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Funcionários da Epamig cobram melhores salários

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Em reunião da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta terça-feira (26/9/23), funcionários da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) cobraram melhores salários e reconhecimento do seu trabalho.

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A categoria reclama de perdas remuneratórias acumuladas em 21,36% desde a data-base de 2018, segundo o presidente da Associação dos Pesquisadores da Epamig, Emerson Dias Gonçalves. Como resultado do achatamento salarial, o rendimento inicial de um pesquisador da Epamig é de R$ 5.931,88, muito abaixo do valor pago a um pesquisador da Embrapa (R$ 14.399,33).

Os funcionários da Epamig também reclamam do baixo valor do vale-refeição, que é de R$ 660,00. De acordo com o presidente da Associação dos Pesquisadores, a categoria reivindica salários compatíveis com a função, abertura de concurso público para novas contratações, revisão do plano de cargos e salários, reconhecimento da carreira de pesquisador e professor e reforma dos campos experimentais.

Emerson Dias Gonçalves lembrou que a Epamig é considerada uma das melhores empresas de pesquisa agropecuária do País e defendeu que o esforço de seus funcionários precisa ser reconhecido. “Sem a valorização desse pessoal, fica difícil manter o entusiasmo com a empresa”, afirmou.

Carlos Mário Paes Camacho, professor do Instituto Cândido Tostes, unidade da Epamig em Juiz de Fora (Zona da Mata), reclamou da contratação de funcionários de recrutamento amplo, que recebem salários menores que os efetivos. “A Epamig está sendo privatizada diante dos nossos olhos”, criticou.

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Segundo o pesquisador Cláudio Egon Faccion, as negociações por melhorias salariais com o Governo do Estado não têm avançado. De acordo com ele, neste ano a categoria aceitou ficar sem reajuste para não perder o vale-refeição.

Ele ainda reclamou que o governo alega estar impedido de fazer a recomposição salarial devido aos limites de gastos com pessoal determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Merecemos um pouco mais de respeito. A LRF não veda a recomposição salarial”, afirmou.

Deputado lamenta sucateamento da Epamig

O deputado Betão (PT), que solicitou a realização da audiência pública, disse que a Epamig desempenha um papel fundamental, mas vem sendo sucateada. Ele lembrou a importância do trabalho dos pesquisadores da empresa no desenvolvimento de produtos como queijos, café, vinhos e azeite e defendeu a valorização desses profissionais.

“A falta de um plano de carreira faz com que os funcionários trabalhem desmotivados”, lamentou o parlamentar. Ele ainda criticou as dificuldades na negociação das reivindicações da categoria com o Governo do Estado. “As demandas dos funcionários da Epamig vêm sendo negadas pelo governo”, continuou.

Melhorias salariais dependem do governo

O diretor de Administração e Finanças da Epamig, Leonardo Brumano Kalil, reconheceu o empenho dos pesquisadores, mas ponderou que a diretoria tem buscado fortalecer a empresa.

Ele também garantiu que o Governo do Estado sabe da importância da pesquisa agropecuária e destinou, em 2022, R$ 40 milhões de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) para a Epamig.

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Leonardo Brumano Kalil admitiu que é preciso melhorar as condições salariais dos funcionários da Epamig, mas essa decisão depende do governo, e não da diretoria da empresa. Ele ainda explicou que a contratação de funcionários de recrutamento amplo é uma solução temporária e assegurou que o governo apoia a realização de concurso público para contratação de novos profissionais, mas não pode extrapolar os limites de gastos da LRF.

“O plano de cargos e salários está sendo discutido. Mas, primeiro, temos que pensar na sustentabilidade da empresa”, afirmou.

Epamig produz tecnologia para a agricultura

A Epamig foi criada em 1974 para executar, administrar e coordenar a pesquisa agropecuária em âmbito estadual. Atualmente a empresa tem 21 campos experimentais, dois institutos tecnológicos e três núcleos tecnológicos em várias regiões do Estado.

Em 2022, foram executados 288 projetos de pesquisa nas mais diversas áreas, como cafeicultura, grãos, agroecologia, flores e hortaliças. Foram concluídas no ano passado 76 tecnologias geradas a partir desses projetos.

O Instituto Cândido Tostes forma profissionais para a indústria de laticínios, enquanto o Instituto Tecnológico de Pitangui (Região Central do Estado) oferece o curso de tecnologia em agropecuária de precisão.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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ESPORTES

De campeão olímpico a campeão do povo: Maurício do Vôlei reafirma compromisso com os brasileiros e derrota o retorno do DPVAT

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Ontem foi escrita mais uma página de uma história que já inspirou milhares de brasileiros. A Câmara dos Deputados rejeitou a volta do famigerado DPVAT, o imposto que, durante anos, pesou no bolso de milhões de cidadãos. Entre os nomes que se destacaram nesta batalha, está o deputado federal Maurício do Vôlei, um homem cuja trajetória é marcada pela entrega, pela superação e pelo compromisso inabalável com a nação.

No início do ano passado, ao votar favoravelmente à retomada do DPVAT por engano, Maurício não fugiu de sua responsabilidade. Reconheceu o erro publicamente e, com humildade, pediu desculpas ao povo brasileiro, mostrando que lideranças fortes também sabem ser humanas. Desde então, o deputado trabalhou incansavelmente para provar que sua luta vai além de um voto ou de um discurso — ela é pela proteção dos valores que sustentam nosso país: a família, a fé e a liberdade.

“Sempre defenderei os brasileiros, assim como defendi as cores da bandeira nas quadras. Minha missão não mudou. Não sou daqueles que mudam de camisa para agradar ou vencer uma eleição. Fui, sou e sempre serei conservador, defensor da família, do trabalho honesto e do futuro das próximas gerações”, afirmou o parlamentar, emocionado, logo após a vitória no plenário.

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Assim como em sua carreira no vôlei, Maurício jogou limpo. Diferente de muitos que alternam entre partidos e bandeiras de acordo com o vento político, ele permaneceu firme em seus princípios no PL. Para ele, o mandato não é sobre garantir reeleição; é sobre construir um legado — um Brasil que mantenha suas raízes e seu povo livre de amarras.

Ontem, a Câmara mandou um recado claro ao país: impostos que penalizam ainda mais os trabalhadores brasileiros, como o DPVAT, não têm espaço aqui. E Maurício do Vôlei deixou registrado que está e sempre estará em defesa das pessoas que acreditam num Brasil forte e justo.

Se ontem ele estava nas quadras levantando troféus pelo Brasil, hoje ele ergue as bandeiras da família, da justiça e do povo. Maurício do Vôlei segue sendo um campeão — não só no esporte, mas na vida pública.

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