Só falta a lesgislção soltar a cordinha

Queijo de Leite Cru Ganha Reconhecimento Mundial pela Unesco

Enquanto o Queijo Minas Artesanal brilha no cenário mundial com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, os pequenos produtores ainda enfrentam entraves burocráticos no Brasil. O governador Romeu Zema e o secretário Leônidas Oliveira celebram a conquista e reforçam a luta por mudanças que valorizem quem mantém viva essa tradição secular.

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Enquanto o Queijo Minas Artesanal brilha no cenário mundial com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, os pequenos produtores ainda enfrentam entraves burocráticos no Brasil. O governador Romeu Zema e o secretário Leônidas Oliveira celebram a conquista e reforçam a luta por mudanças que valorizem quem mantém viva essa tradição secular.

 

O reconhecimento do Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco celebra os tradicionais modos de produção que, há mais de 300 anos, são uma marca da identidade e cultura mineira. Esse título reforça a importância do queijo tanto no mercado nacional quanto internacional, além de impulsionar o turismo e a economia nas regiões produtoras.

Entretanto, mesmo com o reconhecimento global, pequenos produtores enfrentam desafios devido à legislação sanitária brasileira. Normas rígidas, muitas vezes inadequadas à realidade das propriedades familiares, dificultam a comercialização e punem injustamente esses produtores, que seguem métodos tradicionais, mecanismos que levaram ao reconheicmento mundial.

Os produtores da região da Serra da Canastra, especialmente de São Roque de Minas, têm liderado a mobilização para superar esses entraves. Com o apoio de entidades como a APROCAN (Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal) e lideranças regionais, eles estão organizando uma audiência pública em Brasília para debater soluções e propor mudanças na legislação que valorizem a produção artesanal.

O deputado federal Maurício do Vôlei (PL) abraçou a iniciativa e pretende atuar para dar visibilidade à causa no Congresso Nacional. Ele ressaltou a importância de “garantir que o reconhecimento internacional se traduza em benefícios concretos para os pequenos produtores”.

Além disso, o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, destacou a relevância dessa luta para fortalecer a economia criativa no estado: “O título da Unesco é um marco, mas precisamos alinhar políticas públicas para que o pequeno produtor tenha as condições de expandir seu mercado e continuar preservando nossas tradições culturais”.

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Com a união de produtores, lideranças políticas e entidades representativas, a expectativa é que a audiência pública promova mudanças significativas, assegurando que o Queijo Minas Artesanal continue sendo um símbolo da riqueza cultural e da diversidade brasileira.

Vale ressaltar que essa luta se arrasta por décadas e para chegar até esse reconhecimento mundial tornando o queijo de leite cru um bem cultural como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco segue um rigoroso processo que valoriza práticas, tradições e expressões culturais únicas, contribuindo para a diversidade cultural global. A seleção começa com a inscrição da candidatura, geralmente apresentada por instituições governamentais ou entidades de preservação cultural, como o Iphan no caso brasileiro.

O processo envolve:
1. Documentação Detalhada: A candidatura deve incluir informações completas sobre o bem cultural, como sua história, métodos de transmissão e importância para a comunidade local. No caso do Queijo Minas Artesanal, destacou-se o uso de técnicas tradicionais, como o “pingo”, e o papel histórico e econômico dessa prática para os produtores de Minas Gerais.
2. Envolvimento da Comunidade: Um critério essencial é a participação ativa das comunidades envolvidas na prática cultural, garantindo que o reconhecimento fortaleça sua continuidade e valorize as pessoas que mantêm a tradição viva.
3. Avaliação Técnica: Especialistas do Comitê Intergovernamental da Unesco analisam os dossiês, verificando se o bem atende aos critérios estabelecidos, como representar uma prática única, promover o respeito à diversidade cultural e estar em risco de desaparecimento.
4. Aprovação pelo Comitê: Após a análise técnica, o Comitê da Unesco, composto por representantes de diferentes países, vota sobre a inscrição do bem na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

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Esse reconhecimento não apenas promove a valorização cultural e econômica do bem, mas também traz responsabilidades de preservação, garantindo que práticas tradicionais como o Queijo Minas Artesanal sejam protegidas e perpetuadas para as próximas gerações.

 

 

Governo de Minas Celebra Conquista

O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, e o governador Romeu Zema têm desempenhado um papel fundamental na valorização do patrimônio cultural do estado. Sob a gestão de Leônidas, foram promovidas iniciativas estratégicas que destacam Minas Gerais como um polo de turismo e preservação cultural, como o reconhecimento do Queijo Minas Artesanal pela Unesco.

Leônidas tem enfatizado a importância de alinhar conquistas internacionais a políticas públicas que fortaleçam a economia criativa e a identidade cultural do estado. “Esse título da Unesco é um símbolo de nossa riqueza cultural, mas também um estímulo para ações que consolidem Minas como referência mundial no turismo cultural”, destacou.

O governador Zema, por sua vez, tem demonstrado compromisso com o fortalecimento das cadeias produtivas ligadas à cultura e ao turismo, garantindo investimentos e suporte institucional para projetos que conectam a tradição mineira ao desenvolvimento econômico sustentável. Sua gestão tem priorizado iniciativas que unem valorização cultural e progresso social, reforçando Minas Gerais como um estado de vanguarda na preservação de seus tesouros históricos e gastronômicos.

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Alex Cavalcante Gonçalves é repórter e criador do portal Gmaisbrazil e da Pauta do Dia – Técnico em Agropecuária e Assessor Parlamentar 

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GENTE QUE ALIMENTA

A Explosão nos Preços do Café: Como os Desafios Climáticos e o Mercado Global Impactaram a Safra de 2024

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Minas Gerais, que representa aproximadamente 30% da produção nacional de café, teve sua safra de 2024 seriamente comprometida pelas condições climáticas adversas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do grão no estado caiu 3,3% em relação ao ano anterior, totalizando 28,05 milhões de sacas de 60 quilos. Esse número ficou abaixo das expectativas iniciais, que previam uma safra de 30,1 milhões de sacas, 4,1% maior que a de 2023.

As mudanças climáticas, exacerbadas por fenômenos como o El Niño, trouxeram temperaturas mais altas do que o normal, estresse hídrico severo e uma seca prolongada, fatores que dificultaram o desenvolvimento saudável dos cafezais. Além disso, eventos pontuais de granizo também contribuíram para a perda de produção em algumas regiões cafeeiras de Minas Gerais. O café, como planta de clima tropical, é especialmente sensível a variações extremas de temperatura e precipitação, e esses eventos adversos afetaram tanto a qualidade quanto a quantidade da safra.   A valorização da saca de café, que já era um reflexo das flutuações do mercado global, alcançou níveis impressionantes em 2024, com uma alta média de 115% de janeiro a dezembro.

A Escassez Global e o Impacto no Mercado

Colheita de Café na Colômbia

No cenário internacional, a produção de café também enfrentou dificuldades. O Vietnã, maior produtor de café robusta do mundo, foi afetado por uma forte seca, o que reduziu significativamente sua produção. Já a Colômbia, tradicionalmente conhecida pela produção de café arábica de alta qualidade, também sofreu com chuvas irregulares e problemas fitossanitários, o que resultou em uma redução expressiva no volume exportado.

Esses problemas climáticos não são fenômenos isolados, mas fazem parte de uma tendência crescente de instabilidade climática nos principais países produtores de café. O impacto global dessa queda na produção gerou um descompasso entre oferta e demanda, o que resultou em um aumento acentuado nos preços do café no mercado internacional. Com a escassez de grãos de qualidade, os preços dispararam, e o café, que já é um dos produtos mais negociados no mundo, se tornou ainda mais valorizado.

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A Valorização da Saca de Café

O reflexo dessa escassez foi sentido diretamente no preço do café, que viu uma valorização de quase 115% do início de janeiro até meados de dezembro de 2024. Essa alta é uma das mais expressivas da história recente, e os impactos podem ser sentidos tanto no campo quanto nas prateleiras de supermercados. Produtores e cooperativas, que viram suas margens de lucro crescerem, enfrentam, no entanto, o dilema de como equilibrar os custos de produção, que também aumentaram, especialmente devido ao uso de tecnologias e insumos para mitigar os efeitos da seca.

A Cooxupé, uma das maiores cooperativas de café do mundo, com sede em Minas Gerais, tem monitorado de perto essas flutuações e auxiliado os produtores a gerenciar as consequências das condições climáticas extremas. A cooperativa, que tem grande participação na comercialização do café brasileiro, também se preocupa com o impacto da alta de preços sobre os consumidores, que podem ver o aumento refletido no preço do café torrado e moído.

O Futuro da Produção de Café no Brasil

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A situação de 2024 levanta questões importantes sobre o futuro da produção de café no Brasil e no mundo. O aumento nas temperaturas médias, a maior frequência de secas e a irregularidade das chuvas estão criando um cenário de incerteza para os produtores. Cientistas e agrônomos têm se dedicado a estudar novas variedades de café mais resistentes ao estresse hídrico e a mudanças climáticas. Além disso, práticas agrícolas sustentáveis, como o uso de tecnologias para otimização do uso da água e o controle de pragas, ganham cada vez mais importância.

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O Brasil, que já ocupa a posição de maior produtor de café do mundo, precisa investir em inovação tecnológica e em práticas de cultivo adaptativas para manter sua competitividade no mercado global. A boa notícia é que, apesar das adversidades enfrentadas em 2024, o país ainda tem um enorme potencial de produção, e muitos agricultores têm se mostrado resilientes, ajustando suas práticas para lidar com as mudanças climáticas e minimizar seus impactos.

Conclusão: Desafios e Oportunidades

A safra de café de 2024 foi marcada por desafios climáticos significativos, mas também por uma alta expressiva nos preços, consequência da escassez de grãos no mercado internacional. A combinação entre clima adverso no Brasil e em outros países produtores, juntamente com uma oferta limitada de café, levou a uma valorização histórica da saca de café, com impacto direto tanto para produtores quanto para consumidores.

O futuro da cafeicultura no Brasil depende de uma abordagem estratégica que combine inovações tecnológicas, práticas sustentáveis e uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos. Com o mercado global cada vez mais volátil, o Brasil, e especialmente Minas Gerais, têm a oportunidade de continuar sendo líderes na produção mundial de café, mas a adaptação às mudanças climáticas será fundamental para garantir a sustentabilidade a longo prazo do setor.

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Reportagem e pesquisa feitas por Alex Cavalcante – Jornalista e Técnico em Agropecuária – Ex-chefe de AGricultura e Meio Ambiente de Alpinópolis https://www.instagram.com/gmaisbrazil/

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