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Sistema Faemg Senar lança Informativo de Pecuária de Corte

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FAEMG SENAR | Divulgação

A informação é o primeiro passo para uma comercialização de sucesso. Com esse objetivo, o Sistema Faemg Senar, por meio da Gerência de Agronegócio (GDA), lançou o Informativo da Pecuária de Corte, voltado a fornecer aos produtores rurais dados atualizados e análises de mercado. O anúncio ocorreu durante o Café Rural, promovido pelo Sindicato Rural de Governador Valadares, que reuniu produtores, especialistas, parceiros e imprensa no Parque de Exposições do município.

“A melhor ferramenta de negociação é a informação. Nosso objetivo é apoiar o produtor na tomada de decisões, oferecendo dados confiáveis e atualizados. Esta publicação atende a uma demanda direta dos produtores, dos Sindicatos e da Comissão Técnica de Pecuária de Corte do Sistema Faemg Senar”, explica Mariana Simões, analista de agronegócio.

O novo informativo integra os boletins técnicos já divulgados regularmente pelo Sistema, como os voltados a Café, Leite e Economia.

“A Gerência de Agronegócio trabalha para levar informações precisas aos produtores, oferecendo previsibilidade para auxiliar nas decisões do dia a dia. Estamos abertos a contribuições para aprimorar este e todos os demais trabalhos da GDA”, acrescenta Rafael Rocha, gerente de Agronegócio.

O Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares e a Comissão Técnica de Pecuária de Corte foram incentivadores da criação do material.

“Este informativo é uma conquista importante para os pecuaristas da região. Informação de qualidade é essencial para negociar melhor, planejar com segurança e tomar decisões acertadas. O boletim é sucinto, mas concentra dados relevantes e confiáveis, transformando uma demanda do nosso Sindicato em uma ferramenta prática para o dia a dia do produtor rural”, afirma Edberto Rezende, presidente do Sindicato Rural.

A primeira edição do Informativo da Pecuária de Corte já está disponível para download no site do Sistema Faemg Senar. O conteúdo traz o panorama da carne bovina mineira, incluindo exportações, competitividade frente às demais proteínas, cotações do boi gordo e das principais categorias de reposição em Minas, além de mercado futuro e outras referências importantes para o planejamento das atividades do produtor.

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CONACARNE

Outra oportunidade de aprendizado será o Congresso Nacional da Carne (CONACARNE), que acontece em Belo Horizonte nos dias 18 e 19 de setembro. O evento conectará produtores, indústria e varejo, fortalecendo a cadeia da carne bovina brasileira.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: www.conacarne.com.br. As vagas são limitadas e, em Minas Gerais, os interessados devem entrar em contato com o Sindicato dos Produtores Rurais do município ou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado. O evento é organizado pelo Sistema CNA/Senar e pela Faemg, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

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A estratégia de Lucas Kallas para consolidar a presença internacional da Cedro Participações

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Em entrevista exclusiva ao Minera Brasil, empresário revela como atuação global e gestão direta estão posicionando a companhia como referência no minério verde

Mar calmo nunca fez bom marinheiro, diz Kallas, que tem dedicado grande parte do tempo a agendas internacionais em busca de oportunidades de negócios.

  • Agência Minera Brasil

Para Lucas Kallas, o mundo não é dividido por fusos horários, mas por oportunidades. No último ano, o empresário mineiro — torcedor do Cruzeiro e de raízes libanesas — passou apenas três meses no Brasil. Os outros nove foram dedicados a uma agenda internacional intensa, que incluiu visitas a 17 países e mais de 540 horas de voo em viagens pela Ásia, África, Europa e América Latina.

Entre os destinos visitados estão Venezuela, Marrocos, Catar, Austrália, Japão, China, Estados Unidos, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque. O objetivo foi prospectar oportunidades para o grupo empresarial que atua nos setores de mineração, agronegócio, energia, imobiliário e logística.

┃ Cobra que não anda não engole sapo, resume Kallas, destacando que, no mercado de commodities, a inércia pode representar o maior custo para uma empresa.

Diferente do perfil tradicional de executivos que atuam apenas em escritórios, Kallas afirma que prefere acompanhar de perto as operações.

┃ Sou um empreendedor de mão na massa.

Essa postura ficou evidente durante uma viagem aos Estados Unidos, quando tomou conhecimento de uma tecnologia de correias transportadoras de longa distância (TCLD) em teste no estado do Alabama. No dia seguinte, ele estava no local observando o funcionamento do equipamento.

De volta ao Brasil, decidiu aplicar o conceito na estratégia logística da Cedro. O projeto prevê a construção de um corredor de transporte mineral com 19 quilômetros de extensão, ligando a mina da empresa em Mariana ao terminal ferroviário da Vale.

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A obra deve levar cerca de 24 meses para ser concluída e tem como objetivo reduzir custos logísticos, diminuir o consumo de energia e reduzir significativamente as emissões de carbono, além de retirar milhares de carretas das rodovias diariamente.

  • Brasil como escola de negócios

Um exemplo da prospecção internacional do empresário foi a viagem realizada à Venezuela em 2023, onde Kallas avaliou oportunidades nos setores de mineração e energia.

Embora o projeto esteja momentaneamente em fase de análise, o país segue no radar estratégico da companhia.

┃ Estamos olhando e avaliando. Não dá para entrar no escuro, afirma.

Para Kallas, o potencial mineral venezuelano pode ser aproveitado por meio da hidrovia do rio Orinoco, que oferece acesso estratégico ao Caribe e aos mercados globais.

O empresário também avalia que a experiência empresarial no Brasil prepara executivos para competir em qualquer mercado.

┃ Quem ganha dinheiro no Brasil, ganha em qualquer lugar do mundo.

Segundo ele, lidar com o chamado Custo Brasil, com desafios regulatórios e ambientais, fortalece a capacidade de gestão e torna empresas brasileiras mais preparadas para competir globalmente.

  • O próximo salto da Cedro

O plano estratégico da Cedro Participações para a próxima década prevê posicionar a empresa entre as três maiores mineradoras do país. Para isso, a companhia aposta na verticalização logística, com infraestrutura própria de ferrovia e porto, além do fortalecimento da marca em centros financeiros internacionais.

Kallas afirma que a empresa não busca apenas ampliar a produção, mas desenvolver um modelo de gestão capaz de atravessar ciclos do mercado de commodities.

Nos próximos cinco anos, a meta é expandir a produção de 8 milhões para 25 milhões de toneladas de minério por ano.

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O principal pilar dessa estratégia é o investimento no pellet feed, um minério de ferro de altíssima pureza que permite às siderúrgicas reduzir significativamente as emissões de carbono na produção de aço, atendendo às exigências de sustentabilidade e critérios ESG.

┃ O minério é uma commodity muito volátil, e cada vez mais haverá prêmio para esse minério verde, mais sustentável. Quem estiver bem posicionado nessa questão do pellet feed vai sair na frente e gerar muito valor para sua empresa, avalia.

  • Legado social

Além da expansão empresarial, o grupo Cedro mantém um conjunto de iniciativas sociais nas regiões onde atua. Nos últimos anos, foram investidos mais de R$ 80 milhões em projetos sociais.

Entre as iniciativas estão a manutenção da maior creche privada de Minas Gerais, programas de equoterapia em Mariana, revitalização de igrejas históricas e investimentos em infraestrutura comunitária, como campos de futebol, praças e postos de saúde.

Atualmente, a empresa mantém cerca de 60 projetos sociais ativos.

Para Kallas, o lucro é um meio para alcançar um objetivo maior.

O empresário, casado há 24 anos e pai de três filhos, mantém um perfil discreto apesar da rotina internacional intensa. Ele reconhece que o ritmo de trabalho exige sacrifícios pessoais.

Seu momento de pausa acontece durante as visitas à família nos Estados Unidos, onde consegue reduzir temporariamente a jornada de trabalho que costuma ultrapassar 14 horas por dia.

No cenário geopolítico da mineração, marcado por mudanças estratégicas e disputa por recursos, Lucas Kallas acredita que os períodos de crise revelam quem está preparado para avançar.

Para ele, dificuldades não são sinais de recuo, mas oportunidades para quem está disposto a navegar em mares mais desafiadores.

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