CIDADES
Natal de Ouro Preto 2024: evento cultural atrai 90 mil pessoas e gera impacto econômico de R$ 21 milhões
O Natal de Ouro Preto movimentou as ruas com magníficas celebrações natalinas que iluminaram a cidade mineira
Do dia 23 de novembro de 2024 a 6 de janeiro de 2025, Ouro Preto foi adornada com mais de um milhão de pontos de luz, transformando os cartões postais da cidade em um verdadeiro espetáculo natalino, e maior árvore de natal das cidades históricas, em frente ao Museu da Inconfidência. O evento cultural, em sua terceira edição consecutiva, tem realização da Prefeitura de Ouro Preto e o Governo de Minas Gerais, com patrocínio da Cemig. A empresa Holofote Cultural foi a produtora e organizadora do evento.
A organização inovou ao integrar o Natal da Mineiridade às festividades, uma celebração que homenageou Minas Gerais e suas ricas tradições. Ao longo do evento, os visitantes puderam explorar e apreciar os variados costumes de diferentes regiões do estado. Além da iluminação, as celebrações tradicionais, como as Pastorinhas, os corais e o Desfile do Zé Pereira, enriqueceram a programação do evento.
A decoração deste ano quis valorizar as janelas e sacadas de Ouro Preto, explica o secretário de Turismo e Cultura, Flávio Malta. “Ouro Preto é uma cidade patrimônio do mundo e, por isso, nós buscamos valorizar as janelas, sacadas, as praças e os largos. Na Praça Tiradentes, a árvore de Natal é para simbolizar que Ouro Preto é, sim, um dos mais importantes destinos de Natal”, completa Malta.
Outro sucesso realizado no Natal de Ouro Preto foi a Projeção Iluminada Cemig, que uniu tecnologia, luz e história. Este ano, a projeção mapeada teve como tema o Natal da Mineiridade. “O Natal em Minas Gerais é único! É onde há o momento de encontro das famílias e também de descoberta das riquezas culturais, históricas e naturais do estado, destacando o melhor da mineiridade”, comenta Gilson Antunes, coordenador do evento e diretor da Holofote.
Pesquisa
Segundo estimativas da Secretaria de Turismo, um público de 90 mil pessoas passou pela cidade, com visitantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Dinamarca, Inglaterra, Chile, Venezuela e de cidades próximas como Belo Horizonte, Mariana e a própria Ouro Preto, entre outras. O público era diversificado, mas o grupo de 19 a 25 anos foi o mais representativo (18,5%), indicando uma forte presença jovem.
A pesquisa realizada no evento revelou que 36,5% dos participantes possuíam ensino superior completo. Considerando também os participantes com pós-graduação, esse percentual sobe para 51%. Uma possível explicação para esse alto índice é a presença da Universidade Federal de Ouro Preto na cidade.
A expectativa média de gasto dos participantes foi de R$ 241,29, sendo que as mulheres apresentaram uma expectativa ligeiramente superior à dos homens. Pessoas com ensino superior completo tiveram a maior expectativa de gasto médio (R$ 291,60), indicando uma possível correlação entre nível de instrução e disposição para gastar. As faixas etárias entre 26 e 55 anos apresentaram as expectativas de gasto médio mais elevadas. Turistas apresentaram uma expectativa de gasto médio 2,4 vezes maior que os moradores de Ouro Preto, indicando um impacto econômico mais expressivo desse público na cidade.
Com base nas estimativas de expectativa de gasto geral, incluindo gastos de moradores e turistas, projetou-se uma receita aproximada de 21 milhões de reais para todos os dias com programação. Em relação a satisfação do público com o evento, a maioria dos participantes avaliou o evento como excelente (40,17%) ou muito bom (28,11%). Avaliações positivas superaram significativamente as avaliações neutras ou negativas.
De acordo com Felipe Guerra, secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, o objetivo do evento é aquecer ainda
é aquecer ainda mais a economia local, diversificando a economia para além da mineração.
“Ouro Preto teve uma baixa no turismo neste período do ano, porque normalmente as pessoas não visitam a cidade em dezembro. Faz três anos que estamos com um grande evento de Natal que tem atraído muitos turistas. Por isso, temos ainda apoio do Plano de Apoio à Diversificação Econômica de Ouro Preto (Pade), que tem como objetivo tirar a dependência que a cidade tem da mineração”, explica Felipe Guerra.
A principal motivação para participar do evento foi a confraternização e o lazer (33,7%), seguido por tradição, história e cultura (30,5%). Acompanhar família e amigos também foi uma motivação significativa para 19,7% dos entrevistados.
Também é possível considerar a proporção de participantes que vieram atraídos pela programação do evento, chegando a 18,5% nas pesquisas. Programação esta, que contou com a participação de cerca de 455 artistas (bandas, papai noel, teatro, corais, fanfarra, folia de reis, entre outros gêneros artísticos), atraiu um público diversificado e gerou um efeito multiplicador na economia local.
O Natal de Ouro Preto é uma realização da Prefeitura de Ouro Preto e Governo de Minas Gerais, com patrocínio da Cemig, produção da Holofote Cultural e apoio da Associação Comercial e Empresarial de Ouro Preto (ACEOP), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Ouro Preto (CDL), Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (ADOP), Saneouro, InterOuro, Op Expert, Restaurante Sebastião e Buena Vista Hostel.
Cemig: a energia da cultura
A Cemig é a maior incentivadora de cultura em Minas Gerais e uma das maiores do país. Ao longo de sua história, a empresa reforça o seu compromisso em apoiar as expressões artísticas existentes no estado, de maneira a abraçar a cultura do estado em toda a sua diversidade. Além de fortalecer e potencializar as diferentes formas de produção artística, a Cemig se apresenta, também, como uma das grandes responsáveis por atuar na preservação do patrimônio material e imaterial, da memória e da identidade do povo mineiro.
Os projetos patrocinados pela companhia, por meio de Lei Estadual e/ou Federal de Incentivo à Cultura, têm por objetivo beneficiar o maior número de pessoas, nas diferentes regiões do estado, promovendo a democratização do acesso às práticas artísticas. Assim, investir, incentivar e impulsionar o crescimento do setor cultural em Minas Gerais reflete o posicionamento da Cemig em transformar vidas com a sua energia.
CIDADES
Mateus ganha prefeitos, mas Nikolas ganha os eleitores
A filiação do vice-governador de Minas Gerais, professor Mateus Simões, ao PSD, reacendeu lembranças recentes do cenário político mineiro. O ato, que reuniu mais de 150 prefeitos e cerca de mil lideranças políticas, remete a 2018, quando o então candidato Antônio Anastasia também mobilizou centenas de prefeitos — mais de 600 gestores municipais à época — e era apontado como favorito absoluto ao governo. Naquele momento, o então desconhecido Romeu Zema, do Partido Novo, tinha apenas 3% das intenções de voto, mas venceu a eleição graças à força das redes sociais e ao voto de convicção do eleitor mineiro.
O paralelo se impõe: hoje, novamente, parte da classe política se movimenta em torno de uma grande estrutura, enquanto o eleitor mostra estar muito mais atento à coerência, autenticidade e presença digital dos candidatos do que ao apoio de lideranças tradicionais.
Mas, ao contrário do que se tenta transmitir como uma “ampliação de diálogo”, o movimento revela uma mudança de eixo político clara. O PSD, partido que mantém raízes firmes no Centrão e que esteve alinhado ao governo Lula em praticamente todas as votações relevantes no Congresso, se distancia das pautas que marcaram a ascensão do Novo e do próprio eleitorado de perfil liberal-conservador.
Com isso, parte expressiva do eleitorado mineiro — estimada entre 40% e 45% dos eleitores — tende a não se identificar com um projeto que se aproxima da estrutura política tradicional de Brasília. Esse espaço ideológico, deixado vago pela aliança PSD–Novo, pode ser justamente o terreno fértil para o crescimento do PL em Minas Gerais.
Nos bastidores, e até mesmo em falas públicas recentes, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) tem se posicionado com firmeza sobre temas nacionais e estaduais, alimentando a expectativa de que possa disputar o governo de Minas em 2026. Mesmo sem anunciar oficialmente qualquer pré-candidatura, Nikolas já aparece nas pesquisas com mais de 30% das intenções de voto, figurando entre os nomes mais citados e com forte apoio popular entre os jovens e o eleitorado conservador.
Com uma trajetória política marcada pela defesa intransigente dos valores cristãos, da liberdade de expressão, da responsabilidade fiscal e do combate aos privilégios da máquina pública, Nikolas consolidou-se como um dos principais porta-vozes da nova direita brasileira. Sua comunicação direta e a presença intensa nas redes sociais o transformaram em um fenômeno de mobilização popular, especialmente entre os mineiros que não se sentem representados pelo Centrão.
Outro nome que surge com destaque nesse campo é o do senador Cleitinho Azevedo, também com forte apelo popular e perfil autêntico. Segundo análises de bastidor, uma eventual disputa entre Nikolas e Cleitinho pelo governo mineiro representaria uma divisão positiva dentro da própria direita, pois ambos reúnem legitimidade, coerência e conexão com o eleitorado.
Em conversas reservadas, líderes políticos e analistas avaliam que qualquer um dos dois — Nikolas ou Cleitinho — que se consolidar como o nome da direita em Minas, tem grandes chances de vencer. A percepção é de que a base conservadora do estado permanece sólida e organizada, e que há espaço para uma candidatura que represente valores, coerência e renovação, sem alianças com os grupos tradicionais de poder.
Enquanto o PSD tenta articular sua base junto ao Novo, o PL observa, analisa e se prepara. O cenário é de um Centrão cada vez mais unido de um lado, e de uma direita fortalecida e convicta do outro.
E, pelos movimentos dos bastidores, uma coisa é certa: Minas Gerais será o epicentro de uma das disputas mais emblemáticas de 2026 — entre o pragmatismo das alianças políticas e a força da representação ideológica.
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