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PCMG indicia motorista que capotou ônibus com torcida do Corinthians

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Divulgação/PCMG

As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre o acidente envolvendo um ônibus com torcedores do Corinthians, ocorrido na madrugada do dia 20 de agosto deste ano, na BR 381, resultaram no indiciamento do motorista do veículo, de 34 anos, por homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor. Sete pessoas da torcida organizada Gaviões da Fiel, com idades entre 26 e 54 anos, morreram no acidente e diversas outras ficaram feridas.

Conforme apurado, o ônibus havia sido fretado por torcedores do Corinthians que vieram a Belo Horizonte para acompanhar o jogo do time na cidade. No retorno ao estado paulista, na altura do quilômetro 525 da BR 381, na cidade mineira de Brumadinho, o veículo perdeu os freios na descida da Serra de Igarapé, obrigando o motorista a direcioná-lo propositadamente contra um barranco, a fim de minorar uma tragédia maior.

O delegado Rodrigo Otávio Fagundes explica que, durante as investigações, a PCMG identificou uma série de negligências que resultaram no acidente. “Pneu do ônibus sem condições de trafegabilidade, tacógrafo ausente no veículo, não registro nos órgãos competentes (ANTT), vistoria reprovada do veículo no ano de 2019, todos esses fatores levaram ao indiciamento do suspeito”, disse o delegado, acrescentando que o homem foi indiciado por homicídio culposo, agravado pelo fato de estar transportando passageiros.

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Relato

Em depoimento, o motorista contou que, na descida da serra, observou um dos marcadores de ar relativo ao sistema de freios do veículo subir muito e, instantes depois, o outro medidor também alterou, indicando uma falha grave. Nesse momento, ele tentou acionar os freios e percebeu que estava sem esse recurso.

O homem disse que gritou para acordar os passageiros, uma vez que a chance de colisão era grande. A velocidade do ônibus começou então a aumentar, quando o motorista teve a ideia da colisão, no intuito de diminuir a velocidade do ônibus.

Aos policiais, ele disse que havia feito a manutenção do veículo na sexta-feira anterior ao jogo, na cidade paulista de Jacareí, porém não lembrava o nome da oficina e não possuía os comprovantes da manutenção.

Alerta

Para o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (Deictran), delegado-geral Helton Cota Lopes, “É importante ressaltar que esse tipo de caso, grave, que culmina com a destruição de diversas famílias, está sendo bem observado pela Polícia Civil. Não há que se falar em impunidade. Temos meios técnicos e profissionais competentes e habilitados para imputar a responsabilização criminal”.

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Helton ainda ressalta: “Que isso sirva de alerta para condutores de veículo, de pequeno, médio e grande porte, e para proprietários de empresas responsáveis pelo transporte de passageiros ou de cargas, que normas de trânsito devem ser respeitadas”.

Fonte: Polícia Civil de MG

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Carga de 6 milhões e caminhão com chassi adulterado são recuperados

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Da redação – A Polícia Militar evitou o furto de uma carga milionária de defensivos agrícolas na Cooperativa de Café COOPERCITRUS, em Itamogi, extremo sudeste de Minas. O crime, que ocorreu no último dia 30/12  foi frustrado devido a denúncias que alertaram uma movimentação suspeita na cooperativa, os policiais foram ao local e constataram que os criminosos haviam tentado levar uma carga de defensivos agrícolas avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Imediatamente, os agentes iniciaram uma investigação utilizando câmeras de segurança e identificaram um veículo que deu suporte à ação e um caminhão que seria usado para o transporte da carga.  A partir destas informações os policiais mineiros, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, iniciaram uma operação para localizar e prender os autores. Durante as diligências, o veículo suspeito foi avistado e, após uma perseguição, acabou se envolvendo em um acidente de trânsito, um deles foi capturado e preso.

Ontem 2/1  a polícia localizou o caminhão usado na ação criminosa abandonado em um cafezal na zona rural de Itamogi. Sem placas de identificação, o veículo foi identificado como roubado em Miguelópolis (SP) em junho de 2024, após a análise de uma nota fiscal e do chassi.

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O chassi havia sido adulterado para coincidir com o de outro caminhão de uma empresa do Rio Grande do Sul, uma prática comum entre quadrilhas especializadas. A adulteração de sinal identificador de veículo automotor, como o chassi, é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa. A Polícia Militar segue trabalhando para identificar e prender os outros envolvidos, além de investigar se a quadrilha possui conexão com outros crimes semelhantes na região.

O caso reforça a necessidade de ações integradas para combater crimes de roubo e adulteração de veículos.

 

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