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Rodrigo Pacheco se reúne com ministro para viabilizar aeroportos em Minas Gerais

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BRASÍLIA – O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) reuniu-se, nesta terça-feira (12), em Brasília, com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, para viabilizar a retomada das obras do aeroporto de Itajubá e a construção do aeroporto de Itabira, em Minas Gerais.

No encontro, que contou com a participação dos prefeitos Rodrigo Riera, de Itajubá, e Marco Antônio Lage, de Itabira, o senador destacou que o ministro se colocou à disposição para viabilizar as demandas e reforçou a relevância dos equipamentos.

Levei a questão dos aeroportos ao ministro, que se prontificou a tomar as medidas necessárias. São obras essenciais para melhorar a logística e o transporte de dois importantes municípios de Minas Gerais, referências em suas atividades econômicas.Rodrigo Pacheco

Segundo informação repassada pelo prefeito de Itajubá, as obras referentes ao aeroporto da cidade estão paralisadas desde 2016, com investimentos já realizados da ordem de R$ 60 milhões.

Já o prefeito de Itabira estima que a construção do aeroporto de Itabira envolva um montante de R$ 20 milhões.

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Coluna Minas Gerais

Mesmo com alta produção, Minas Gerais passa a importar tilápia pela primeira vez em quase 30 anos

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Entrada de produto estrangeiro acende alerta para competitividade, tributação e sanidade do setor

Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em um cenário de forte crescimento da piscicultura estadual. Em fevereiro de 2026, foram importadas 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat — o primeiro registro da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, segundo o Ministério da Agricultura. Pela primeira vez, as importações superaram as exportações e passaram a representar 6,5% da produção mensal do país.

  • Importação não é falta de produção — é preço

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o cenário não está ligado à escassez interna, mas sim a fatores econômicos.

┃ O filé importado chega com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e dos custos menores no Vietnã. Isso exige atenção, pois pode comprometer a competitividade da cadeia produtiva mineira, explica.

O alerta é relevante porque Minas vem se consolidando como um dos principais polos da piscicultura nacional, com destaque para Morada Nova de Minas, atualmente o maior produtor de tilápia do Brasil.

  • Produção cresce — e muito
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Mesmo com o avanço das importações, os números da produção seguem em alta:

  • Brasil:
    442 mil toneladas (2023)
    499 mil toneladas (2024) → +12,8%
  • Minas Gerais:
    45,5 mil toneladas (2023)
    58,4 mil toneladas (2024) → +28%

O estado já responde por cerca de 11,7% da produção nacional, ocupando a terceira posição no ranking, atrás apenas de Paraná e São Paulo.

Além do volume, Minas tem investido em:

  • Tecnologia
  • Genética
  • Nutrição
  • Processamento

Concorrência desleal entra no radar

Para produtores, o problema central está na diferença de custos e tributação.

┃ O produtor mineiro paga ICMS, enquanto o filé importado entra sem essa carga. Na prática, estamos subsidiando o produto estrangeiro, afirma o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro.

Segundo ele, outros estados já adotaram medidas de proteção, enquanto Minas ainda não reagiu com a mesma intensidade.

  • Risco sanitário preocupa o setor

Além da questão econômica, há preocupação com a sanidade da produção nacional.

A importação pode aumentar o risco de entrada de doenças como o vírus da tilápia do lago (TiLV) — atualmente ausente no Brasil, mas com potencial de causar grandes prejuízos ao setor.

  • Possível mudança regulatória aumenta incerteza
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Outro ponto sensível é a discussão sobre a classificação da tilápia como espécie exótica invasora, tema que avançou em 2025 na Comissão Nacional de Biodiversidade, mas ainda está em revisão.

Segundo o analista de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar, Guilherme Oliveira, a medida pode gerar impactos relevantes.

┃ Pode haver aumento de custos, mais burocracia e insegurança jurídica, afetando principalmente pequenos e médios produtores, explica.

  • Cenário exige reação rápida

O cenário combina três fatores críticos:

  • Produção em crescimento
  • Importações mais baratas
  • Riscos regulatórios e sanitários

Isso coloca pressão direta sobre a competitividade da piscicultura mineira, que, apesar do avanço técnico e produtivo, pode perder espaço sem medidas de proteção e ajuste no ambiente de negócios.

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