Saúde

80% dos enfermeiros mortos por Covid no Brasil tinham menos de 60 anos

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Fiocruz: 80% dos enfermeiros mortos por Covid-19 no Brasil tinham menos de 60 anos
Vinícius Lemos – @oviniciuslemos – Da BBC News Brasil em São Paulo

Fiocruz: 80% dos enfermeiros mortos por Covid-19 no Brasil tinham menos de 60 anos

Cerca de 80% dos profissionais de enfermagem mortos por Covid-19 no Brasil tinham menos de 60 anos , enquanto 75% dos óbitos entre médicos foram acima da faixa etária.

Os dados são de um novo estudo conduzido por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/ Fiocruz ), que traçou o perfil dos profissionais da saúde vítimas da pandemia.

O levantamento, que foi divulgado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva, buscava apontar a desigualdade no impacto entre profissionais de saúde pela doença.

Os responsáveis pelo estudo apontam como principais justificativas para a desigualdade observada os tipos de vínculo trabalhista de cada profissão, além da média de idade dos profissionais quando iniciam a carreira.

“A enfermagem tem uma inserção mais institucional, assalariada e com tempo de trabalho pré-determinado. Boa parte da enfermagem no Brasil tem assegurado o direito formal à aposentadoria. Na medicina é exatamente o contrário, pois infelizmente os médicos estão cada vez mais de forma autônoma no mercado profissional”, s ugere a pesquisadora da Ensp/Fiocruz, Maria Helena Machado, autora principal do artigo, em comunicado.

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“A outra questão é que as categorias da enfermagem tem inserção no mercado de trabalho em fases da vida bastante distintas. Os técnicos podem iniciar a jornada por volta dos 18 anos, por exemplo. Os enfermeiros, assim como os médicos, precisam primeiro se formar na universidade, mas o curso de Medicina é mais longo, fazendo que com que esses profissionais entrem mais tarde no mercado, o que também contribui para o prolongamento das suas carreiras”, acrescenta.

Foram analisadas informações dos conselhos federais de Medicina e Enfermagem (CFM e Cofen) e do estudo sobre o inventário de óbitos da Fiocruz, entre março de 2020, início da pandemia, e março de 2021. No período, foram identificadas as mortes de 622 médicos, 200 enfermeiros e 470 auxiliares e técnicos de enfermagem.

A maioria dos profissionais de enfermagem que foram vítimas da Covid-19 eram mulheres, jovens e negras. Entre os médicos, houve uma predominância de homens, que chegou a 87,6% do total. Não foram disponibilizados dados sobre cor e/ou raça entre os profissionais.

Os pesquisadores explicam que, em 2009, as mulheres passaram a ser maioria entre os novos registrados em conselhos de médicos – em alinhamento com a proporção do sexo feminino na população do Brasil.

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Porém, devido à maioria masculina nos tempos anteriores, os profissionais mais velhos, que morreram pelo novo coronavírus, são majoritariamente homens. Já na enfermagem, hoje as mulheres representam 85% do total, uma predominância que é histórica na categoria.

Outro fator analisado foi o impacto regional. Embora regiões como Sudeste, que lideram em população, também tenham registrado mais óbitos, os números da região Norte especificamente chamaram a atenção dos pesquisadores. Isso porque, embora represente apenas 4,5%, 7,6% e 8,7%, respectivamente, do contingente de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do país, o Norte foi responsável por 16,1%, 29,5% e 23,2% dos óbitos nas profissões.

“É uma região com uma população grande, heterogênea e dispersa em sete estados. Uma extensão territorial grande, o que deveria gerar políticas especiais”, diz Maria Helena. “É onde tem piores condições de trabalho e maior aglomeração da população desesperada por atendimento”, complementa a pesquisadora.

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Fonte: IG SAÚDE

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Educação

Ladainha Ganha Nova Escola de 5,5 Milhões do Governo de Minas

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A cidade de Ladainha, localizada no Vale do Mucuri, agora conta com um importante avanço na área educacional com a inauguração da Escola Municipal Iracema Soares Nedir. A unidade, construída por meio do Programa Mãos Dadas, uma parceria entre o Governo de Minas e o município, está se destacando pela infraestrutura moderna e pela contribuição ao fortalecimento da educação pública na região.

Com um investimento total superior a R$ 5,5 milhões, a nova escola não só amplia as oportunidades de ensino para os alunos, mas também visa melhorar significativamente a qualidade da educação local. A inauguração da escola, realizada em julho deste ano, representou um marco importante para a comunidade, que agora conta com um ambiente de aprendizado mais adequado e capaz de atender às crescentes demandas educacionais.

O governador Romeu Zema, em visita realizada no início de dezembro, fez uma vistoria nas instalações da escola e destacou a importância da parceria entre o Governo de Minas e as administrações municipais para o avanço da educação no estado. “Investir em educação é investir no futuro de nossas crianças e no desenvolvimento do nosso estado. Com escolas como esta, estamos criando as condições ideais para que nossos jovens possam construir um futuro melhor”, afirmou Zema durante a visita.

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Mais de R$ 3,3 milhões dos investimentos totais foram provenientes diretamente do Governo de Minas, refletindo o empenho do estado em melhorar a infraestrutura educacional em todo o território mineiro. O valor é um indicativo do comprometimento do governo estadual com o acesso à educação de qualidade, especialmente em regiões como o Vale do Mucuri, onde investimentos em infraestrutura escolar têm um impacto direto no desenvolvimento social e econômico da comunidade.

A Escola Municipal Iracema Soares Nedir tem se mostrado uma verdadeira referência para a educação na região, com suas modernas instalações e a perspectiva de formar alunos mais preparados para os desafios do futuro. O Governo de Minas continua a investir em educação como prioridade, e iniciativas como o Programa Mãos Dadas seguem beneficiando milhares de crianças em diversas partes do estado.

Fonte: Diário Tribuna – Teófilo Otoni

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