global Impactaram a Safra de 2024

Minas Gerais, que representa aproximadamente 30% da produção nacional de café, teve sua safra de 2024 seriamente comprometida pelas condições climáticas adversas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do grão no estado caiu 3,3% em relação ao ano anterior, totalizando 28,05 milhões de sacas de 60 quilos. Esse número ficou abaixo das expectativas iniciais, que previam uma safra de 30,1 milhões de sacas, 4,1% maior que a de 2023.
As mudanças climáticas, exacerbadas por fenômenos como o El Niño, trouxeram temperaturas mais altas do que o normal, estresse hídrico severo e uma seca prolongada, fatores que dificultaram o desenvolvimento saudável dos cafezais. Além disso, eventos pontuais de granizo também contribuíram para a perda de produção em algumas regiões cafeeiras de Minas Gerais. O café, como planta de clima tropical, é especialmente sensível a variações extremas de temperatura e precipitação, e esses eventos adversos afetaram tanto a qualidade quanto a quantidade da safra. A valorização da saca de café, que já era um reflexo das flutuações do mercado global, alcançou níveis impressionantes em 2024, com uma alta média de 115% de janeiro a dezembro.
A Escassez Global e o Impacto no Mercado

Colheita de Café na Colômbia
No cenário internacional, a produção de café também enfrentou dificuldades. O Vietnã, maior produtor de café robusta do mundo, foi afetado por uma forte seca, o que reduziu significativamente sua produção. Já a Colômbia, tradicionalmente conhecida pela produção de café arábica de alta qualidade, também sofreu com chuvas irregulares e problemas fitossanitários, o que resultou em uma redução expressiva no volume exportado.
Esses problemas climáticos não são fenômenos isolados, mas fazem parte de uma tendência crescente de instabilidade climática nos principais países produtores de café. O impacto global dessa queda na produção gerou um descompasso entre oferta e demanda, o que resultou em um aumento acentuado nos preços do café no mercado internacional. Com a escassez de grãos de qualidade, os preços dispararam, e o café, que já é um dos produtos mais negociados no mundo, se tornou ainda mais valorizado.
A Valorização da Saca de Café
O reflexo dessa escassez foi sentido diretamente no preço do café, que viu uma valorização de quase 115% do início de janeiro até meados de dezembro de 2024. Essa alta é uma das mais expressivas da história recente, e os impactos podem ser sentidos tanto no campo quanto nas prateleiras de supermercados. Produtores e cooperativas, que viram suas margens de lucro crescerem, enfrentam, no entanto, o dilema de como equilibrar os custos de produção, que também aumentaram, especialmente devido ao uso de tecnologias e insumos para mitigar os efeitos da seca.
A Cooxupé, uma das maiores cooperativas de café do mundo, com sede em Minas Gerais, tem monitorado de perto essas flutuações e auxiliado os produtores a gerenciar as consequências das condições climáticas extremas. A cooperativa, que tem grande participação na comercialização do café brasileiro, também se preocupa com o impacto da alta de preços sobre os consumidores, que podem ver o aumento refletido no preço do café torrado e moído.
O Futuro da Produção de Café no Brasil

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A situação de 2024 levanta questões importantes sobre o futuro da produção de café no Brasil e no mundo. O aumento nas temperaturas médias, a maior frequência de secas e a irregularidade das chuvas estão criando um cenário de incerteza para os produtores. Cientistas e agrônomos têm se dedicado a estudar novas variedades de café mais resistentes ao estresse hídrico e a mudanças climáticas. Além disso, práticas agrícolas sustentáveis, como o uso de tecnologias para otimização do uso da água e o controle de pragas, ganham cada vez mais importância.
O Brasil, que já ocupa a posição de maior produtor de café do mundo, precisa investir em inovação tecnológica e em práticas de cultivo adaptativas para manter sua competitividade no mercado global. A boa notícia é que, apesar das adversidades enfrentadas em 2024, o país ainda tem um enorme potencial de produção, e muitos agricultores têm se mostrado resilientes, ajustando suas práticas para lidar com as mudanças climáticas e minimizar seus impactos.
Conclusão: Desafios e Oportunidades
A safra de café de 2024 foi marcada por desafios climáticos significativos, mas também por uma alta expressiva nos preços, consequência da escassez de grãos no mercado internacional. A combinação entre clima adverso no Brasil e em outros países produtores, juntamente com uma oferta limitada de café, levou a uma valorização histórica da saca de café, com impacto direto tanto para produtores quanto para consumidores.
O futuro da cafeicultura no Brasil depende de uma abordagem estratégica que combine inovações tecnológicas, práticas sustentáveis e uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos. Com o mercado global cada vez mais volátil, o Brasil, e especialmente Minas Gerais, têm a oportunidade de continuar sendo líderes na produção mundial de café, mas a adaptação às mudanças climáticas será fundamental para garantir a sustentabilidade a longo prazo do setor.
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Reportagem e pesquisa feitas por Alex Cavalcante – Jornalista e Técnico em Agropecuária – Ex-chefe de AGricultura e Meio Ambiente de Alpinópolis https://www.instagram.com/gmaisbrazil/
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