Saúde
Você cuida da sua saúde emocional? Faça o teste gratuito
O início do ano geralmente é marcado por um momento de reflexão sobre as metas e sonhos que queremos realizar nos meses seguintes. Algumas pessoas buscam um emprego melhor ou uma renda extra, outras pedem por um amor e há até quem deseja apenas paz e saúde, de maneira geral. Mas quantas pessoas você conhece, se é que conhece, que prometem cuidar da saúde mental e emocional?
O país mais ansioso do mundo
Segundo a Organização Mundial de Saúde, hoje, o Brasil ocupa o primeiro lugar de uma lista não muito desejada. Somos o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo: 18 milhões. Por aqui, 9,3% da população já foi diagnosticada com o transtorno. Um número bastante alto por si só, mas ainda mais preocupante se levarmos em consideração os grupos em situação de vulnerabilidade social, para os quais a taxa de ansiedade atinge cerca de 36% dos adultos.
Vamos falar sobre saúde emocional?
E, se estamos falando de números tão assustadores, há, no entanto, uma boa notícia: o assunto que por anos foi tratado como um tabu por parte das pessoas está ganhando cada vez mais atenção. E é por esse motivo que hoje temos o Janeiro Branco , um mês dedicado a chamar a atenção dos indivíduos, das instituições, das sociedades e das autoridades para o fortalecimento da cultura do cuidado com a saúde mental.
Afinal, nada melhor do que aproveitar o primeiro mês do ano, aquele cheio de promessas e reflexões, para pensar naquilo que mais importa: a gente.
“E como eu me sinto?”
Às vezes, tudo o que precisamos é fazer essa pergunta para nós mesmos(as). Tentar entender esses sentimentos e, se necessário, buscar ajuda especializada, como de um(a) psicólogo(a), são os primeiros passos para tratar do assunto corretamente. E, nesse processo, não há qualquer espaço para vergonha ou julgamento.
Se você tem se sentido triste, com muito cansaço ou tem crises de ansiedade frequentes, talvez seja a hora de fazer um teste.
O que fazer?
O Instituto SulAmérica, por meio do seu movimento #BemAmarelo , disponibiliza acesso gratuito para um teste elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para descobrir o seu grau de sofrimento emocional.
Após responder as perguntas, você terá acesso a uma breve análise do seu perfil e receberá acesso a serviços gratuitos de cuidado, incluindo consultas online com médicos(as) e psicólogos(as).
QUERO FAZER O TESTE AGORA!
Você sabia?
Por meio do movimento #BemAmarelo, o Instituto SulAmérica incentiva o cuidado da saúde emocional e a visibilidade desse tema todos os meses do ano, com iniciativas de impacto social capazes de ampliar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade social a informações e serviços de cuidado terapêutico.
“Ao mesmo tempo em que vemos dados alarmantes em relação à saúde mental dos brasileiros, ainda há, infelizmente, um grande estigma na sociedade em relação aos transtornos emocionais. Precisamos combater esse preconceito para empoderar e conectar quem mais precisa, com a ajuda necessária. Por meio da campanha #BemAmarelo, queremos divulgar a mensagem de que a saúde mental importa e é um direito de todas as pessoas”, afirma Luiz Pires, diretor executivo do Instituto SulAmérica.
Fonte: IG SAÚDE
Saúde
Especialistas se reúnem em workshop para discutir estratégias e inovações para impulsionar a economia de baixo carbono e a redução de emissões de gases de efeito estufa no Brasil
A redução da emissão de gases poluentes é uma demanda mundial urgente para desacelerar o processo de aquecimento global. O impacto das mudanças climáticas, com a recorrência de eventos extremos como verões mais quentes, períodos de secas e chuvas mais concentradas e intensas, impulsiona a transição para uma economia de baixo carbono.
Para estimular a troca de experiências e conhecimentos sobre o assunto, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) promove, no dia 22 de outubro de 2024, o workshop “O papel das engenharias na transição para uma economia de baixo carbono”. O evento, gratuito e aberto ao público, reúne especialistas para debater soluções integradas para a redução de emissões de carbono e da sustentabilidade em diversos setores como indústria, transporte, construção civil, energia e agronegócio.
O papel da engenharia
Organizado pelo Grupo de Trabalho (GT) “Economia de Baixo Carbono”, o workshop apresentou novas perspectivas para o mercado de carbono brasileiro e abordou a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) por meio do Projeto de Lei 182 de 2024, em análise no Senado.
“Precisamos ampliar a discussão sobre esse mercado e o papel das engenharias na desaceleração das mudanças climáticas”, pontuou a coordenadora do GT, engenheira mecânica Sírcia de Sousa.
Segundo ela, que também é conselheira da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica, a engenharia é essencial para o planejamento e implementação de estratégias de descarbonização para setores industriais, monitoramento e verificação de gases de efeito estufa, além da criação de soluções baseadas na natureza para remoção de carbono. “Os engenheiros também desempenham um papel essencial na produção de normas que orientam e incentivam a população a ter atitudes menos agressivas ao meio ambiente, além de tornar atrativa a adesão da sociedade a um cotidiano de menor emissão de gases poluentes”, ressalta Sírcia.
O engenheiro florestal e técnico administrativo da Ufla, Thiago Magalhães Meirele, destacou a importância de ambientes como o workshop organizado pelo Crea-MG para que profissionais de diversas áreas possam interagir, debater e criar soluções mais ágeis para que o processo de migração do mercado para a economia de baixo carbono seja mais eficiente. “Esse processo é multidisciplinar, cada profissional dentro da sua área, da sua especificidade e atribuição técnica tem seu papel. Juntos, eles vão ajudar na criação de novas tecnologias, no desenvolvimento de protocolos, na aplicação de certificações, dentre outras questões”, disse. Thiago ainda destacou que é preciso que toda a população tenha consciência do tema. “Esses são problemas coletivos e só podem ser resolvidos na coletividade, se não houver um entendimento de que todas as áreas precisam trabalhar juntas para atingir essas metas, a gente não vai conseguir alcançá-las”, afirmou. O engenheiro concluiu explicando a importância do poder público nesse contexto. “Esse processo perpassa também por mudanças de políticas públicas, por incentivos fiscais, por educação”.
Também reconhecendo a iniciativa do Crea-MG em promover um evento para debater um tema “muito importante e de interesse mundial”, o engenheiro florestal Enio Fonseca, com 42 anos de atuação nas áreas de sustentabilidade, meio ambiente e mineração, ele veio participar do workshop. Fonseca parabenizou o Conselho e relembrou que “a engenharia tem um papel muito importante na dinâmica da concepção e operacionalização dessas questões da transição energética e que envolvem o crédito de carbono’’
Exemplo mineiro
Durante o workshop o município do sul de Minas, Extrema, ganhou espaço por ser o pioneiro e ser exemplo em relação a implementação de políticas ambientais. “O primeiro o município que tem esse tipo de modelo de mercado regulado de carbono é mineiro. Extrema é um caso de sucesso que começou em 2005 com uma política de pagamento dos serviços ambientais e na evolução da política, entre 2015 e 2017, eles começaram a incorporar a questão do carbono como uma das condicionantes ambientais”, comentou a engenheira florestal Valéria de Fátima Silva, integrante da Carbon Flore, empresa dedicada a soluções para economia de baixo carbono.
Valéria explicou que em nível estadual e nacional, a regulação caminha lentamente e que ainda existem diversos entraves para que o mercado adote políticas ambientais.
“Para avançar, é preciso haver consenso e envolvimento, e Extrema se diferenciou por fazer esse envolvimento voluntariamente, então só quando as empresas passaram a apoiar o projeto voluntariamente, eles instituíram isso como lei. Então o caminho foi primeiro de convencimento, de engajamento voluntário, para depois a obrigação legal”, explicou a engenheira florestal.
Outro desafio apontado pelo engenheiro de produção civil e professor do Cefet-MG Augusto César da Silva Bezerra é a ampliação do uso de biomassa para a produção de energia. Para ele, o mercado de uma maneira geral está atento ao uso consciente da energia. “A indústria global tem uma projeção de emissões mais voltada para o setor energético, para a energia, o uso da energia na indústria. E a indústria brasileira, nesse aspecto, está bem. A energia brasileira é uma energia mais limpa do que a média global. Nosso principal desafio, eu acredito que seja a gente conseguir potencializar o uso de biomassa, seja para a produção de energia térmica, de biocombustíveis ou de bioenergia, de uma forma ampla”, afirmou.