Saúde
Ganhar ‘likes’ nas redes sociais estimula a área de recompensa do cérebro humano


Em tempos de redes sociais, um click “gostei” promove uma ação positiva e motivacional no cérebro de quem curte e recebe a curtida. Mas, todo cuidado é pouco com essa dinâmica de relacionamento, em momentos contemporâneos, vulneráveis ao esvaziamento dos sentimentos humanos.
Casais se conhecem rápido demais e logo partem para mudar o status do relacionamento nas redes sociais. Com isso, esquecem de conhecer melhor o parceiro, ver até onde existe compatibilidade, saber se estar num relacionamento saudável e se é isso mesmo que se deseja.
Essas questões ficam para daqui algumas semanas ou meses. São líquidas as relações de hoje em dia, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman. E em um click, torna-se muito fácil conquistar, acabar, excluir, bloquear pessoas como um produto descartável.
A falsa sensação de estar rodeado de amigos
O fato é que as pessoas possuem muitos “amigos” nas redes sociais e continuam solitárias esperando que alguém “curta” o que foi postado. Uma explicação à luz da neurobiologia , revela que o cérebro humano precisa de determinados estímulos que influenciam a autoestima e a aceitação em um determinado grupo de pessoas. O humano é um “animal social” que precisa intencionalmente de elogios como fator estimulante para ativar o sistema de recompensa emocional.
Nosso cérebro “adora” novidades. Mas, no fim das contas, ele seleciona o que é importante para depois guardar essas informações de verdade. Ou seja, ele trabalha em duas etapas. Acontece que, por conta dessa primeira etapa ser mais prazerosa e frenética, liberando compostos químicos que satisfazem o corpo, sempre queremos involuntariamente nos manter conferindo novidades e acabamos sem tempo para guardarmos o conteúdo na segunda etapa. E essa é a especialidade da internet, produzir informações rápidas e inovadoras.
Redes sociais estimulam o cérebro
As redes sociais influenciam nossos sentidos biológicos e estimulam o cérebro humano a continuar “clicado e ligado”. Esse processo acontece devido ao prazer estabelecido na função cerebral, como acontece nas probabilidades de sobrevivência, por exemplo, comer comidas calóricas, dormir bem, aprender novas habilidades, conseguir apoio social, fazer sexo.
O cérebro pode ser estimulado por qualquer atividade ou informação prazerosa, mesmo sem ter a função de sobrevivência, por exemplo, jogos, músicas, filmes, livros, danças, redes sociais, sendo especialmente superativado por drogas como anfetaminas e heroína.
De fato as redes sociais provocam modificabilidade cerebral , esse fenômeno é incontestável, pois, evidências científicas demonstram que conexões neuronais são estimuladas por determinados fatores neurotróficos que estabelecem novas rotas alternativas nas células neuronais do córtex cerebral.
Consequências dos prazeres imediatos no cérebro
Entre 5% e 10% dos usuários de internet são incapazes de controlar a quantidade de tempo que passam on-line. Apesar de ser uma dependência psicológica, estudos mostram que há deficiências cerebrais parecidas com as provocadas por dependências químicas.
Regiões do cérebro que controlam as emoções, a atenção e a tomada de decisões são afetadas, porque as redes sociais oferecem respostas imediatas com pouco esforço. E quanto mais respostas imediatas se tem, mais rapidamente se quer resolver os problemas, e é o mesmo processo que acontece quando há consumo de drogas. Prazeres imediatos.
Papel das redes sociais na produção de hormônios
As redes sociais também desencadeiam uma liberação de dopamina, o hormônio do bem-estar. Em exames de ressonância magnética, cientistas descobriram que as áreas de bem-estar dos cérebro são muito mais ativadas quando as pessoas falam sobre si mesmas ou expressam opiniões, em vez de ouvir os outros. Em uma conversa face a face com outra pessoa, cerca de 30% a 40% do tempo é destinado a falar sobre nós mesmos. Na internet, o número sobe para 80%.
A neurobiologia explica que as ações cerebrais diante das curtidas nas redes sociais podem aumentar os níveis de ocitocina, conhecida como “hormônio do amor” , que estimula sentimentos como empatia, generosidade e confiança, e tem altas quando o indivíduo está apaixonado.
Estudos neurocientíficos revelam que quando o indivíduo compartilha informações pessoais na internet, ele estimula as regiões do cérebro envolvidas na conectividade, como o córtex pré-frontal medial, amígdalas cerebrais e precuneus – regiões do cérebro envolvidas na autorreflexão e em determinados aspetos da consciência emocional.
Cuidado com a exposição excessiva nas redes sociais
O importante é encarar a realidade e as emoções presentes nas nossas vidas para evitar exposições excessivas e desnecessárias nas redes sociais. Também vale alertar que podemos ter atividade emocional no nosso cérebro de vários aspectos: proativo, vítima, atento, desligado, observador e desnorteado. Todos nós temos um pouquinho de cada traço, e o que influencia o comportamento humano são as medidas que tomamos frente às mudanças efetivas em nosso dia a dia.
O ser humano vive em busca de aceitação
As emoções e os sentimentos fazem parte de nossas vivências e são importantes na solução de problemas, no raciocínio e no funcionamento inteligente, em relação às questões que o ser humano se depara em sua vida, num constante equilíbrio/desequilíbrio em busca de uma homeostasia.
O ser humano reage ao detectar um desequilíbrio no processo de vida e, ao perceber este desequilíbrio, procura corrigi-lo, no sentido de adaptar-se, dentro dos limites da biologia humana e do ambiente físico e social. Na verdade, o ser humano quer se sentir querido, produtivo e aceito nas suas relações, sejam elas reais ou virtuais. Mas, todo cuidado é pouco quando o envolvimento emocional fica por conta das redes sociais.
Por Marta Relvas
Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, Psicanalista, Psicopedagoga, Especialista em Neurofisiologia Humana, Anatomia Humana e Bioética. Entre os livros lançados estão “Sob o comando do cérebro” e “Cérebro – Contextos, nuances e possibilidades”, publicados pela Wak Editora.
Fonte: IG SAÚDE


Educação
Ladainha Ganha Nova Escola de 5,5 Milhões do Governo de Minas

A cidade de Ladainha, localizada no Vale do Mucuri, agora conta com um importante avanço na área educacional com a inauguração da Escola Municipal Iracema Soares Nedir. A unidade, construída por meio do Programa Mãos Dadas, uma parceria entre o Governo de Minas e o município, está se destacando pela infraestrutura moderna e pela contribuição ao fortalecimento da educação pública na região.
Com um investimento total superior a R$ 5,5 milhões, a nova escola não só amplia as oportunidades de ensino para os alunos, mas também visa melhorar significativamente a qualidade da educação local. A inauguração da escola, realizada em julho deste ano, representou um marco importante para a comunidade, que agora conta com um ambiente de aprendizado mais adequado e capaz de atender às crescentes demandas educacionais.
O governador Romeu Zema, em visita realizada no início de dezembro, fez uma vistoria nas instalações da escola e destacou a importância da parceria entre o Governo de Minas e as administrações municipais para o avanço da educação no estado. “Investir em educação é investir no futuro de nossas crianças e no desenvolvimento do nosso estado. Com escolas como esta, estamos criando as condições ideais para que nossos jovens possam construir um futuro melhor”, afirmou Zema durante a visita.
Mais de R$ 3,3 milhões dos investimentos totais foram provenientes diretamente do Governo de Minas, refletindo o empenho do estado em melhorar a infraestrutura educacional em todo o território mineiro. O valor é um indicativo do comprometimento do governo estadual com o acesso à educação de qualidade, especialmente em regiões como o Vale do Mucuri, onde investimentos em infraestrutura escolar têm um impacto direto no desenvolvimento social e econômico da comunidade.
A Escola Municipal Iracema Soares Nedir tem se mostrado uma verdadeira referência para a educação na região, com suas modernas instalações e a perspectiva de formar alunos mais preparados para os desafios do futuro. O Governo de Minas continua a investir em educação como prioridade, e iniciativas como o Programa Mãos Dadas seguem beneficiando milhares de crianças em diversas partes do estado.
Fonte: Diário Tribuna – Teófilo Otoni
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